Tudo dominado

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Alguns tem a vocação definitiva de governistas. Não importa quem ocupe o poder, estão sempre com o governo. Ao menos há coerência nisso. Uma rara exceção é Hussein Bakri, o líder de Ratinho Jr na Assembleia Legislativa. Talvez por isso tenha uma visão mais objetiva, o que lhe permite demonstrar qualidade de bom articulador. Ele já atraiu para a base governista algumas cabeças conhecidas, como as Alexandre Curi, Tiago Amaral, Luiz Claudio Romanelli, Jonas Guimarães e Artagão de Mattos Leão.

A Ratinho Jr e seu pragmático líder Hussein Bakri, não importa que a maioria deles tenha ficado com o governo e a candidatura de Cida Borghetti. E antes disso, com Beto Richa, e antes com Requião ou Jaime Lerner. O importante é que agora sirvam o novo governo, como serviram os anteriores. Na base de sempre, pois é dando que se recebe, segundo a oração do poverello Francisco de Assis.

Resta saber como vão se comportar os novos, recém-chegados, que demonstram que não pretendem ser tratados como membros do baixo clero, guiados pela velha caterva. Hussein Bakri terá que lidar com eles, inclusive com os que já torcem o nariz para os recém convertidos. Mas tudo indica que o líder de Rainho Jr tem capacidade de convencimento suficiente para manter a base em ordem e submissa.

Fator Francischini

Uma preocupação nas hostes de Ratinho Jr é com Fernando Francischini, que se elegeu deputado estadual com mais de 400 mil votos, navega nas ondas de Jair Bolsonaro, tem pretensões altas, como a de se eleger prefeito de Curitiba. Ele quer assumir a presidência da Comissão de Constituição Justiça, cargo decisivo para dar andamento aos projetos na Casa. Ou seja, pode embargar ou apressar questões decisivas. E, como todos sabem, Francischini não é de matar com a unha. Se a turma de Ratinho Jr puder, não o deixará chegar lá.

Sob controle

No mais, tudo como dantes. Ademar Traiano, do PSDB, aliado de primeira hora de Ratinho Jr, continuará a presidir a Assembleia Legislativa com a mesma dedicação ao governo que devotava a Beto Richa. Ou seja, absoluta.

APP amestrada?

O novo secretário de Educação, Renato Feder, recebeu o pessoal da APP Sindicato que se apresentou conduzido pelo deputado estadual Professor Lemos. A conversa foi de trégua.  Feder fez promessas que agradaram aos professores: promoções, cursos de formação fora do país e organização da vida letiva e benesses nunca dantes concedidas.

Quer mais

É óbvio que a APP quer mais: revisão do número de professores que dão aula em mais de uma escola; a jornada de trabalho; critérios para distribuição de aulas extraordinárias e a hora-atividade, o principal tema do sindicato. Feder não decidiu nada, mas fez promessa para 2020.

Congelado

Ratinho Jr anunciou o congelamento do próprio salário, do vice-governador e dos secretários. Diz que o Paraná não vai seguir o aumento salarial de 16% dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A aplicação do reajuste acarretaria impacto na folha de servidores de aproximadamente R$ 600 mil por mês.

Diz que não acaba

Ratinho Jr jura que o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) não será extinto. Há controvérsias. Ele será unificado com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) e o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA).

Justificativas

Justificativas não faltam. Até demais. Resta saber se essa fusão geral não vai acabar com a identidade e tradição científica de cada instituição. “A unificação reduzirá custos administrativos das autarquias, mas os profissionais do Iapar vão continuar.” “São essenciais para dar continuidade ao projeto do governo. Não vamos dispensar profissionais, doutor ou mestre. Simplesmente não tem nem lógica”.

Longevo

Rodrigo Maia (DEM-RJ) segue favorito para a reeleição na Presidência da Câmara e deve se tornar o deputado no cargo por mais tempo, de forma ininterrupta, desde a redemocratização. Deputados não podem comandar a Câmara por mais de dois anos numa mesma legislatura, mas Maia assumiu em julho de 2016, após a cassação de Eduardo Cunha e foi eleito em 2017 para mais dois anos. A eleição de 2019 conta como outra legislatura e Maia pode continuar no cargo até 2021.

É isso

Cada mandato de deputados é considerado uma legislatura e, por isso, Maia pode se reeleger presidente. Em fevereiro começa outro mandato.

Fora da normalidade

A menos que outro acontecimento de força maior, como a cassação de Cunha, ocorra novamente, Maia não poderá ser ultrapassado no futuro. Apenas dois deputados tiveram quatro anos na presidência da Câmara: Ulysses Guimarães (85 a 89) e Michel Temer (97 a 2001).

Quadro geral

Temer foi presidente entre fevereiro de 2009 e dezembro de 2010 e é recordista da Nova República. Ulysses presidiu a Câmara de ’56 a ’58.

Maioria é contra

Levantamento do Paraná Pesquisa mostra que 53,1% é contra reduzir a idade de aposentadoria de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de 75 para 70 anos. Em meados de 2015 o Congresso fez o contrário: aprovou a Proposta de Emenda Constitucional nº 88/15 e adiou a idade da aposentadoria compulsória de ministros de tribunais superiores de 70 para 75 anos. A redução é defendida por muitos deputados do PSL.

Adeus à base

Novo recuo do presidente Jair Bolsonaro: ele acaba de avisar, em caráter oficial, o Alto Comando do Exército, que não permitirá a instalação de qualquer base militar dos Estados Unidos no Brasil.  É um assunto que violenta a soberania nacional, precisaria de autorização do Congresso e até alguns assessores acham que Bolsonaro fez confusão com o Centro de Lançamento de Alcântara, aberto inclusive a parcerias com mais países. Detalhe: o chanceler Ernesto Araújo já era um entusiasta da ideia. A maioria dos ministros, contudo, levou um susto.

Têm mais de 70 anos

Sem a PEC, os ministros Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Rosa Weber seriam aposentados compulsoriamente.

A favor da redução

Para 42,2% dos pesquisados, ministros de tribunais superiores devem voltar a ter aposentadoria aos 70 anos, e não mais aos 75 anos.

Apoiam Maia

Após a adesão do PR a DEM, PSD, PPS, PRB, PROS, PSDB e PSL são 8 os partidos que apoiam Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidente da Câmara. Juntos somam 223 deputados, incluindo o DEM de Maia, mas não há orientação de bancada e parlamentares têm voto secreto.

PT volátil

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann “garante” que não apoia Rodrigo Maia na Câmara. Mas após encontrar o governador Wellington Dias (PT-PI), e 8 de 10 deputados federais do estado, Maia se diz otimista.

Memória curta

Em janeiro de 2017, o diretório nacional do PT (com a presença de Lula) aprovou por 45 votos a 30, resolução que permitia os filiados a negociar apoio para Rodrigo Maia (DEM-RJ) na eleição da Câmara e Eunício de Oliveira (PMDB-CE), no Senado. Isso tudo após o tal “golpe” em Dilma.

Cabeças cortadas

Nem mesmo a cabeça de aliados foi poupada da degola, no Planalto. A Secretaria de Governo demitiu Bruna Fraga, filha do ex-deputado Alberto Fraga (DEM), aliado de primeira hora do presidente Bolsonaro.

Sarney vai reclamar

Aliado do ex-presidente José Sarney, o ex-senador Francisco Escórcio também está na lista de dispensas do Palácio do Planalto. Sua demissão deverá ser publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (9).

Romance sobre repressão

Ganhadora do Prêmio Jabuti de livro-reportagem, com “Operação Araguaia”, a jornalista Taís Morais lançará em fevereiro seu primeiro romance. O cenário histórico é a ditadura, com personagens fictícios.

TV bilíngue

Foco do noticiário após discurso da primeira-dama, Michele Bolsonaro, a integração de deficientes auditivos é objetivo da TV INES, na internet, há cinco anos, com a programação exibida em Libras e com legendas.

Tanque na reserva

A falta de gasolina de aviação (avgas) virou motivo de preocupação em lavouras importantes como soja e arroz. Segundo sindicato da aviação agrícola, no RS, a maioria dos aviões só têm combustível até domingo.

É o jeito

Posse de arma para “cidadão de bem” só vai virar lei porque não revogaram a posse daqueles “cidadãos de mal”.

Tanque na reserva

A falta de gasolina de aviação (avgas) virou motivo de preocupação em lavouras importantes como soja e arroz. Segundo sindicato da aviação agrícola, no RS, a maioria dos aviões só têm combustível até domingo.

Cabeças cortadas

Nem mesmo a cabeça de aliados foi poupada da degola, no Planalto. A Secretaria de Governo demitiu Bruna Fraga, filha do ex-deputado Alberto Fraga (DEM), aliado de primeira hora do presidente Bolsonaro.

Almanaque

Essa ideia de Bolsonaro ter uma base militar dos Estados Unidos no Brasil fez lembrar período da Segunda Guerra Mundial, quando Getúlio Vargas autorizou o funcionamento de uma base militar dos Estados Unidos em Natal, no Rio Grande do Norte. Na época, soldados americanos dançavam com brasileiras em animados salões. O encontro dançante era chamado de for all (para todos) o que, supostamente, deu origem à palavra forró.

De novo

O governador João Doria, como já fez no começo de sua gestão na prefeitura de São Paulo, liberou secretários e funcionários do uso de paletó no trabalho. Contudo, não serão toleradas camisetas ou jeans. Tênis também não; sapatênis sim. Chinelos de dedo, nem pensar.

Não é bem assim

As pazes feitas entre os ministros Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni são pura encenação. Eles continuarão não se tolerando e, dependendo da hora, não hesitam em falar mal um do outro – pelas costas, claro.

Imbecil

“O imbecil que está lá e não deveria estar, pode ser honesto, mas é um idiota que está ferrando todo mundo”. O comentário foi de Fausto Silva, em seu programa dominical e agora, ele está avisando que não estava se referindo a Jair Bolsonaro. O Planalto, contudo, não encarou dessa forma: achou que o animador estava mesmo mirando no novo presidente. A Globo, do seu lado, informa que o programa foi gravado em novembro do ano passado.

Definição

O brasileiro, nos últimos discursos de Jair Bolsonaro, tem sido classificado como “judaico-cristão” – e até com certa insistência. Quem inaugurou essa definição, em seus discursos, foi o discutido chanceler Ernesto Araújo.

Nove dias

Entre a viagem de Bolsonaro a Davos e a retirada da bolsa de colostomia do presidente, o vice Hamilton Mourão, que gosta de repetir que “não é objeto de decoração”, assumirá a Presidência por nove dias. Primeiro, quatro dias e, na sequência, no final do mês, outros cinco. O Brasil terá, pela primeira vez em 34 anos, um militar na Presidência da República. E Mourão está com certa vontade de despachar no próprio gabinete de Bolsonaro.

É proibido

No evento de posse de presidentes de bancos públicos e numa reportagem sobre a Força Nacional de Segurança no Ceará a emissora de TV estatal NBR exibiu, esta semana, uma tarja com a marca “Governo Bolsonaro”. É proibido pela Constituição: a Carta proíbe “a presença de nomes, símbolos ou imagens que caracterizam promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos” na divulgação de ato do governo. Agora, Bolsonaro entrou em campo e proibiu tudo.

Roupa suja

Ex-namorada do deputado federal Eduardo Bolsonaro, Patrícia Lelis, está usando as redes sociais para lavar um tanto de roupa suja dos tempos de romance com o filho do presidente.

Outro mundo

Dois pontos da 25 de Março, a mais importante rua do comércio popular no centro de São Paulo (um milhão de pessoas por dia, em dezembro) acabam de ser vendidos por R$ 20 milhões.  Em média, cada uma daquelas lojas fatura até R$ 1 milhão por mês. No período que antecede o Natal, é quase impossível andar a pé por lá tamanha a quantidade de gente.

Em campo

Depois de eleito e antes de ser empossado, o vice-presidente Hamilton Mourão, com muita discrição, visitou as mais importantes agências de publicidade que tem conta com o governo federal. Queria entender, em detalhes, como a coisa funciona e quem ganha o que. Em algumas, Mourão deu a entender que anda preocupado com as mídias sociais. Nos últimos dias, já andou trocando ideias com o novo homem forte da Secom, general Floriano Barbosa.

 

Liberado

Agora, todas as 68 obras do escritor brasileiro Monteiro Lobato para o público infantil tornaram-se de domínio público. Grandes editoras já estão se movimentando para relançar versões atualizadas de seus livros, especialmente O Sítio do Picapau Amarelo. A Globo Livros, que era detentora dos direitos, vendeu, em média, quase 500 mil exemplares do autor por ano.

 

Vale tudo

A atriz Leticia Lima, ex-Porta dos Fundos e que já trabalhou em novelas da Globo, está postando no Instagram uma imagem onde aparece seminua e outra que mostra uma calcinha com mancha de sangue na área mais intima em formato de coração.

 

Guerra na ética

Integrantes do núcleo duro do governo Bolsonaro querem abreviar a permanência de Luiz Navarro de Brito Filho no comando da Comissão de Ética Pública da Presidência. O mandato dele acaba apenas em 11 de maio e os bolsonaristas estão incomodados com a presença de um nome tão identificado com Dilma Rousseff no Anexo I-B do Planalto. Por outro lado, Gustavo do Valle Rocha está assumindo mandato de três anos na Comissão de Ética. É ex-subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil do governo Temer e foi indicado por Eduardo Cunha.

 

Retrato na parede

Jair Bolsonaro já posou para o retrato oficial de seu mandato, usando a faixa presidencial, diferentemente de seu antecessor, Michel Temer (foi fotografado mais à distância e sem a faixa). A foto ainda não foi divulgada e o próprio Bolsonaro poderá fazer isso através das redes sociais. Depois, fatalmente, irá para a parede de repartições oficiais.

 

No paraíso

Quem esteve no Brasil nas últimas semanas foi a sueca Erika Lust, 44 anos, radicada em Barcelona e considerada a maior diretora de filmes eróticos para mulher. Ficou encantada: “Me senti no paraíso com tanto calor e natureza exuberante e sensual”. Só não engoliu Bolsonaro: “Vi na televisão tomar posse um homem que encarna o pior do patriarcado e incita a diferença de gênero”.

 

Faixa

O novo governador do Rio, ex-juiz Wilson Witzel, que já avisou que pretende concorrer à Presidência em 2022, mandou fazer uma faixa “governamental” (não existia) para a cerimônia de sua posse no comando do Executivo. Agora, vai tirar foto com a faixa e mandar distribuir nas repartições estaduais enquanto sonha com a outra faixa mais importante.

 

Bem armado

Quando ocupou parte do banco traseiro do Rolls Royce presidencial, no desfile público da cerimônia de posse de seu pai na Presidência, o vereador Carlos Bolsonaro usava colete à prova de bala e estava bem armado.

 

Imposto único

Luciano Bivar no comando do PSL, que terá a maior bancada na Câmara e a presença de Marcos Cintra na equipe de Paulo Guedes deverão garantira o retorno à pauta de discussões do país a criação do Imposto Único, adotado em muitos países. É a bandeira empunhada há muitos anos por Bivar e Cintra. Mais: Bivar já articula o ressurgimento da Frente Parlamentar do Imposto Único com deputados e senadores.

 

Olho vivo

Para quem não tem nem ideia: existe no Brasil uma base dos “Marines” (US Marine Corps), reativada no governo Lula, em 2008. Ninguém reclamou. A base pertence à 4ª Frota da Marinha dos EUA, responsável pelo Atlântico Sul e Caribe. Os Estados Unidos têm essas bases militares em vários países: Alemanha, Itália, Turquia, Portugal, Dinamarca, Coreia e outros. Em alguns países, há várias bases: na Alemanha, por exemplo, são 34.

 

Irritados

Muitos tucanos e até mesmo os mais chegados estão irritados com a postura de João Doria, dentro e fora do partido. Acham que ele é muito novo na política para querer mandar e desmandar no partido como anda fazendo. Existe um movimento que pensa até expulsá-lo do PSDB.

 

No cofre

O decreto que poderá facilitar a permissão para posse de armas entre os cidadãos comuns – anunciado por Jair Bolsonaro – poderá ter algumas mudanças. Uma delas é a exigência de um cofre para guardar a arma. Este é um assunto a ser discutido, mas o que será exigido é que a arma esteja em local seguro bem longe do alcance de crianças, idosos e pessoas com algum problema psiquiátrico.

 

Para inglês ver

A Força Nacional de Segurança, constituída em 2004 por Lula, existe mais para posar para fotógrafos e cinegrafistas do que para ajudar a acabar com o crime onde quer que esteja. Agora, no Ceará, com a criminalidade fora do controle, a Força Nacional não faz a menor diferença: são 300 homens enquanto a Polícia Militar de lá tem 17.500 policiais que não conseguem combater o crime.

 

De esquerda

Tarso Genro quer retomar as articulações para a criação de um novo partido de esquerda (?). Ninguém sabe exatamente que esquerda. Vai centrar suas baterias em dois grandes nomes do PT: os governos da Bahia, Rui Costa e do Ceará, Camilo Santana. Até agora, Tarso não conseguiu reunir nem mesmo um pequeno grupo de seguidores de suas ideias para o novo partido.

 

Novos tempos

O superávit atuarial da Previ ultrapassou R$ 15 bilhões em dezembro e a fundação ainda tem a venda das ações da Vale no bolso. Além disso, a Previ pretende arrecadar, em forma de dividendo, cerca de R$ 70 milhões, com a venda de 80% da Embraer para a Boeing.

 

Ideologia

O Ministério da Educação deverá adotar novos critérios para conceder bolsas de estudo para pós-graduação e doutorado no exterior. O critério ideológico será eliminatório. Se não passar nesse, não avança nos demais. E também já pensa em interromper bolsas concedidas utilizando-se dos mesmos critérios. Contudo, sabe que será difícil rasgar contratos.

 

Marcado

O deputado federal Flávio Bolsonaro foi convocado pelo Ministério Público do Estado do Rio para dar depoimento amanhã, para prestar esclarecimentos sobre o caso de seu ex-assessor Fabricio Queiroz. Até agora ele não respondeu se irá comparecer. Flávio também tem a possibilidade de escolher uma melhor data para prestar estes esclarecimentos.

 

Dúvida

Analistas de plantão que andaram lendo o livro da Febraban sobre a queda de juros no mercado do país acham que nada garante que as propostas feitas pela entidade dos bancos para reduzir seus custos, caso implementadas, não sirvam apenas para elevar a lucratividade do setor. Afinal, enquanto a economia vai mal, os lucros dos bancos se mantêm com tranquilidade (e em alta), conforme estudo da The Economist no final do ano passado.

 

Sem futebol

O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer mesmo acabar com o patrocínio da Caixa Econômica para times de futebol. Se essa ideia vira uma disposição imediata, o primeiro a ser atingido é o Flamengo que, à propósito, nem poderia ser patrocinado devido às suas dívidas com a Receita e outros órgãos federais.

 

Na moita

Reeleito senador, Renan Calheiros tem permanecido em silencio no que se refere à sua candidatura à presidência do Senado. Fala pouco, revela votos conquistados menos ainda e há quem aposte que ele já está quase tranquilo quanto à sua vitória. O que não pode haver é voto aberto, conforme determinação do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo.