Faz tempo que a situação dos presídios brasileiros é problemática, caótica e inaceitável. Eles estão dominados pelos criminosos. Celas lotadas e rebeliões sangrentas revelam o total descaso do poder público com o sistema prisional. A ideia de condenar o cidadão que cometeu crime para educá-lo e inseri-lo novamente na sociedade é praticamente uma utopia. Pouquíssimos exemplos de cadeias do país podem ser mostradas como boas. Em geral, ir para a cadeia significa viver em um ambiente aterrorizante, dominado pelas facções, as quais, mesmo presas, continuam mandando no crime organizado e determinando o que deve ou não acontecer atrás das grades.

Um acontecimento recente deixa ainda mais clara a situação absurda em que se encontram os presídios brasileiros. O governo do Amazonas informou que foram encontrados, nesta última segunda-feira, 42 detentos mortos. De acordo com a secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), as mortes ocorreram no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), todos localizados em Manaus (AM). Os corpos apresentavam indícios de morte por asfixia. Diante dessa desordem é primordial que sociedade e governo se unam para mudar essa triste realidade.