Diante do aumento da força de trabalho necessária para cumprir a recente decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determina a estatização de mais de 170 serventias do estado, o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, disse que sua gestão avalia como alternativa a terceirização de funções nos cartórios judiciais para diminuir custos com folha de pagamento e aposentadorias futuras.

“CGU, AGU e outros órgãos utilizam terceirizados funcionando bem, inclusive em varas cíveis, principalmente em serviços corriqueiros”, afirmou.

De acordo com o presidente do TJ, o levantamento de cargos em andamento deve responder quantos trabalhadores terceirizados e servidores nos cartórios serão necessários. Há garantia que não existirá serventia só com terceirizados e que haverá um mínimo de técnicos e analistas por cartório.

Atualmente, o Judiciário do Paraná é o quarto maior do país, composto por cerca de 18 mil profissionais entre efetivos, magistrados, estagiários e comissionados.

MAIS DE 155 MIL INSCRITOS NO CONCURSO

Existe um concurso em andamento no TJPR para provimento de 114 vagas no cargo de Técnico Judiciário do 1º Grau de Jurisdição.

Foram registradas mais de 155mil inscrições para vagas que serão distribuídas entre a capital e o interior do estado. A prova deve ser aplicada até o mês de agosto e a data divulgada no site do tribunal (www.tjpr.jus.br) com no mínimo 30 dias de antecedência, assim que a organizadora do concurso concluir a definição dos locais.

O Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (CEBRASPE), antigo Cespe UNB, foi a empresa contratada sem a exigência de licitação, por meio de dispensa, para execução do concurso.

A direção atual do TJPR chegou a cogitar a suspensão do certame cujo edital e inscrições ocorreram no ano de 2017, sob a alegação de necessidade da avaliação de decisões do CNJ.