Reuters – Os índices acionários de Wall Street avançaram na quarta-feira por expectativas de progresso nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, embora as ações tenham devolvido ganhos no final da sessão, após autoridades chinesas declararem que Pequim tem expectativas reduzidas para as conversas desta semana.

O Dow Jones fechou em alta de 0,7%, a 26.346,14 pontos. O S&P 500 subiu 0,91%, para 2.919,40 pontos, enquanto o Nasdaq Composto avançou 1,02%, a 7.903,74 pontos.

Mesmo fechando no azul, os três principais índices de ações norte-americanos perderam terreno já perto da campainha de fechamento, depois de autoridades chinesas afirmarem que a boa vontade de Pequim foi afetada pela inclusão de 28 empresas chinesas na lista negra dos EUA, realizada nesta semana pelo Departamento de Comércio norte-americano.

O entusiasmo do investidor havia recebido um impulso inicial, após uma reportagem da Bloomberg apontar que a China permanece aberta a um acordo comercial parcial com os EUA, e o Financial Times dizer que Pequim ofereceu aumentar suas aquisições anuais de produtos agrícolas norte-americanos.

A ata da reunião de setembro do Federal Reserve mostrou que a maior parte das autoridades do banco central dos EUA apoiou o corte de juros do mês passado, e que embora todos estivessem mais preocupados com os riscos associados à guerra comercial EUA-China, o lento crescimento global e outras questões geopolíticas, eles divergiram sobre o que isso significa para a economia norte-americana.

Todos os 11 principais setores do S&P 500 fecharam em alta, com as ações de tecnologia e ligadas ao setor de petróleo e gás registrando os maiores ganhos percentuais.

A Microsoft liderou os ganhos do Dow, avançando 1,9%, enquanto a Johnson & Johnson representou a única queda no índice “blue chip”.

O Fed reduziu os custos de empréstimos duas vezes este ano, depois de ter aumentado a taxa de juros nove vezes desde 2015, e a ata desta quarta-feira está repleta de projeções que acompanharam a declaração de setembro, que mostrou discordância entre as autoridades sobre o caminho a ser seguido à frente.

Sete das autoridades do Fed no mês passado indicaram prever mais um corte nos juros este ano. Cinco autoridades disseram não acreditar que mais cortes sejam necessários e os outras cinco projetaram um aumento de juros até o final de 2019. Os investidores esperam, predominantemente, outro corte de juros na próxima reunião de 29 a 30 de outubro.

O chairman do Fed, Jerome Powell, e algumas outras autoridades estão no grupo que vê os cortes que já ocorreram como um seguro necessário para manter a mais longa expansão econômica dos EUA em andamento.

Fonte: Reuters