A Insurreição Que Vem, título extraído de um livro do grupo francês Comitê Invisível, é o emblema do Festival de Curitiba 2019, assinalam dois curadores, o ator Guilherme Weber e o dramaturgo Márcio Abreu. E observam: “Se a crise do país parece dizer que já não existe linguagem para a experiência comum, nossos artistas apontam pistas e trilhas com reflexões significativas para o futuro quando põem em foco a crítica do presente, fazendo também da linguagem a possibilidade de transformação de uma nação”.
O emblema, ilustra Márcio Abreu, é recorrente desde a Mostra 2019, como o clássico de Plínio Marcos, Navalha na Carne, encenado por duas companhias distintas e em duas versões. Aos debates e workshops de Interlocuções, que tem entrada franca.
Ao completar 50 anos, chegam ao palco Navalha na Carne – Uma Homenagem a Tônia Carrero (1 e 2 de abril no Sesc da Esquina), montagem produzida pela neta da atriz, e Navalha na Carne Negra (3 e 4 de abril). A intenção da curadoria de colocar essas duas visões em perspectiva é óbvia e ela se completa em uma mesa-redonda, no dia 4 de abril, às 15h, no Sesc Paço da Liberdade.
A questão racial também se faz presente na peça Isto é um Negro? (Teatro Zé Maria Santos, neste sábado e domingo), que será abordada no Encontro Crítico do Espaço de Interlocuções, dias 1 de abril, às 15h na Sala de Atos do Sesc Paço da Liberdade. Márcio Abreu destaca ainda o musical Elza, homenagem à guerreira cantora, que estará no Guairão dias 5 e 6. O Festival de Curitiba recebe também Fúria, espetáculo que estreou na França e que Márcio Abreu classifica como obra-prima.
Já no segundo dia do festival, houve lançamento do livro Preto, que traz a dramaturgia do espetáculo homônimo, de autoria de Grace Passô, Márcio Abreu e Nadja Naira.