Todo cidadão tem o direito de se expressar, quer seja para elogiar ou para cobrar algo que não julgue certo.

A diferença entre o cidadão de bem e o vândalo é que o cidadão usa a democracia para expressar sua posição, mas sem deixar de respeitar as leis, a propriedade pública e privada e principalmente o direito de ir e vir e a integridade das outras pessoas. Já o vândalo, não respeita nada nem ninguém, simplesmente usa uma motivação que a princípio é justa para externar sua agressividade, pois como não tem competência nem formação para expor racionalmente suas opiniões, usa da violência para externar suas frustrações e má formação pessoal e intelectual.

Esse comportamento irracional é constantemente observado nas torcidas organizadas, as quais a muito tempo deixaram de ser uma forma lúdica de representar e apoiar o time do “coração” para se transformarem em estruturas de arrecadação de dinheiro para beneficiar os que estão em seus comandos.

Para tal criam vários “comandos” onde sempre tem um “líder” que é o responsável para recrutar principalmente adolescentes, os quais são induzidos a adquirir produtos com a logomarca da torcida organizada em questão.

Dessa forma conseguem uma renda considerável para que seus dirigentes vivam e tenham sua renda garantida através dessa forma de arrecadação financeira.

Infelizmente, apesar da cobrança da própria sociedade vemos que muitos representantes dessa sociedade em cargos públicos são defensores desses “mal torcedores” e acabam de forma indireta incentivando a violência.

A pouco tempo lendo uma matéria veiculada em 18/03/2014 no site da SporTV NEWS, constatei tal situação ao ver que um juiz da 17ª Vara do Fórum Criminal da Barra Funda (SP) rejeitou uma denúncia do GAECO (SP) contra os torcedores do Corinthians que tinham invadido o Centro do Treinamento do clube, e para tal deu despacho, onde o juiz afirmou que “os torcedores apenas manifestaram seu descontentamento com a má fase da equipe – Em suma, tudo não passou de um ato (nada abonador) de revolta dos torcedores.

Há que se ressaltar que um dos presos soltos era um dos 12 corintianos que ficaram presos em Oruro, na Bolívia.

Tal postura na prática acaba incitando a violência pois percebem a complacência de nossos legisladores bem como dos que aplicam a lei.