Encaminhado pelo  leitor e amigo Fernando Fontana, segue  um glossário de vocábulos paranaenses (e do Sul, no geral) que caíram no esquecimento. O levantamento é bom inventário da mobilidade da língua, exemplo, igualmente, de quanto as falas regionais sofrem acomodações ou simplesmente desaparecem.

“Jacú” – só para citar um exemplo – era qualificativo de um tipo de pessoa tosca, rude, inculta. Hoje é palavra desconhecida, a não ser pelos mais velhos. Mas teve seu auge lá pelos anos 1970/80, quando  era o depreciativo preferido para  identificar almas parvas. Nada mais desabonador do que ser chamado de jacu, então…

A relação a seguir, foi  levantada por Paulo Hilário( um cantor e músico popular importante dos anos da Jovem Guarda) , informa Fontana. De alguma  forma,  é a continuação de levantamento semelhantes feito meses atrás pela coluna:

PALAVRÓES e XINGAMENTOS:

CHUPIM: Nome popular local dado a pássaro que está sempre no dorso do boi; pessoa que se; aproveita ou obtém vantagem de outra; que não sai de perto visando interesses; GUARAMPUTA: O mesmo que f; da p; ‘; JACÚ: Pessoa mal vestida, matuto, sem tarimba social, sem classe; JAGUARA: Pessoa ruim, trapaceira, de má fé, màliiiiencionada; LAZARENTO: Termo ofensivo dirigido a alguém; LÓQUE: Pessoa bobona, que é facilmente enganada; MALACO: Pessoa de má indoe, trapaceiro (o mesmo que jaguara);NHANHO: Pessoa chata, sem classe (o mesmo que jacú);PIÁ DE BOSTA: Rapaz que não presta I jovem que quer parecer &dulto; PUCARANA! Expressão de espanto; substitui palavrão (puta merda!);“fI; TONGO: Pessoa boba, sem traquejo social, matuto, sem iniciativa;-: ’’rRAÍRA: Pessoa que trai outra; (varlação: Jra: !: aira); _;’;VAGAL: Pessoa preguiçosa, indolente (ou de mau caráter); corruptela de vagabundo; “”-’I; ALCOCHOADO: Cobertor espesso; edredon;APURADO: Com pressa; pessoa que tem necessidade de utilizar-se de sanitário;ARRODEAR: Ficar próximo, ir chegando ‘(como quem quer algo);ARRUINAR-SE: Ficar doente, piorar (o estado de saúde);BAGUÁ: Pessoa, animal ou coisa de tamanho avantajado;(Ex;: Pesquei um baguá dum peixe);BANHADO: Charco, alagadiço, lugar alagado;BARROCA: Beira acidentada de estrada, barranco;BEXIGA: Balão de gás;BISTECA; Costeleta (de porco);BREQUE: Freio (geralmente de veículo);BURRICHÓ: Asno, jumento; (Tratamento geralmente dado a filhote);CAMPEAR: Procurar, caçar, seguir; (Ex;: Vim campeando o animal);CANCHA: Quadra esportiva; campo de futebol de areia ou suíço;CAPÁO; Aglomerado de árvores em um local do campo (capão de mato);CARREIRO: Caminho aberto no mato, trilha (Usa-se tambémcarrero);CHAVEAR: Trancar (geralmente a porta);CUQUE: Cuca; (Bolo de origem alemã, à base de ovos, manteiga, açúcar, geléia e frutas);DESACORÇOADO: Desanimado, sem impeto;DOLÉ: Sorvete, picolé;ENLEADO: Envolto, agasalhado; ou enrolado, envolvido (com alguma coisa);ENLEVADO: Absorto, interessado; (Diz-se também da pessoa distraída, alheia); /;ENROSCAR; Prender, segurar; (Ex;: Enrosquei meu pé);ENTOJADA;Pessoa (geralmente criança), muito dengosa, cheia de vontades;ENTREGAR-SE;Deixar de lutar contra uma doença, vicissitude ou problema;ERGUER; Aumentar (o volume do som, por exemplo); FACEIRO;O mesmo que vaidoso, lampeiro;FAISQUEIRO: O mesmo que isqueiro;FOCO: Lâmpada;FUQUE; O carro Volkswagen (corruptela de Fusca);GAIOTA;Pequena caçamba, com ou sem tampa, rehocada por veículo;GAITA; Acordeon;GAITA DE PINO; Sanfona;GAITEIRO;Sanfoneiro;GAMBIARRA: Instalação elétrica mal feita, improvisada;GASOSA: Refrigerante regional gaseificado artificialmente;GUARDA: Velório; (Usa-se também guardamento);GUARDIÃO: Vigia noturno;GARlBAR; Melhorar, limpar, ajeitar; (Ex;: Vou dar uma garibada no carro); GUAlPECA: Cachorro pequeno, vira-látas;LEVIANO: Objeto ou coisa muito leve, de pouco peso;WMBA: Aclive (em estrada ou campo);MÃEZINHO!: Tratamento carinhoso a recém-nascido do sexo masculino;MIMOSA: Tangerina pequena;MORCEGAR: Não trabalhar, ficar à toa;NEGACEAR: Observar de maneira suspeita; ficar rondando;PALANQUE: Mourão de cerca, estaca;PASSEIO: Calçada;PATENTE; Vaso sanitário, privada; (Deriva da palavra, seguida do nO;,gravada nas peças);PATROLAR: Nivelar, passar motoniveladora; (Corruptela da marca do equipamellto -Patrõll);PELOTA; Bola pequena; saliência, caroço; (Ex;: Ele está empelotado – com alergia);PENAL: Estojo porta-lápis;PELEGO: Cobertura grossa e felpuda, geralmente de pele de cabra, posta sob a sela emanimal;PERECER; Arruinar-se (na saúde ou negcios);abater-se; entregar-se;PIÁ; Criança do sexo masculino, guri;PIAZADA: Crianças em geral;PODAR: Ultrapassar (um veículo);PONCÁ: Tangerina grande; (Variação: pancã);POTREIRO: Terreno, geralmente anexo à casa, onde se criam animais;(VÍlriação: potrero);POSAR; (Corruptela de pousar); Dormir, pernoitar;QUIÇAÇA; Mato fechado;RADIOLA: Aparelho de som com rádio e toca-discos, vitrola;RAIA: Pipa (tipo de papagaio de papel levado ao ar com linha);RANHO: Secreção nasal, catarro;RAPOSA: Outro nome dado ao ganibá;RODADO: Conjunto de pneu e aro de veículo;SETRA: Estilingue;SINALEIRO;SeDláforo;SOCORRO: Pneu sobressalente, estepe;SORTIDO: Refeição popular, prato feito;TIGCERA: Mato ralo, descampado; l’agma j ae;TIRIV A:;•; Nome popular local dado a pássaro de olhar sinistro (olhar de tiriva);TOLDA; Cobertura de lona ou plástico; o mesmo que toldo;TRUMBUFú; Pessoa (geralmente gorda), feia, mal ajeitada,desgrenhada; (Variação: tribufú);VINA: Salsicha; (Deriva do termo alemão “vinewürst”,embutido); EXPRESSÔES/GÚUAS;(Virei) ÁS DIREITA: Indicando direção;(De) FlANCO; De través, de lado; (Corruptela de”flanco”, também se fala ‘de fiansco’);(De) CUNHENHO: O mesmo que “de fianco”;(Vim) DE À PÉ: Vir ‘à pé, caminhando;(De) YNBAPA: De quebra, a mais, de “lambuja”;(Variações: inhapa – nhapa);(Eu) ME ACORDEI: Acordar, (De) PONTA-CABEÇA: De cabeça para baixo;(Cheguei) NO PAU DA VIOLA: Idem,;(Cheguei) NO MICO: Quase sem combustível;(Calibre) PARELHO; Mandar colocar libras de pressão em todos os pneus do carro; lI; BOLA DE BúLICO: Corruptela do jogo infantil com bolas de gude ou búrico;BATER COM AS; Falecer; (Do fim do jogo depif-paf – ou caixeta);CAIR UM TOMBO: Levar um tombo, cair;CHIQUE NO ÚRTIMO; Estar elegante, bem vestido;DAR UMA BICICLETA; Enganar alguém; dar um golpe; prorrogar um pagamento;DE VARDE; À toa, vagueando;(Corruptela de debalde/vaguear);DEITAR O CABELO: Ir embora depressa – geralmente de carro; (O mesmo que esticar o cabelo e alisar o cabelo);DEUS O LIVRE!;•; Expressão de espanto dita por uma pessoa referindo-se a si mesma; , IST’O Qutl; Negativa veemente, não concordância;MAIS FIRME QUE PALANQUE NO BANHADO: Coisa ou pessoa com pOuca resistência, sem forças; Também se diz de quem bebeu além da conta;MA’ZÓI!; Corruptela da expressão “mas olhe;” ,;MIR DE BÃO:;•; Coisa ou assunto excelente,muito bom; (Corruptela de mil de bo~;NÃO CARECE; Não precisa, não há necessidade de;NÃO TEM PRECISÃO: Idem;O PESSOAL FORAM:;•; Indica um grupo com muitas peSsoas;PRÁ MAIS DE METRO: Coisa ou assunto muito longo, demorado,comprido;TOMAR A FRESCA; Apanhar a brisa da tarde;refrescar-se à sombra;TUDO ELES (foram ): Indica muita gente;UM ABRAÇO PRO GAlTEIRO; Coisa ou assunto sem solução/despedida;DAR UMA CORINGADA: Dar uma passada lá, dar uma olhada, sentir a temperatura do local As palavras e expressões acima foram ouvidas e coletadas nos municípios de: Curitiba, Ponta Grossa, Morretes, São José dos Pinhais, Campo Largo, Irati, Castro, Telêmaco Borba, Pirai do Sul, Ventania, Tibagi, Lapa, Rio Azul, Guarapuava, Fernandes Pinheiro, Imbituva, Palmeira.

 

Cícero Urban: entre os homenageados

PERSONAGENS DO BEM

O Ministro Paulo Bernardo, os médicos Dagoberto Hungria Requião e Cícero Urban, os empresários Guilherme Beltrão de Almeida e Carlos Alberto Rieping  foram  alguns dos 20 homenageados com o prêmio “Personagem do Bem”, que a Casa dos Pobres e Albergue São João Batista entregou sábado, dia 21, em comemoração aos 58 anos de fundação da entidade.

A premiação, “é o reconhecimentos a alguns ilustres cidadãos pelo notável envolvimento com obras sociais e, particularmente, com a nossa instituição”, afirma Rafael Pussoli, presidente da Casa.

PERSONAAGEM DO BEM – 2

Desembargador Osires Fontoura

 

Este ano, o prêmio contemplou  também pessoas já falecidos, como o Arcebispo Dom Eugênio Sales, o sacerdote Manuel Correia Orellana, o Desembargador Osíris de Jesus Fontoura e o jornalista Creso Luiz de Moraes.

Todos com memorável história de dedicação à favor da coletividade.

A solenidade foi  no auditório da Casa dos Pobres e Albergue São João Batista, na Rua Piquiri, 326, esquina com Brasílio Itiberê,  seguida de um singelo coquetel com degustação dos produtos produzidos pela padaria Flor de Maio, que funciona na própria instituição.

PERSONAGEM DO BEM – 3

A Casa dos Pobres e Albergue foi fundada em 18 de julho de 1954, pelo ferroviário Januário Alves de Souza, que deu inicio a sua construção com os “dormentes” que juntava em suas viagens entre o Paraná e Santa Catarina. A entidade atende a população migrante do nosso estado e de outras regiões, dando hospedagem a doentes crônicos e carentes que aqui chegam em busca de tratamento de saúde. Nestes 58 anos de existência já atendeu mais de dois milhões de pessoas. Diariamente abriga em torno de 250 pessoas, servindo aproximadamente 1.250 refeições/dia. Informações/doações: (41) 3333-8373.

PETRELLI NO CONSELHO

Na terça-feira, 17, foi aprovada pelo Congresso Nacional a composição do Conselho de Comunicação Social (CCS), do qual o vice-presidente do Grupo RIC, Leonardo Petrelli, foi indicado como representante suplente da sociedade civil (inciso IX). Dentre os atributos do Conselho, está o apoio ao Parlamento em decisões que se referem à liberdade de manifestação do pensamento, criação, expressão e informação, ligados à produção e programação de emissoras de rádio e TV.

POESIA DE LOTA COMOVE  NO GUAÍRA

Momentos de emoção no mini-auditório do Guaíra, quinta feira, 19, quando a atriz Lota Moncada  reencontrou amigos e colegas dos tempos em que atuou em nossos palcos. Ela se declarou “bem feliz de rever Curitiba, onde morei tantos anos e tenho muitos amigos, especialmente fazendo aquilo de que mais gosto: estar no palco e dizendo poemas meus!”  O convite (e a produção) veio da amiga, cantora e compositora, Rosana Barroso coordenadora de atividades culturais do III  Congresso de Cultura e Educação para Integração da América Latina. O espetáculo, muito aplaudido, foi uma nova versão de “Palavras Palabras”, que foi apresentado aqui em fevereiro de 2011. O recital, na versão 2012, é composto por 12 poemas escritos e apresentados por Lota, 4 deles já ditos no primeiro recital, sendo os demais inéditos. Mas ela ressalva: “como sempre, três são em espanhol, afinal essa é minha língua materna”!

A “NOSSA” LOTA

Lota Moncada nasceu em Santiago do Chile, filha da atriz uruguaia Zulema Laborde e do escritor chileno Julio Moncada. Passou a infância no Uruguai, mas pode ser chamada de “nossa”, pois viveu mais de 40 anos no Brasil, país que adotou e onde mora atualmente. Em Curitiba estudou e licenciou-se  em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná,  Ao morar em Montevidéu, trabalhando no Instituto de Cultura Uruguaio-Brasileiro, cursou pós-graduaçãoem Linguística Aplicada(Especialização em Português para Estrangeiros), graças a convênio entre a Universidad dela Repúblicae a Unicamp, do Estado de São Paulo.

QUASE 50 ESPETÁCULOS

Entre 1965 e 2007, participou, como atriz ou diretora, em mais de 40 espetáculos, desde tragédias gregas, como Édipo-Rei e As troianas, até clássicos modernos como “A casa de Bernarda Alba”,  de García Lorca,  passando por contemporâneos como os autores Antonio Bivar, Nelson Rodrigues e Gianfrancesco Guarnieri. Atuou também em peças escritas por ela, sendo premiada como autora em 1984. Ao todo, recebeu quatro Troféus Gralha Azul  como Melhor Atriz .sendo até agora a mais premiada. Entre os anos de 1968 e 1971 Lota foi apresentadora de jornal, (Show de Jornal na TV Iguaçu) Fez programas de entrevistas e um programa diário dedicado ao público feminino: “O 4 é um show”. Também foi “a garota do Tempo” no Canal 6.

Em rádio tem feito quase de tudo: locução comercial, apresentação de notícias, produção de programas para crianças, entrevistas, e vários anos de radioteatro no Uruguai.

CINEMA E LITERATURA

Lota Moncado: reencontro com a cidade

No cinema, participou de três filmes: Lance Maior de Sylvio Back- 1968; “Quarup das Sete Quedas” de Frederico Füllgraf, homenagem ao “assassinato das águas” baseado em poema de Carlos Drummond de Andrade, do qual fez a narração, e “Mato eles?”, média-metragem de Sérgio Bianchi, de 1982, premiado no Festival de Gramado.

Lota escreve desde muito jovem, fundamentalmente poesia, mas se define como uma escritora bissexta. Participou da antologia de poesia “Ecos da alma”, da Andross Editora, lançadaem São Pauloem fevereiro de 2010. Em 29 de janeiro de 2011 foi lançada a segunda antologia – “O segredo da crisálida” da qual participa com dois poemas.

Em dezembro de 2010 foi uma das premiadas no Concurso Internacional de Poesía de Latin Heritage Foundation, nos EUA, com o poema “Desconsuelo”, e o livro “Una isla en la isla”, que está à venda apenas no site da Amazon.com. Em seu blog bilíngue, espanhol-português, “Palavras Palabras” divulga seus poemas e literatura de outros autores, incluindo textos e gravações em áudio.

CASAMENTO SÓ NO CIVIL
Os que têm boa memória dos fatos recentes da política curitibana não esquecem a coincidência: na tarde quinta-feira, 19, o candidato Gustavo Fruet (PDT-PT-PV) casou no registro civil com sua então noiva Márcia. No início dos 1990, Rafael Greca de Macedo, candidato a prefeito, também casava, em período semelhante, com a jornalista Margarita, só que sob as bençãos de dom Pedro Fedalto, em cerimônia reserva. Dizem que Gustavo, que é católico – e ligado ao movimento Folcolare – teria preferido esta solução salomônica, levando em conta a diversidade religiosa cada vez mais notável do eleitorado. Mesmo o de Curitiba.

CARTAS

Correspondências devem ser enviadas para o e-mail: aroldo@cienciaefe.org.br

BIGORRILHO, ECOVILLE E CHAMPAGNAT

Do publicitário João José Werzbitski:

“Li comentário do Pedro Schwab, na tua coluna, Aroldo.

Ecoville foi um nome criado para um conjunto de 3 prédios,da Moro, que só ficou no papel. Era ultra=vanguardista, mas de elevado custo de implantação; O nome foi usado para outros prédios naquela região, que era deserta, há uns 20 anos – e funcionou. A Encol tentou chamar de Nova Curiitba e não funcionou. Ecoville era melhor e ficou. E foi obra da Moro.

Champagnat foi criado por mim, quando atendia a Moro. Naquela época, ninguém queria ir morar no Bigorrilho (diziam as pesquisas). O novo nome conferiu status a uma região do antigo bairro, que logo cresceuem edifícios. Foiuma alço de marketing que deu certo, Aroldo, como é o Batel Soho (que, queiramos ou não, modificou o panorama comercial daquela região).

Grande abraço,JJ “, Curitiba.

BIGORRILHO… – 2

Do jornalista e escritor |Luiz Manfredini:

“Prezado Aroldo: Parabéns pela coluna, que passo a receber e ler diariamente. Espaço de inteligência e cultura, oásis no deserto da mídia atual.

Luiz Manfredini: com o dedo na ferida.

Desejo me filiar à luta do Pedro Augusto Schwab pela manutenção do nome Bigorrilho para o bairro em que me criei. Você colocou bem o assunto na coluna de hoje, 19.É lamentável, meu caro, mas a ideologia de mercado vai penetrando toda a vida social, das crianças (tangidas desde cedo ao consumismo e precocemente erotizadas) aos nossos bairros. Champagnat é nome de há muito conhecido no bairro, que sediava o antigo colégio dos padres, em cujos amplíssimos quintais eu me empanturrava de peras nos idos da infância. Mas daí a trocar Bigorrilho por Champagnat, sobretudo por razões exclusivamente de mercado, para vender mais caro os espaços ali existentes, vai uma distância enorme. Ecoville, Batel Shoo? Parem com essa palhaçada que desmerece nossas raízes no santuário do compra/vende que nos impuseram. Para essa gente, esses mercadores de nomes e consciências, para os quais o dinheiro e o lucro são os deuses supremos, raízes, cultura, memória, afeto, solidariedade, nada disso vale um tostão. Por isso, Aroldo, urge reumanizar a Humanidade, ou vamos todos para o buraco. Forte abraço do L UIZ MANFREDINI”, Curitiba

RESPOSTA: Manfredini, grato pela presença, volte sempre. Concordo com o que você diz. Observações: a) o colégio a que você se refere era a imensa, enorme casa dos irmãos maristas (mantenedores dos colégios maristas e PUCPR). Lá eram formados os futuros religiosos; 2) anote: depois do estranho incêndio da edificação preciosa (estilo eclético, dizem os conhecedores da área), o local foi todo derrubado. Quer dizer, o que restava da edificação tombada, se foi. Dizem os bem informados que, apenas, grupos econômicos sem compromisso com a cidade, tentarão lá construir um shopping.

A consumação da derrubada do ex-Champagnat (de Marcelino Champagnat) teria ocorrido quatro anos atrás, num final de anos, entre o espoucar de fogos comemorativos.

BIGORRILHO – 3 …

“Prezado jornalista, esse negócio de Ecoville é coisa de novo rico. Só uma sociedade de novos ricos  lança fora – sem qualquer cerimônia – um nome tradicional de sua cidade, trocando-o por outro, com apelo de marketing.

Isso me faz lembrar o exemplo do Rio de Janeiro: lá não se mudam nomes de logradouros, pontos turísticos, praias, etc.

Cito o Rio porque há uma notória rejeição do curitibano ao propalado exibicionismo dos cariocas – que tanto contrasta com a discrição de nosso pessoal. Mas que eles, em matéria de tradição, e de zelar pelo que tem de ser conservado, nos dão uma lição, não há dúvidas.” Margareth Roth-Liberman”, Araucária.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

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Esta coluna é publicada diariamente no jornal Indústria&Comércio.

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