Maior sistema cooperativo de saúde do mundo, com 345 cooperativas, a Unimed registrou faturamento de R$ 63,9 bilhões em 2018 com planos de saúde. A receita é 9,8% superior à obtida em 2017 (R$ 57,2 bi). A receita total cresceu 2,9% na comparação entre os anos: R$ 71,9 bilhões em 2018 x R$ 70 bilhões em 2017. No que tange às despesas assistenciais, a Unimed consolidou gastos de R$ 51,4 bilhões no período, 7,5% a mais do que no ano anterior (R$ 47,8 bi). As despesas totais foram de R$ 68,5 bilhões em 2018, contra R$ 67,2 bilhões em 2017.

O Sistema Unimed detém 37% do mercado de saúde suplementar brasileiro – a maior fatia entre as operadoras no País, com mais de 18 milhões de beneficiários e 115 mil médicos cooperados – e está presente em 84% do território nacional, sendo o mais abrangente do segmento. Com 119 hospitais gerais e 9.296 leitos, possui a segunda maior rede própria hospitalar do Brasil, atrás apenas das Santas Casas. Sua relação de serviços próprios contempla também 15 hospitais-dia, 199 prontos atendimentos, 102 laboratórios, 131 centros de diagnósticos e 91 farmácias.

Esta rede crescerá nos próximos anos, com a expansão da estratégia de verticalização da Unimed. Somente em 2018, foi investido R$ 1,052 bilhão na construção e estruturação de recursos próprios do sistema cooperativo. Sete hospitais estão em obras no momento, nas regiões Sul, Norte e Sudeste: Costa do Sol (RJ), previsto para 2020; Regional Jaú (SP), previsto para 2020; Araguaína (TO), previsto para 2022; Sul Capixaba (ES), previsto para 2020; Nova Iguaçu (RJ), previsto para 2021; Vale dos Sinos (RS), previsto para, no máximo, 2026; e Brusque (SC), previsto para 2021.

Além destes, foram inaugurados em março de 2019 o novo hospital em Juiz de Fora (MG) e em abril a primeira parte da nova unidade da Unimed BH, em Betim (MG), com as alas de internação clínica, lactário, centro de imagem, laboratório e áreas administrativa e de apoio. Em junho terá início a segunda fase do hospital, quando passarão a operar as internações cirúrgicas, UTI’s adulto, pediátrico e neonatal, centros cirúrgico e obstétrico – incluindo os quartos de pré-parto, parto e puerpério imediato (PPPs) – endoscopia e hemodinâmica, além de atendimento em 27 especialidades médicas e consultas em pronto-socorro com capacidade para 900 atendimentos por dia e 27 mil por mês.

A Unimed possui, ainda, a maior rede de hospitais acreditados do Brasil pela ONA (Organização Nacional de Acreditação). Ao todo, são 32 com a classificação, que considera critérios de segurança do paciente, gestão integrada de processos, comunicação e cultura organizacional. No que se refere à Acreditação Internacional, tem sete hospitais certificados com os maiores índices pela HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society) – EMRAM (Electronic Medical Record Adoption Model), considerada uma das principais do mundo em Tecnologia da Informação em Saúde, além de três unidades hospitalares acreditadas pela ACI (Accreditation Canada International), que monitora padrões validados mundialmente em alta performance de qualidade e segurança, e um pela NIAHO (National Integrated Accreditation for Healthcare Organizations), certificado americano de excelência clínica e em negócios e segurança para o paciente.

Defendida por especialistas como um dos caminhos para a sustentabilidade da saúde no Brasil, a inserção da APS no modelo assistencial encara ainda a escassez de especialistas na área. Tendo em vista esse cenário, a Unimed do Brasil, em parceria com a Faculdade Unimed e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), vai capacitar mil profissionais em APS até 2021. Para isso, lançou um curso de aperfeiçoamento para a área, voltado a médicos cooperados (especialistas em Medicina da Família e Comunidade, Clínica Médica, Pediatria, Geriatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Preventiva e Social), enfermeiros e gestores de APS ligados às cooperativas do Sistema Unimed. O curso acontece na modalidade de ensino a distância (EAD), e conta com 10 módulos teóricos e um módulo prático.