Estreia nesta quinta-feira, a peça OCO, novo trabalho do TUT -Teatro da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. No palco, seis atrizes proporcionam uma viagem por ambientes perigosos e inexplorados. Elas exploram o cenário com seus corpos em movimentos amplos ou contidos, criando imagens e narrando a trajetória como a feita por tantos retirantes, migrantes e refugiados.

Ao longo de uma hora, as personagens, sem nome ou rosto, lidam com medos e precisam abrir mão de afetos para chegar em algum lugar. “OCO expõe a possibilidade de estabelecermos novas conexões humanas e nos reinventarmos fortes diante do que nos consome”, diz o diretor Ismael Scheffler, que também assina a concepção e dramaturgia do espetáculo.

A trilha, feita para o espetáculo por Ágatha Pradnik, conta com Denusa Castellain (flauta), a violoncelista Maria Luiza Sprogis, Juliano Pontes (fagote), Carina Cardoso de Araújo (oboé), Udu (pratos),  Luís Fernando Diogo (xilofone) e Ágatha no arcodeão.

As atrizes Bruna Martins, Cecília Dambros, Monique Rau, Natália Winter, Raquel  Lorenz e Rebecca Stauffer tem experiência em teatro, circo, dança e ginástica artística. Desenvolvem um teatro físico, com técnicas de acrobacia, malabares, dança-teatro, mimo e teatro de forma animadas. E, sem palavras, constroem a história.

Scheffler é coordenador do TUT e professor da UTFPR.  Para o espetáculo, contou com a participação de: Karina de Souza, professora do Colégio Estadual do Paraná, como assistente de direção, e Bruno Tucunduva, professor da UFPR, na preparação das acrobacias.

Outros profissionais atuam em OCO na produção visual: Levi Brandão desenvolveu a cenografia, Paulo Vínicius, o figurino, e Wagner Correa, a iluminação. As formas animadas tiveram a consultoria de Naiara Bastos.

Divirta-se: em cartaz de 31 de outubro a 24 de novembro, às 19h30, no Auditório da UTFPR (Av. Sete de Setembro, 3055). A entrada é franca e com classificação livre.  Duas sessões nos dias 1 e 13, às 16h e 19h30.