Temos trazido a vocês aqui nesta coluna vínica VINUM VITA EST ha quase dez anos,  inúmeras conhecimentos,histórias, particularidades, curiosidades que hoje voce as encontra em nosso livro recém lançado pela Editora Prismas de Curitiba, VINUM VITA EST – A HISTÓRIA VISTA PELO VINHO, que se tornou um sucesso de vendas em nossos cursos e palestras, como esta matéria que lhes trazemos hoje, como uma curiosidade do mundo vínico, O VINHO KASHER JUDAICO. Consultamos  nossos alfarrábios e encontramos nas pesquisas, matéria a nos enviada pelo grande enófilo brasileiro Marcelo Copello do Rio de Janeiro que nos serviu de base para elaborá-la.

Cada povo, cada grupo social, se distingue  dos demais por seus costumes, valores intelectuais e morais, padrões de comportamento, por sua religião e, não menos importante, por sua alimentação. Talvez em nenhuma outra cultura a  relação religião/alimentação seja tão estreita quanto na judaica. Os cinco primeiros livros do Velho Testamento de nossa Bíblia judaico-cristã (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuternômio), (como sempre, a história está presente) conhecidos como o Pentateuco ou Torá, trazem um conjunto de prescriçõe de origem divina, que determinam a dieta alimentar judaica. Essas leis são chamadas de kashrut.Seu objetivo não visa apenas à boa saúde, mas sim trazer  união e santidade para o povo judeu. Os alimentos e as bebidas permitidas para o consumo, de acordo com os preceitos do Torá, são chamados de Kosher,Kasher ou Casher, palavras hebraicas que significam “bom”, “digno de confiança”. Quando industrializados, os produtos Kosher precisam ser supervisionados por autoridades religiosas e podem ser identificados por simbolos impressos em suas embalagens – em geral, um U ou um K, dentro de um círculo ou moldura. Q quando estas letras aparecem sem nenhum adorno ao redor, significa que o fabricante alega que seu produto é Kosher, mas não  necessariamente ele foi submetido à supervisão de um rabino.

Todas as festas religiosas judaicas seriam incompletas sem o vinho.A folha da  da videira é um dos símbolos dos hebreus tornando o vinho inseparável nas comemorações judaicas. O líquido é bebido no início da sabbath (sábado sagrado para os judeus) na benção (kiddush) e em seu término (havdalah). Os rabinos encorajam o consumo moderado por conta dos benefícios à saúde. Além disso, é carregado de simbolismo. Para Abraham Shrem, rabino  da congregação Beth -El, ” os brindes representam alegria” e ” tudo que é material perde seu valor com o tempo; o vinho, ao contrário, se valoriza co m o tempo”. Mas para ser consumido em ocasiões religiosas o vinho precisa ser kosher.As regras básicas para um vinho se tornar Kosher são: não pode ser produzido a partir de videiras com idade inferior a quatro anos; o vinhedo se estiver localizado em terras bíblicas, deve deixar de produzir uma vez uma vez a cada sete anos; nos locais dos vinhedos  nenhum outro tipo de planta deve ser cultivada ; todo o equipamento e a matéria prima utilizados na elaboração da bebida devem ser igualmente Kosher; e o vinho só pode ser manuseado por judeus ortodoxos, para evitar sua possível contaminação ao ser manipulado por pessoas desprovidas de fé.Nem todo os profissionais da vinícola, como enólogos, técnicos etc., precisam ser judeus ortodoxos, bastando que não tenham contato físico direto com bebida, barris etc. São elaborados em pequenas quantidades em praticamente todos os paises produtores. No Brasil a oferta é bem pequena. Todas as festas religiosas judaicas seriam incompletas sem o vinho

Mas nem todos os vinhos de Israel são Kosher. Apesar de Israel ter comemorado 70 anos de independencia, a sua tradição na produção de vinhos é milenar. São cerca de 5000 anos de história de vinificação no país. Com pequena extenção territorial, Israel apresenta uma incrível diversidade geoclimática.  Com “terroir” mediterrâneo, seus vinhos possuem características semelhantes a Portugal, Espanha, França,e Grécia, já tradicionais produtores de vinhos e azeites. esta partir de 2012, a indústria vitivinícola israelense passou a produzir uma média de 36 milhões de garrafas/ano em uma variedade de estilos que vão desde tintos com uvas  Cabernetet Franc, C. Sauvignon, Shiraz, Merlot, Pinot Noir  e as brancas Chardonnais, Muscat e mais rosés espumantes e sobremesas. Existem 35 vinícolas comerciais e e mais de 250 vinícolas boutique. Durante o Evento no Rio de Janeiro Rio Wine and Food  Festiva foi realizado o maior evento vínico da América Latina, de 07 a 09 de agosto 2018, tendo como curador nosso   prezado amigo e colega enófilo Marcelo Coppelo, tivemos o privilégio de participar de um work-shop sobre os vinhos de Israel, “Master Class Vinhos de Israel”, apresentado pelo prestigiado Enófilo Carlos Cabral, numa iniciativa da Baco Multimídia em parceria com o Israel Trade & Investment e a Embaixada de Israel no Brasil.

Para ilustrar apresentamos uma foto o YARDEN da região da Galileia da uva Chardonnay, safra 2013 das Colinas de Golan.

AVOE. BRADO DE SAUDAÇÃO A BACO POR SEUS SÚDITOS.

‘O VINHO É O ENFERMEIRO DOS IDOSOS”. Galeno médico que viveu no Sec II DC.

Osvaldo Nascimento Juniors.: Advogado, Empresário, enófilo,Sommelier, Colunista e Palestrante de Vinhos, autor do livro VINUM VITA EST – A HISTÓRIA VISTA PELO VINHO, um convite ao leitor (a) para um passeio cultural e didático pelo apaixonante universo da Enologia. adquira-o pelo fone(41) 996889252 ou osvaldopinheiro@gmail.com valor do investimento R$65,00 .

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