Xisto, presidente para um tempo de mudanças aceleradas

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Bom de voto, dono de saber jurídico, um aglutinador por excelência. Todos os adjetivos convergem para o novo presidente do Tribunal de Justiça do Paraná.

Xisto Pereira: convergência de esperanças

Há 10 anos Adalberto Jorge Xisto Pereira é desembargador do TJ-PR. E nesta quinta, 31, toma posse como presidente desse Tribunal de Justiça do Paraná.

Na avaliação de craques da área do magistério do Direito e da advocacia, a quem ouço – como o presidente do Instituto dos Advogados do Paraná, e professor da PUCPR, Hélio Gomes Coelho Junior – o presidente do TJ “é um aglutinador por natureza, atencioso para com as partes e o advogados, dono de saberes jurídicos que apenas explicam seu grau de respeitabilidade nesse universo da Justiça e do Direito”.

Enfim, um homem sábio, especialmente porque sabe dialogar, é o que Hélio pensa.

MUITO BOM DE VOTO

Já o publisher Odone Fortes Martins, presidente do Jornal Indústria & Comércio, a quem Xisto Pereira fez visita de cortesia, convidando-o para a posse, “o desembargador é carismático, e também muito acatado por seus conhecimentos jurídicos. E igualmente chama a atenção por ser muito bom de voto”.

FELIZ EXPRESSÃO

A expressão de Odone, sobre ser “bom de voto” remete à eleição de novembro passado: Xisto Pereira disputou a eleição com mais três sólidos candidatos, e foi eleito com folga de votos.

Profissionais do Jornalismo, como meu caso, que há dezenas de anos acompanham, de alguma maneira, a vida do judiciário paranaense, também falaram no mesmo diapasão sobre o novo. E fizeram alguma “memória” sobre antigos dirigentes do TJ.

Odone Fortes Martins: presidente bom de voto; Hélio Gomes Coelho Junior: sólidos saberes jurídicos

E assumindo, ao mesmo tempo, que Xisto deve ser “uma boa novidade”.

SALAMALEQUES

Eu me lembro de muitos deles, alguns marcados por salamaleques e que quase exigiam das partes – e até mesmo de advogados – que se submetessem a certas vassalagens. Queriam ser reverenciados não como homens garantidores da Justiça, nem por sua sabedoria. Mas queriam representar espécies de soberanos sem coroas.

LAVAR AS MÃOS

Nesse quesito dos ares imperiais de alguns que pelo TJ passaram, – nos tempos da Ditadura, particularmente -, havia um desembargador que mantinha garrafa de álcool sobre a mesa de despacho.

Não se preocupava com quem o observasse: depois de dar a mão ao visitante, tratava de higienizá-la com o anídrico.

Felizmente Xisto é presidente de tempos da TI, da forte presença do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e de uma sociedade hoje vigilante e que não aceita mais espetáculos como o de ver um presidente do TJ batendo em funcionário.

No tapa, mesmo.

E olha que isso não correu há muitos anos. O “pugilista” está vivo.

DIVIDIR PODER

Fico satisfeito em saber que o desembargador Xisto é leitor deste espaço coluna/blog. Mais satisfeito fico porque sei que ele, como professor, assume plenamente o conhecimento desses novos tempos do século 21.

Tempos em que o “poder quase monárquico” dos distribuidores da Justiça não mais inspira os “toques monárquicos” fazedores de supostas curas, realidade de tempos medievais. Curavam particularmente escrófulas.

Xisto – graças – sabe que a sociedade de hoje, numa Democracia, dispõe de muitos caminhos para se expressar e reclamar contra malfeitos e na defesa de seu direitos.

“REINADO DE XISTO”

A Justiça no “reinado” de Xisto será de alguma forma mais compartilhada pelo hoje cidadão exigente vias redes sociais, e pelos enormes e ainda enigmáticos caminhos de novas realidades que estão derrubando dogmas de toda ordem.

LIÇÃO DE ULPIANO

E com olhar crítico, assestando seus olhos de águia, esses novos atores do século 21 podem até se mostrar exegetas de tradicionais princípios do direito, como os definidos por Ulpiano: “viver honestamente, não prejudicar ninguém, dar a cada um o que é seu.”

Xisto não fugirá desse cenário de mudanças de um país que não pode simplesmente eliminar o “politicamente correto”. Apesar dos alaridos ao derredor e das fogueiras das vaidades, matérias com as quais o presidente já enfrenta em seu dia a dia, no seu “múnus judicante”.


Nasce assessoria de gestão inteligente e inovação do governo

O assessor de Gestão Inteligente e Inovação da Sejuf, André Telles, com o vice-presidente de Governança e Planejamento da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), Luís Mário Luchetta.

Alguns eixos de sua atuação incluem prevenção à corrupção dentro e fora dos órgãos públicos, programas de integridade e controle interno de detecção e tomada de providência.

A Secretaria de Justiça, Família e Trabalho do Estado do Paraná (Sejuf-PR) criou a primeira assessoria de Gestão Inteligente e Inovação do Governo do Estado, que vai incentivar e desenvolver métodos técnicos que auxiliem na melhoria dos serviços prestados pela pasta.

UM ESPECIALISTA

O trabalho da nova assessoria atende às diretrizes de gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior: tornar o Estado do Paraná referência em inovação em todo no Brasil.

Para essa missão, o secretário Ney Leprevost designou o especialista em inovação com ênfase em cidades inteligentes André Telles, professor, autor de cinco livros sobre o tema e co-fundador do iCities, empresa que representa a FIRA Barcelona no Brasil.

André Telles explica que já ‘estão sendo implementados métodos utilizados por startups e outras empresas de tecnologia para melhorar os fluxos de trabalho e trazer inovação.”

CONTRA CORRUPÇÃO

A área de gestão inteligente e inovação será aplicada nas políticas da criança, do adolescente e do idoso; no Departamento dos Direitos da Mulher, no Departamento de Justiça e nas demais áreas que compõem a Sejuf.

O objetivo é trazer soluções práticas tanto para as licitações quanto para a conduta dos próprios servidores.

E também no Departamento de Justiça, alguns eixos de atuação incluem prevenção à corrupção dentro e fora dos órgãos públicos, programas de integridade e controle interno de detecção e tomada de providência.

EVITAR FRAUDES

“Assim, vamos conseguir evitar que nos contratos públicos haja um direcionamento, uma fraude ou até mesmo o enriquecimento ilícito de servidores”, destaca o futuro diretor do Departamento de Justiça, Felipe Hayashi.

PARCERIAS

A Sejuf também já começou a prospectar parcerias de projetos de gestão e tecnologia que possam otimizar e dinamizar o funcionamento da nova pasta.

André Telles, discutiu o assunto nesta terça-feira com o vice-presidente de Governança e Planejamento da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), Luís Mário Luchetta.


DOS LEITORES (1):

Marília conta seu calvário de descasos no ICS da Prefeitura de Curitiba

Prezado sr. Jornalista,

Sou aposentada da Prefeitura Municipal de Curitiba, e em 2017 passei por tudo que o Sr. Descreveu em um texto seu a respeito do ICS.

Assim, relato:

Com muita dor em quadril, perna e joelho direito procurei um ortopedista que me indicou cirurgia no joelho. Passei pela cirurgia e o quadro se agravou.

COMEÇA O CALVÁRIO

Procurei o cirurgião que tinha me operado que disse não ter conhecimento do que estava acontecendo e me encaminhou para uma jovem médica reumatologista, dra. Rita, que deu início a uma investigação.

Vista geral do ICS

CADEIRA DE RODAS

Eu, que me encontrava em cadeira de rodas, comecei os exames, iniciando pelos pés. Como nada foi encontrado até o joelho, e eu apresentava alterações significativas no exame de sangue, ela estava solicitando novos exames.

DRA. RITA FOI DESLIGADA

A médica Rita foi desligada do ICS, quando alguns exames meus ficaram prontos; não a encontrando, fui encaminhada a um médico ortopedista credenciado que se negou aceitar exames solicitados por outro profissional.

MUITO CORTICÓIDE

Tendo feito uso de muitos corticoides tive um alívio temporária na dor. (Denunciei a atitude do médico ao instituto, não resultando em nada.)

Quando retornaram as dores, procurei outro médico no instituto, que me olhando, em uma primeira consulta diagnosticou inflamação de ciático, receitando medicamentos e fisioterapia.

DIAGNÓSTICOS VARIADOS

Em nova consulta, diagnóstico de bursite de trocânter, sempre o mesmo médico. Não tendo melhoras sugeriu que eu tomasse os mesmos medicamentos que já não tinham surtido efeito, “pra ver se ia adiantar”.

UM TUMOR & LIBERAÇÃO

Não pediu nunca nenhum exame. Eu não queria mais procurar ninguém, porém meu filho insistiu que procurasse outro, e me levou a um credenciado, que atende no Hospital Vita.

Quando fiz o primeiro exame de quadril e coluna, que ainda não tinha sido feito nenhum, foi constatado tumor e doença metastática. Fui então encaminhada para o Hospital Erasto, pra um neurocirurgião oncológico.

CREDENCIADO?

Apesar de ter descontada normalmente de meu salário a mensalidade do ICS e o hospital ser credenciado, não tive liberado o internamento pra cirurgia e biópsia, pois o médico não é credenciado e eu “não tinha laudo comprobatório da necessidade de internamento naquele hospital”.

SÓ MEDIANTE AMEAÇA

Também foi assim quando tive solicitação do exame “petscan”. Passei por cirurgia, biópsia e exames iniciais através do SUS. E mesmo depois disso, várias vezes só conseguimos liberação de exame após falar em denúncia junto ao órgão federal competente.

DESCASO EXEMPLAR

Graças a Deus, apesar da metástase, terminei os ciclos de quimioterapia, estou bem, mantendo o controle necessário, mas caso o que eu passei sirva pra evitar que outras pessoas sofram o descaso, posso colaborar, inclusive com a cessão de cópia de prontuário.

“HOJE SOMOS SÓ NÚMEROS”

É terrível trabalharmos toda uma vida, contribuirmos, e na hora em que estamos mais carentes e fragilizados sermos tratados como meros números ou empecilhos em sua arrecadação e gastos inúteis desmedidos.

MARÍLIA POLI / poli.marilia1@gmail.com

funcionária aposentada da Prefeitura de Curitiba, que foi maltratada pelo ICS.

NB: Seu caso, Marília, clama aos céus. É para ser levado ao MP estadual ou federal. Consulte a um bom advogado.
Ou será que nossos vereadores teriam interesse em abraçar esse caso?
Pelo menos, fica a sugestão a um desses “representantes do povo” de Curitiba, para que examinem, situação do ICS.
É um alerta que fala alto, essa mensagem da sócia do ICS.
Ou será que adianta fazer a queixa chegar ao gabinete do prefeito que, este sim, tem atendimento VIP, em hospitais de primeira linha, como o Champagnat.

DOS LEITORES (2):

Homenagem a Airton

Prezado Aroldo

José Domingos: reencontro de profissionais

Agradecimentos pela divulgação da homenagem ao Aírton Cordeiro (dia 4-2, no Madalosso, às 19h30min). Fiquei muito feliz, pois, reforçará com certeza o evento. Agora o seu comparecimento o valorizará e engrandecerá. Inclusive fiz uma nota informando sobre sua divulgação.

Abraço, tudo de bom e saudades do amigo.

JOSÉ DOMINGOS, jornalista (foi vereador em Curitiba e deputado estadual), Curitiba

 

 

 


DOS LEITORES (3):

Em Tatuquara, consulta impossível

Caro jornalista,

Há quase 20 dias, estou tentando, sem êxito, marcar uma pré consulta no site Saúde Já da Prefeitura de Curitiba. Assim, o que era para facilitar a vida dos usuários e pacientes, está mesmo criando contratempos e testes de paciência e nervosismo!!

Sempre quando tento marcar uma pré consulta na Unidade de saúde Monteiro Lobato, no bairro Tatuquara, onde mantenho cadastro atualizado, o sistema automaticamente responde que não há vagas disponíveis naquela US.

Unidade de Saúde de Tatuquara

Já liguei para a Regional Tatuquara, para central 156, e não resolvem o problema, o que é lamentável, pois certamente muitos outros usuários estão tendo o mesmo problema e insatisfação quanto ao sistema on-line de marcação de pré-consultas!!!

CÉLIO BORBA, autônomo, Curitiba


Índios reclamam terras que agricultores cultivam há 100 anos no PR

Deputado Sergio Souza com Nabhan Garcia (ao centro de óculos), no MA.

FUNAI considera ser área indígena fazendas em Altônia, Guaíra e Terra Roxa

O deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR) se reuniu com o vice-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Nabhan Garcia – em Brasília -, para tratar sobre as demarcações de terras no Oeste do Paraná.

Sergio expôs a situação dos produtores rurais de Guaíra, Terra Roxa e Altônia e solicitou que a questão fosse priorizada pela Secretaria, que é o atual órgão responsável pelas demarcações de terras indígenas.

TOTAL DESRESPEITO

Sergio disse a Nabhan Garcia ser seu “dever comunicar às novas autoridades o que está acontecendo em nosso estado”. E frisou:

“Trata-se de um flagrante de total desrespeito às orientações governamentais. Não podemos permitir que injustiças sejam feitas”, disse o parlamentar, referindo-se à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) com relação ao Marco Temporal.

ÍNDIOS, ONDE?

De acordo com o deputado, a FUNAI apresentou despacho publicado no Diário Oficial da União, em setembro de 2018, reconhecendo terras de propriedade rural como sendo área indígena nos municípios de Altônia, Guaíra e Terra Roxa.

Na verdade, tais terras, garantiu, há 100 anos são cultivadas por agricultores locais.

ANTES DE 1988

Sérgio argumentou que imagens de satélite da Embrapa nessas cidades provam que quando da promulgação da Constituição Federal de 1988, não havia existência de ocupação indígena no local.

DECISÃO DO TRF

Sérgio Souza também comentou a decisão do desembargador Cândido Leal Júnior, do Tribunal Regional Federal (TRF-4 ), que suspendeu os procedimentos demarcatórios de terras indígenas feitos pela Funai até que o órgão competente apresente relação dos possíveis produtores rurais prejudicados. E atenda outros requisitos que não foram contemplados na demarcação.


Parques do Litoral fecham por tempo indeterminado

Parque Estadual Rio da Onças, Matinhos. (Foto: Arnaldo Alves /ANPr)

As unidades de conservação foram fechadas inicialmente por 15 dias, a partir de 25 de janeiro, para prevenção da febre amarela. A prorrogação foi necessária por causa da confirmação da circulação do vírus da doença na zona rural de Antonina, no Litoral.

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) vai manter as Unidades de Conservação Estaduais do Litoral fechadas por tempo indeterminado como forma de prevenção de casos de febre amarela. A decisão foi tomada em reunião com a Secretaria de Estado da Saúde nesta quarta-feira (30). Os parques foram fechados inicialmente por 15 dias a partir de 25 janeiro. A prorrogação se tornou necessária por causa da confirmação da circulação do vírus da febre amarela na zona rural de Antonina, no Litoral.

Foi recomendado que mesmo pesquisadores e outros profissionais só entrem nas unidades de conservação com a apresentação da carteirinha de vacinação que comprove a imunização contra a doença. A partir do aparecimento do primeiro caso da doença em humanos, a Secretaria de Estado da Saúde também recomenda o fechamento das unidades municipais, federais e reservas particulares.

VACINAÇÃO

“Temos que ampliar a vacinação em todo o Estado”, alerta o diretor do Centro Epidemiológico do Paraná, João Luís Crivellaro. De acordo com ele, a secretaria já tem especial preocupação nesta época do ano, quando a movimentação de pessoas é grande por causa das férias de verão, especialmente no Litoral, que é justamente a área em que foi confirmada a circulação do vírus.

PRESERVAÇÃO DOS MACACOS

O diretor também reforça a necessidade de notificação imediata da presença de macacos mortos em qualquer região do Estado e a ocorrência de casos suspeitos ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), que está em plantão permanente. Os telefones são (41) 99117-3500 e (41) 99917-0444.

Ele explica que o macaco não transmite a doença, mas é um sinalizador da circulação do vírus. Por isso é importante que não sejam maltratados ou mortos.

SINTOMAS

Os sintomas da doença são febre, com início súbito em pessoas que nunca tomaram a vacina contra a febre amarela ou com vacinação há menos de 10 dias, e que tenham estado em áreas de matas, rios ou áreas de circulação viral comprovada nos últimos 15 dias. Essas condições devem estar associadas a outros dois ou mais sinais, como cefaleia, náusea, vômitos, dor articular, dor abdominal, dor lombar, icterícia ou hemorragias.