A Osteoporose é uma doença caracterizada pela baixa massa óssea, tornando os ossos mais frágeis. As mulheres são o principal grupo de risco por dois fatores: o primeiro é o fato de atingirem um pico de massa óssea até 8 a 10% menor que o dos homens, e o segundo é pela queda brusca do estrogênio, hormônio sexual feminino, no período da menopausa. Este hormônio possui papel essencial no equilíbrio das perdas e ganhos de massa óssea e, em baixas concentrações, as perdas acabam por prevalecer.

Alimentação
A endocrinologista do Hospital Santa Cruz, Dra. Renata Leal Adam, alerta que a prevenção da osteoporose deve ser iniciada ainda na infância com uma alimentação saudável e rica em cálcio (principalmente laticínios e folhas verdes escuras), associada à prática de atividade física regular, de preferência ao ar livre. “Vale lembrar também do tabagismo, importante fator de risco para osteoporose e que deve ser desestimulado em todas as fases da vida”, salienta.
Além de fatores genéticos e hábitos pessoais, algumas doenças e medicamentos podem agravar ou até mesmo levar ao desenvolvimento de osteoporose. “Distúrbios alimentares como bulimia e anorexia nervosa são exemplos importantes pelo déficit de cálcio alimentar e baixo peso resultantes da dieta inadequada. Quando se desenvolvem em fases mais precoces da vida (infância e adolescência) seu impacto na saúde óssea é ainda maior, visto que o pico de massa óssea ainda não foi atingido”, complementa a médica.
Segundo Dra. Renata, a vitamina D também é fundamental para manutenção da saúde óssea, visto que é responsável pela absorção intestinal do cálcio e fósforo dos alimentos. Quando deficiente, o baixo aporte de cálcio leva a formação de um osso de má qualidade com maior risco de osteoporose. Seu papel no fortalecimento muscular e equilíbrio também reduz o risco de quedas e, consequentemente, de fraturas.

A endocrinologista alerta ainda que são poucas as fontes alimentares de vitamina D, sendo que é a sua produção na pele, sob estímulo dos raios solares, o que garante níveis adequados. “Como nosso estilo de vida e o próprio clima de Curitiba, muitas vezes, impossibilitam a adequada exposição ao sol, indica-se a dosagem laboratorial dos níveis de vitamina D com suplementação vitamínica se necessário”, explica.