A boa música: às 20h30 desta quarta e quinta, dias 17 e 18, o grupo Terra Sonora leva para o espaço cultural Capela Santa Maria o espetáculo O Oriente e o Ocidente na Música Medieval.


Agenda boa música: às 20h30 desta quarta e quinta, dias 17 e 18, o grupo Terra Sonora leva para o espaço cultural Capela Santa Maria o espetáculo O Oriente e o Ocidente na Música Medieval.

O repertório é composto por canções medievais dos séculos XII e XV, com duas exceções: um tema português do século XVIII e uma peça escrita especialmente pelo curitibano Rogério Gullin.

As músicas falam de trabalho, lendas,  amor, críticas às cruzadas, orações e sátiras. Juntamente com obras tradicionais como a Cantiga de Santa Maria, O Livro Vermelho de Montserrat, Canções Sefaraditas, canções da França e Inglaterra, incluem-se temas da Noruega, Portugal, Bulgária, Hungria, Turquia, Síria e outros.

O Terra Sonora completa 14 anos e, mantendo a tradição de seu trabalho, utiliza-se de instrumentos de época em harmonia com outros atuais. “Não podemos ser puristas a ponto de querer usar somente instrumentação antiga”, diz o diretor musical Plínio Silva.

Assim, a concepção musical coloca em um mesmo contexto o alaúde medieval com a viola caipira, o violino com o harmônio, a percussão flamenca do cajon com sinos indianos, o krumhorn e o metalofone, a flauta transversal e a de bambu, a flauta doce e a percussão do oriente médio.

E o canto explora as escalas exóticas com as nuances, desafios e singularidades das técnicas vocais orientais interpretadas agora por três cantores: Liane Guariente, Daniel Farah e Talita Kuroda. “Daniel e Talita trabalharam comigo no Grupo Bayaka e chamei-os para este trabalho”, explica Silva.

Esta é a primeira vez que o Terra Sonora apresenta-se na Capela Santa Maria. Plínio Silva acredita que o concerto “embora também tenha temas profanos”, possa vir a se beneficiar do local com músicas religiosas que constam no roteiro.


O repertório do espetáculo é o mesmo do CD Trevas, em fase de lançamento. É o quarto disco do grupo e recebeu esse nome “numa referência ao período da idade das trevas, em função do período abordado”, observa Plínio, acreescentando que optou-se por uma “pequena compilação de temas medievais do oriente e do ocidente, para não fugir muito à característica do Terra, naquilo que se refere à diversidade cultural, geográfica e, de alguma forma, poder fazer um disco – pela primeira vez – mais temático”.

O espetáculo na Capela Santa Maria – Espaço Cultural foi selecionado pela Lei do Mecenato Municipal da Fundação Cultural de Curitiba. Por sua vez o CD Trevas foi produzido com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, tendo como patrocinadores as empresas Brasil Telecom e Volvo.

A Capela Santa Maria fica à Rua Conselheiro Laurindo, 273, fone 3321-2840. Ingressos: 10 e 5 reais.