Com ateliês sem paredes e integração de turmas e disciplinas, a Universidade Positivo, de Curitiba (PR) inovou na forma de ensinar Arquitetura e Urbanismo. Inspirados em modelos já aplicados nos Estados Unidos e na Europa, em que os espaços de criação são diferentes de uma sala de aula convencional, os novos ateliês integrados do curso de graduação são amplos ambientes, divididos por biombos móveis, que permitem a adaptação a diversas atividades práticas e teóricas. Dessa forma, mais de uma disciplina pode ser aplicada de maneira simultânea, possibilitando um ensino itinerante, em que o professor escolhe o espaço da aula e o modifica conforme sua necessidade.
Segundo o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Positivo, Rodolfo Sastre, ao contrário do que se imagina, essa integração espacial acabou aumentando a concentração dos estudantes. “Percebemos que os alunos estão mais focados e que, com a mudança, eles entendem que o espaço é pensado para as especificidades da prática de ensino de Arquitetura”, conta. Segundo ele, esse entendimento afetou também a sensação de pertencimento, resultando no fortalecimento da identidade do aluno com a instituição.
Além dos ateliês, a Universidade Positivo também transformou a matriz curricular do curso de Arquitetura, que agora prioriza o ensino por competências, unindo a teoria à prática, de forma interdisciplinar. Essa interdisciplinaridade se materializa também na organização espacial proposta. “Os alunos adoraram a possibilidade de, devido ao espaço aberto e compartilhado, poderem observar aulas dos outros anos e interagir com colegas de outras turmas no momento que as atividades estão sendo executadas”, explica Sastre.
Para os acadêmicos, o novo formato foi um avanço importante. “A possibilidade de mover as ‘paredes’ e recriar os espaços intensifica a dinâmica. A primeira impressão foi de uma evolução significativa para o curso”, conta Mariana Ludwig Klein, aluna do quinto ano de Arquitetura e Urbanismo. Na prática, o modelo trouxe novas experiências para os estudantes. “Inicialmente, tive receio por me distrair facilmente, mas, conforme foram acontecendo as aulas, percebi que os ateliês funcionam melhor quando abertos – tanto para nós, alunos, quanto para os professores”, explica Mariana.