Troca de gerações nas empresas familiares

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advogada Monique de Souza Pereira : “”As famílias são uma série infindável de entradas de pessoas por meio de casamentos e nascimentos. E também de saídas por meio de divórcios e mortes”

Segundo levantamento recente da PricewaterhouseCoopers (PwC), empresa de auditoria e consultoria o universo das empresas de controle familiar é vasto e apresenta uma série de nuances que interferem diretamente no desempenho empresarial. Hoje, apenas 12% das empresas familiares brasileiras sobrevivem após a 3ª geração. Um dos principais obstáculos é a ausência de um planejamento sucessório e uma governança corporativa bem estruturada, fatores que interferem na propriedade e gestão das empresas.

“As famílias são uma série infindável de entradas de pessoas por meio de casamentos e nascimentos. E também de saídas por meio de divórcios e mortes. Estes movimentos afetam diretamente a propriedade quando novos proprietários assumem a responsabilidade pela sua condução em razão de falecimentos ou pela passagem do bastão. Dessa forma, a propriedade vai passando de uma geração para outra”, diz a advogada Monique de Souza Pereira, sócia do escritório Souza Pereira Advogados, em Curitiba.

Segundo Monique, muitos são os desafios que interferem no dia a dia dessas empresas ao longo dos anos. “Vencer cada etapa é uma vitória, mas a maioria não consegue ultrapassar tantas barreiras, seja por falta de informação, de organização ou até mesmo de vontade. Dessa forma, o que precisamos fazer é auxiliá-las a trilharem o caminho do sucesso, utilizando-se de controles eficazes, constante participação e aperfeiçoamento dos membros da família e instrumentos jurídicos bem redigidos para que a propriedade se mantenha de maneira segura com as famílias por várias gerações”, orienta.

A maioria das empresas inicia suas atividades no estágio do proprietário controlador, em que são administradas por um único dono ou por um casal. Monique aponta a dificuldade de capitalização como o principal desafio dessa fase, pois os bancos tendem a ser exigentes e conservadores na avaliação para concessão de crédito, sendo necessário utilizar as economias do fundador e de sua família. “Outro desafio é encontrar o equilíbrio entre a autonomia do patriarca fundador na direção da empresa e a retenção de talentos dedicados e construtivos, uma vez que os fundadores tendem a não delegar tarefas e acreditam que precisam estar presentes em todos os momentos e decisões, inibindo a atuação dessas pessoas”, afirma.

Já no estágio da sociedade entre irmãos, o controle é partilhado entre irmãos e irmãs, o que acontece geralmente na segunda geração. “Os desafios dessa fase são inúmeros, como desenvolver um método efetivo no compartilhamento do controle entre os novos proprietários e incentivar as próximas gerações a participarem desde cedo do negócio familiar; criar uma boa comunicação entre os membros familiares; desenvolver Conselhos de Família e estruturas de controle como Conselhos Consultivos ou de Administração; e o equilíbrio de prioridades entre reinvestimentos e dividendos”, afirma Nelson Luiz de Paula Oliveira, coordenador do Capítulo Paraná do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

No estágio do consórcio entre primos, o controle é exercido por primos, sem que nenhum deles exerça sozinho as decisões em razão da diluição da propriedade. “Quando atingem esse estágio, as empresas geralmente encontram-se na terceira geração. Os principais desafios são: administrar a complexidade da família e do grupo de acionistas tendo em vista os conflitos interpessoais; a distância entre o convívio dos membros; e a ausência de interesse de atuação na empresa da família”, afirma Nelson, destacando que outro desafio nessa fase é criar um mercado interno viável entre sócios, de modo que membros da família tenham a opção de vender suas participações para investirem em outros projetos e sonhos que viabilizem realizações pessoais.


Javanesa  apresenta tendências para 2018

Foto 2: Jo Andrade , Cla Ribeiro,  Yumi Okamura , empresário Munir Mushashe e Jorge Farias.

A  loja de tecidos finos Javanesa Fashion transformou o corredor da sua sede na rua André de Barros, 508, no centro de Curitiba, em uma passarela da moda. Em parceria com as empresas Kez Kids, Cla Ribeiro Agência de Modelos, Dos Céus Artigos para Festas,  Gubert Joias, R&M Joias e Studio Diamond a Javanesa Fashion apresentou a coleção de tecidos para festa 2018.

Rendas e tules bordados com exclusividade para a loja foram os destaques das moulagens – técnica de roupas feitas diretamente no corpo das modelos, sem costuras – desenvolvidas pelos estilistas Danilo Torres, Tatiana Oliveira e William Summers. A empresa Kez Kids apresentou o desfile Mãe & Filha, confeccionados com rendas e tecidos da Javanesa Fashion.

O evento contou com a presença de profissionais do setor da moda festa e bridal como as estilistas Gabriela Sbalchiero, Lethicia Pockrandt e Raquel Deconti, a diretora da revista AutoEstima Yumi Okamura, a responsável pelo projeto “No Salto”, Jô Andrade, o premiado fotógrafo Cla Ribeiro, entre outros. Na passarela, além das modelos da Cla Ribeiro Agency, a Mini Miss Brasil e National Pietra Farias, a Miss Teenager Pinhais, Luana Berticelli e a Miss Teenager Quatro Barras, Vitória Samara Pio.

“Este é o segundo evento que a Javanesa faz dentro da loja. Reunimos empresas parceiras com o objetivo de expor produtos e serviços ao público tanto da loja como aos consumidores que passam pela região e são atraídos pelo movimento inusitado, em horário comercial. Essa parceria e estes eventos tem nos dado bons resultados”, comenta o proprietário do grupo Javanesa, Munir Muhammad Mushashe.


Premiação da Disk Ingressos

Michela Oliveira, gerente comercial  da Disk Ingressos

 O Oscar do atendimento brasileiro, o Prêmio Época Reclame Aqui foi entregue na noite do último dia 30 de outubro, no Espaço das Américas, em São Paulo. E, na categoria Ingressos Online, a curitibana Disk Ingressos obteve o terceiro lugar. Este prêmio é entregue desde 2010, como forma de reconhecer as empresas com o melhor atendimento do Brasil. A gerente comercial  da Disk Ingressos, Michela Oliveira, esteve na cerimônia e recebeu a homenagem.

De acordo com a diretora do Disk Ingressos, Naila Longas Garcia, este prêmio  é uma forma de reconhecer o respeito e o compromisso que a empresa tem com os seus clientes. “Priorizamos esse canal  de relacionamento com o consumidor, procurando responder prontamente as dúvidas e críticas recebidas. Para nós,  receber esse prêmio é um privilégio, e nos motiva a aperfeiçoar cada vez mais o atendimento”, comenta.


Encontro das Mulheres de Negócios

Irit Czerny e Roberta Freire Wasem

O  grupo Mulheres de Negócio, em parceria com a Confraria  Amigas do Vinho e a loja Lafort, promoveram um encontro especial: apresentar às clientes a nova coleção Lafort – Cosmopolitan Verão 2018 e uma degustação com a seleção de vinhos brancos harmonizados com petiscos de Débora Breginski, uma das mais renomadas e premiadas sommelier do país. Esses eventos proporcionam um excelente networking, além de ajudar a consolidar as marcas das empresas que fazem parte do grupo, que conta, hoje, com mais de 4.600 mulheres. “Nosso grupo tem como objetivo capacitar as mulheres e trabalhar o empoderamento feminino, tendo como base os princípios do.empoderamento feminino da ONU Mulheres”, explica a diretora do grupo “Mulheres de Negócios”, Roberta Freire Wasem. Registrada as presenças das  empreendedoras   Luciana Veronese, da “ Confraria Amigas do Vinho”, da diretora Criativa da loja Lafort, Irit Czerny  e Fernanda Ferreira.

 


Papel do Conselho de Administração

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) anuncia hoje o lançamento da publicação O Papel do Conselho de Administração na Estratégia das Organizações, que traz um conjunto de orientações dirigidas aos conselheiros de administração, com recomendações sobre seu papel e competências necessárias para a adoção do pensar estratégico e a responsabilidade pela gestão dos negócios da empresa.

A obra faz parte da nova série de publicações do IBGC, denominada IBGC Orienta, e que tem como objetivo apresentar informações práticas ao mercado que contribuam para o processo da governança corporativa.

“O conselho de administração é o guardião da estratégia. Ele deve estabelecer as bases do processo de pensamento e planejamento estratégico que levará à definição dos rumos do negócio. Esse documento foi preparado para ajudar os conselheiros nessa tarefa, além de fornecer recomendações sobre seus papeis e responsabilidades no processo da gestão da empresa”, diz a coordenadora da Comissão de Estratégia do IBGC, Eliana Segurado Camargo.


Empreendedora orienta como não quebrar

O faturamento está em queda, as dívidas começam a ficar altas e os atrasos nos pagamentos são inevitáveis. Sua empresa não vai bem e chega a hora de mudanças para evitar a falência. Porém, muitas vezes é impossível e o único jeito é fechar as portas, e começar seu negócio do zero.

A empreendedora Luzia Costa, CEO do Grupo Cetro (detentor das marcas Sóbrancelhas e Beryllos) já passou por muitos momentos de crise nos seus negócios e chegou a falência antes de ter sucesso no ramo de beleza com suas marcas atuais. “Tínhamos uma lanchonete e surgiu a oportunidade de mudarmos para um espaço maior onde já funcionava uma pizzaria. E foi ótima a ideia. Porém, mesmo com o destaque que o empreendimento teve na cidade não conseguimos separar as despesas do negócio com as pessoais, nos enrolamos e quebramos”, afirma.

Pensando em auxiliar empreendedores que chegaram ao colapso e para evitar este problema, a empresária separou algumas dicas que aprendeu com as dificuldades que enfrentou. Confira:

  1. Identificação com o negócio

O sonho da independência financeira vem cheio de ilusões e muitas pessoas entram em negócios que não se identificam, apenas pelo dinheiro, e aí começa um grande problema. A dedicação e entendimento não são os mesmos e se esbarram na administração do negócio, o que pode virar uma bola de neve e assim iniciar a queda dos resultados. Por isso, aconselho a pesquisar o mercado, observar as oportunidades existes e só investir no que realmente gosta.

  1. Não deixe para depois o planejamento de gastos e lucros

Outro erro comum é ver o dinheiro entrar no caixa, mas não saber separar seus gastos. E isso ainda é muito frequente nos negócios. Estruture todos os gastos o lucro também. Faça um plano de negócio antes de iniciar a operação. O maior desafio é estruturar todas as etapas para o sucesso do empreendimento, e deixar tudo na ponta do lápis para evitar qualquer desastre financeiro. Além disso, mesmo que você seja o dono do negócio, saiba que é necessário separar seus gastos do negócio. Tenha um salário fixo, ficará mais fácil de controlar as finanças pessoais e empresariais.

  1. Saiba escolher seus parceiros

É fundamental ter ao seu lado bons parceiros que irão auxiliar no desenvolvimento empresarial do negócio. Muitas vezes, empresas chegam a falir por sociedades que não deram certo. Busque sócios que vão além do seu contato pessoal, família e amigos. Escolha o que complementam o perfil da sua marca, que irão suprir as deficiências, e muitas vezes esses profissionais não são as pessoas próximas do seu dia a dia.

  1. Fique atento ao mercado e seus concorrentes

É um equívoco o empreendedor que fica atento apenas ao que acontece no seu negócio. É preciso analisar o mercado que está inserido, colhendo informações para o crescimento e evolução da empresa, procurando sempre se destacar. Quem não se atualiza fica para trás e consequentemente perde muitas oportunidades e até clientes.

  1. Evite dívidas

Sem planejamento podemos cair na armadilha das dívidas. Se chegou ao ponto de se endividar, converse e renegocie com os credores para buscar taxas melhores e prazos para pagamento, podendo ter crédito novamente na praça.


Violência contra mulher é discutida em sala de aula

O contexto de violência contra a mulher, com casos cada vez mais frequentes de mulheres agredidas, assassinadas ou hostilizadas por sua condição serviu como motivação para uma professora de Língua Portuguesa e Literatura de Cachoeirinha (RS). Gisele dos Santos Rodrigues, professora do Colégio São Mateus, conta que tudo começou com a leitura de um trecho da biografia de Malala, presente no material didático adotado pela escola, conveniada ao Sistema Positivo de Ensino. A ativista paquistanesa, vencedora do Nobel da Paz, foi baleada na cabeça aos 15 anos por defender os direitos das mulheres à educação. “O material gerou impacto e percebi que podia fazer os alunos refletirem a respeito do tema por meio de trabalhos de leitura e escrita”, conta Gisele. O projeto “Mulheres oprimidas, protagonistas das nossas histórias”, desenvolvido este ano pela professora com alunos do Ensino Médio, é um dos finalistas da 5ª edição do Prêmio RBS de Educação, que destaca e reconhece projetos de incentivo à leitura.