O presidente americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (7) que os Estados Unidos chegaram a um acordo com o México para evitar a imposição de tarifas a produtos vindos do país vizinho.
O mandatário havia ameaçado instituir uma taxa de importação de 5% sobre todos os produtos mexicanos a partir da próxima segunda (10) se o país não concordasse em endurecer o combate à imigração ilegal.
O acordo foi fechado após três dias de negociações em Washington.
Também nesta sexta, Trump prometeu adotar “fortes medidas” para conter o fluxo de migrantes de países centro-americanos que atravessam a fronteira sul dos EUA.
“As tarifas que os Estados Unidos planejavam impor na segunda-feira contra o México estão indefinidamente suspensas”, escreveu ele em uma rede social.
“Em troca, o México concordou em adotar fortes medidas para diminuir a o fluxo de migração que passa pelo México e pela nossa fronteira sul. Isso está sendo feito para reduzir enormemente, ou eliminar, a imigração ilegal vinda do México para os EUA”, acrescentou.
O México fez concessões durante as conversas com os EUA e ofereceu enviar 6.000 militares a sua fronteira com a Guatemala. No entanto, o país também afirmou que quer uma solução de longo-prazo que envolva ajuda ao desenvolvimento econômico.
Detalhes dos termos negociados ainda não foram divulgados.
O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, conhecido pela sigla Amlo, celebrou o acordo em uma rede social. “Graças ao apoio de todos os mexicanos, foi possível evitar a imposição de tarifas aos produtos mexicanos exportados para os Estados Unidos”.
Cerca de 80% das exportações mexicanas têm os EUA como destino.
Agentes americanos detiveram mais de 132 mil pessoas cruzando a fronteira sul em maio, o maior número desde 2006.
O presidente americano, que criticou duramente a imigração ilegal durante sua campanha à Presidência, em 2016, descreveu a situação como uma invasão.