Começa hoje a temporada de manifestações no Centro Cívico, com a previsão de seu auge no dia 291 de abril, quando professores e funcionalismo público em geral devem voltar à frente do Palácio Iguaçu para exigir aumento salarial de 4,5%. No mínimo. O governo já informou que é impossível dar esse aumento agora. Por falta de recursos e para não ferir o limite de gastos com a folha do funcionalismo que significaria contrariar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Hoje será a vez dos agentes penitenciários, que farão a sua assembleia da categoria em frente ao Palácio Iguaçu. Querem aumento salarial, regulamentação da carreira e de contratação de novos agentes. Segundo os sindicatos da categoria, desde 2010 o número de presos nas penitenciárias do Paraná subiu de 14 mil para 21 mil, enquanto o número de agentes caiu. Das 4.131 vagas na carreira de agentes, apenas 3.098 estão ocupadas, havendo 1.000 vagas, que poderiam ser ocupadas com a realização de concurso público.

Para atender a demanda, dizem os sindicatos, há a necessidade de mais 6.400 vagas na carreira de agente penitenciário, segundo estimativas do próprio Departamento Penitenciário do Estado (Depen).

Rápidos no gatilho

O matemático Caulo Klaus, do Observatório da Prensa, calcula que há 128 candidatos ao cargo hoje ocupado por Kátia Chagas, de diretora de Comunicação da Assembleia Legislativa, desde que foi anunciada a licitação de verba de propaganda da Casa.

Romanelli chia

“Os acordos de leniência que estão sendo firmados entre o Ministério Público Federal (MPF) e as concessionárias do pedágio no Paraná, no âmbito da operação Lava-Jato, são relacionados às empresas que admitiram ter cometido atos ilícitos contra a administração pública, e que se dispuseram a auxiliar nas investigações que levem a revelação de outros envolvidos no crime, em troca de receberem benefícios para sua pena. Esses precisam ser devidamente conhecidos pelo maior interessado na questão – o cidadão paranaense – e, antes de sua homologação, é essencial que seus termos sejam amplamente debatidos pela sociedade paranaense e pela Assembleia Legislativa.” Essa afirmação é do deputado Luiz Claudio Romanelli, primeiro-secretário da Assembleia.

Censura voltou

O blog O Antagonista publicou nota sobre a censura imposta pelo STF à revista Crusoé, determinando a retirada imediata de matéria publicada sob o título “O amigo do amigo de meu pai”, que relata a implicação do presidente do STF, Dias Toffoli, em delação de Marcelo Odebrecht à Operação Lava Jato.

É o que segue:

“Desde o fim da manhã desta segunda-feira, 15, Crusoé está sob censura, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Passava pouco das 11 horas da manhã quando um oficial de Justiça a serviço da corte bateu à porta da redação para entregar cópia da decisão. Alexandre de Moraes determina que Crusoé retire “imediatamente” do ar a reportagem de capa da última edição, intitulada “O amigo do amigo de meu pai”.

Às claras

Nela, o empreiteiro Marcelo Odebrecht responde a um pedido de esclarecimento feito Polícia Federal, que queria saber a identidade de um personagem que ele cita em um e-mail como “amigo do amigo de meu pai”. Odebrecht respondeu tratar-se de Dias Toffoli, conforme revelou Crusoé em sua edição de número 50, publicada na última sexta-feira, 12.

Do contra

Gleisi Hoffmann, agora deputada federal e presidente nacional do PT, desancou a proposta do governo Bolsonaro de dar autonomia ao Banco Central, antiga tese que defende que o controle da moeda não pode ficar em mãos de governos transitórios e com interessem próprios.

Beto em desgraça

A história se repete desde tempos imemoriais. E agora, aqui, diante de nós. O ex-governador Beto Richa estava no auge até o momento que deixou o governo para disputar uma vaga do Senado. Então veio a sucessão de desastres. Foi acusado de corrupção pelo Ministério Público, preso três vezes, denunciado novamente em outras Operações e processos. Resultado: perdeu a eleição, tornou-se um comum investigado pela polícia, os amigos o traíram em delações ou sumiram de vista.

Traíras

Agora a tragédia política se completa com a decisão da maioria do que restou de seu partido, o PSDB, de defenestrá-lo, como ato do que o governador de São Paulo, João Dória, chama de “faxina ética.” Ao lado de outros antigos membros da cúpula nacional do partido, como Aécio Neves e Eduardo Azeredo. Depois da convenção de junho, todos fora, prega Doria. Até aqui, ninguém, nem os correligionários mais próximos no Paraná, ergueram a voz em defesa do ex-governador, esquecendo que reinaram juntos.

Nem lá, nem cá

Ratinho Jr entrou na política com 21 anos. Ajudado pelo pai, ele reconhece, elegeu-se deputado estadual em 2002, quando era filiado ao PSB (Partido Socialista Brasileiro), alinhado à esquerda. De lá para cá, foi deputado federal, candidato a prefeito e secretário de governo. No ano passado, foi eleito governador filiado ao PSD (Partido Social Democrático), alinhado à direita. Hoje administrando o quinto maior PIB entre estados brasileiros (IBGE, 2016), Ratinho afirma que nunca mudou sua forma de agir na vida pública por conta de ideologias partidárias. Ele, aliás, afirma que as discussões existentes hoje no Brasil entre a direita e esquerda mostram que o país está ultrapassado. “Isso é coisa da década de 80.”, diz ele

Na chincha

O Ministério Público Federal em Brasília reforçou denúncia apresentada no ano passado contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra os ex-ministros petistas Paulo Bernardo e Antônio Palocci. Os três são acusados por corrupção passiva. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que a construtora Odebrecht colocou, em 2010, o total de R$ 64 milhões à disposição de Lula e do PT. As acusações foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por também incluírem a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), que na época ocupava o cargo de senadora.

Primeira instância

O relator do caso no Supremo, ministro Edson Fachin, decidiu desmembrar os autos e enviar parte da denúncia, que envolve Lula, Palocci e Paulo Bernardo, que não tem foro, para a primeira instância. Com isso, os procuradores que recebem o caso precisam atestar as informações enviadas anteriormente, para que o processo siga em andamento.

Mudar a fachada

Maior liderança tucana hoje, o governador de São Paulo, João Doria, disse que o PSDB encomendou uma pesquisa para avaliar entre outras coisas a possibilidade de uma mudança no nome do partido. “Nós vamos estudar. Defendo que façamos uma pesquisa a partir de junho. Já está previsto, inclusive. E que esta ampla pesquisa nacional avalie também o próprio nome do PSDB”, disse Doria, neste domingo, 14, depois de participar da convenção municipal do PSDB de São Paulo.

Chafurdando

Em apenas dois meses de mandato, os 30 deputados federais do Paraná gastaram mais de R$ 6,1 milhões com o pagamento de salários de assessores em cargos comissionados. Em média, cada um dos 30 parlamentares gastou em fevereiro e março R$ 204.411,82 com esse tipo de despesa. Encargos trabalhistas como 13º, férias e auxílio-alimentação dos secretários parlamentares não são cobertos pela verba de gabinete – são pagos com recursos da Câmara, o que significa que o custo final para o contribuinte é ainda maior.

Voz do atraso

Enquanto o Supremo Tribunal Federal não retoma o julgamento da criminalização da homofobia, o Congresso corre para resolver a questão. O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), da bancada evangélica, assumiu com os presidentes da Câmara e do STF, Rodrigo Maia e Dias Toffoli, o compromisso de encontrar uma solução. O parlamentar tem reunido especialistas para propor tratar a homofobia como “patologia psiquiátrica”. Quando a junta médica avaliar que é o caso, será aplicada como agravante aos crimes de lesão corporal e homicídio.

No sufoco

O estudo “Under Pressure: the Squeezed Middle Class”, divulgado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, não chega a trazer nada de novo para os analistas mais lúcidos: a classe média está sufocada financeiramente, tem dificuldades para preservar seu peso na economia e seu modo de vida. Sua renda está em ponto morto e não consegue fazer face à alta dos custos de habitação e educação. O Brasil está incluído nesse cenário e a OCDE sugere que governos adotem plano de ação global para socorrer a classe média.

Do lado de cá

Entre observadores da cena nacional, esse sufoco da classe média também teria sido uma das grandes razões que propiciaram a vitória de Jair Bolsonaro, embora ele não tenha a menor noção disso. Ao contrário, ele acha que só a elite é pensante, esquecendo-se que, historicamente, as revoluções foram feitas pela classe média. Grandes instituições com participação direta na vida nacional preferem outro caminho. Exemplo: bancos acham melhor representantes da classe média quebrar (e não pagar) do que conciliar um socorro.

 

Famoso

Paulo Guedes, ministro da Economia, acham que está ficando famoso. Em Washington, num discurso, disse que é reconhecido nas ruas, aplaudido por populares e pela mídia social. Do jeito que vai, até seus assessores mais chegados acham que, daqui a pouco, será chamado para uma participação especial numa novela da Globo.

 

É o Brasil

A Casa de JK, em Diamantina, colocou à venda retrato do ex-presidente pintado por Di Cavalcanti. Os recursos seriam usados para reabrir o local onde Kubitschek nasceu e foi criado (o museu está fechado desde fevereiro). O prefeito atual Juscelino Brasiliano Roque quer recorrer ao MPE para impedir. Acha que a Casa recebe recursos públicos e não pode vender peças do acervo.

 

Mentirinha

Prefeitos fizeram marcha a Brasília para exigir participação maior no bolo tributário nacional: queriam mais dinheiro distribuído pelo governo federal. O presidente Bolsonaro apareceu lá e foi aplaudido quando disse que vai entregar. Até assessores mais chegados acharam que o Chefe do Governo adotou mesmo uma mentirinha: afinal, o governo está quebrado, lutando para conseguir um déficit de R$ 139 bilhões neste ano, que será o sexto ano seguido do crescimento da dívida pública. E precisa de um ajuste de R$ 300 bilhões. Resumo da ópera: os prefeitos continuarão sem qualquer dinheiro a mais.

 

“Marxismo cultural”

Nesses tempos, “marxismo cultural” virou uma expressão da moda como alvo pessoal da direita radical que assola o governo. Poderia ser traduzido, lembrando-se outros tempos nos Estados Unidos, como “macartismo cultural” que pode atacar a educação e a produção intelectual do país. E pior do que tudo: pode incentivar perseguição.

 

Menos

O vice Hamilton Mourão deu entrevista à Bloomberg e disse que o ideal da reforma da Previdência seria atingir R$ 1,1 trilhão de economia, “mas se o ganho ficar em R$ 850 bilhões em dez anos, já seria bom para o país”. Ou seja: as palavras de Mourão sinalizam que o governo trabalha com uma margem inevitável de desidratação da reforma da Previdência. Mesmo assim, R$ 850 bilhões seria maior do que o esperado pelo governo Temer em sua proposta original.

 

Mensagem

O ex-presidente Lula gostou do entrevero entre o deputado Zeca Dirceu (PT-PA) e o ministro da Economia, Paulo Guedes e mandou uma mensagem ao parlamentar filho do ex-ministro José Dirceu: “Fiquei tão orgulhoso de você que vou aprender a música da tchutchuca e do tigrão. Kkkk”.

 

Onde está Wally?

Depois de quase mês e meio das denúncias de travessuras do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, o “homem de negócios”, Fabrício Queiroz, íntimo de familiares do presidente, se transferiu com sua família para São Paulo onde está morando e, literalmente, desapareceu.

 

Na gaveta

Devido a uma lei sancionada no governo de Michel Temer, militares envolvidos em crimes contra civis só podem ser processados pela Justiça Militar (é o caso dos que mataram o músico Evaldo Rosa). Ressuscitava-se privilégio da ditadura em 1969. Para a PRG, a regra afronta a Constituição e compromete a imparcialidade dos julgamentos. No ano passado, Raquel Dodge pediu ao Supremo que acabe com essa blindagem. E está tudo parado na gaveta de Gilmar Mendes.

 

Troca

Nos últimos dias, Carlos Bolsonaro e Fernando Haddad trocaram tuites recheados de insinuações. Primeiro, foi a vez do filho do presidente: “Chora marmita!”. Depois, a resposta do petista derrotado na corrida à Presidência: “Priminho tá bem?”. Uma estocada no relacionamento entre ele e o primo.

 

“Imposto único”

O secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, já anda falando por conta, mas o ministro Paulo Guedes avisa que a conversa sobre “um imposto único federal” ficará para meados do segundo semestre. A ideia é unificar alguns tributos, entre eles Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o PIS e o Finasocial. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, também avisa que não vai dar. O projeto mexe com impostos de estados (ICMS) e municípios (ISS) e ele, Paulo Guedes, “só pode mexer nos federais”.

 

Inspiração

Quando Jair Bolsonaro admitiu que poderá ser candidato à reeleição, Rosangela Moro comentou no Twitter: “2022 já começou”. Foi o suficiente para inspirar outras ideias, incluindo a possibilidade do marido Sérgio Moro concorrer (o que ele desmente, categoricamente). Ainda Rosangela: ela vai abrir uma sucursal de sua banca de Direito em Brasília para passar mais tempo com Sérgio (eles só se vêem nos finais de semana). Em Brasília, o ex-juiz leva uma vida solitária: almoça no bandejão do Ministério, trabalha até às 20h, não janta com os amigos e dorme cedo.

 

Quem convidou

Muita gente estranhou a presença de Luciana Gimenez no café da manhã com Bolsonaro, em Brasília, na semana passada. Detalhe: o convite partiu da Presidência. Quando voltou, teve um entrevero com o ex-marido Marcelo Carvalho (faltou à uma reunião), ganhou uma penalidade, não gostou, gravou programas adiantados e foi para os Estados Unidos. Na volta, tem agendada a presença de Sérgio Moro em seu programa.

 

Foi mal

O vice-presidente Hamilton Mourão, em entrevista a Rádio CBN ao ser perguntado sobre o que achou do envolvimento do Exército na morte do músico Evaldo Rosa respondeu: “Sob pressão e sob forte emoção, ocorrem erros dessa natureza”.

 

De volta

A juíza Luciani Maronezi, da 2ª Vara de Execuções Penais de Curitiba decidiu que o ex-deputado Eduardo Cunha seja transferido para o Rio, depois que ele teve um pedido de habeas corpus negado. O argumento usado é que a família de Cunha mora no Rio. A juíza pediu para que as autoridades fluminenses informem onde existem vagas nos presídios, só depois ele será transferido. O ex-presidente da Câmara está preso em Curitiba desde outubro de 2016.

 

Renda mínima

Quem diria: a adoção da renda mínima no Brasil, que deixaria o Bolsa Família na traseira da História, é uma bandeira solitária carregada pelo ex-senador Eduardo Matarazzo Suplicy há 20 anos. E é uma carta que o ministro Paulo Guedes, da Economia, carrega na manga. Milton Friedman, Prêmio Nobel de Economia, ídolo de Guedes, considera a medida a mais eficiente política compensatória. O titular da Economia já teria até estudos do Banco Mundial considerando R$ 1.300 o valor para uma renda mínima no Brasil. Quem viver, verá.

 

Olho na goiabeira

A ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, elogiou a beleza do deputado Tulio Gadelha (PDT-PE), nesses dias, quando o namorado de Fátima Bernardes participava da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Internautas acharam que ela estava mandando uma mensagem, por assim dizer. E Tulio, rápido, postou: “Diga a ela que pode tirar o Jesus da goiabeira que não vai rolar milagre, não”.

 

Estrutura

O museu de Inhotim, em Brumadinho, considerado o maior do mundo a céu aberto, anda sem público: a tragédia da Vale afugentou os visitantes e o número de pousadas na região também diminuiu. Antonio Grassi, petista de carterinha, agora é presidente da instituição que tem nada menos do que 600 funcionários.

 

Mini-cacho

O chanceler Ernesto Araújo, que tem cabelos encaracolados, agora, vire e mexe, exibe um caça rapaz, termo usado nos anos 50 e parte dos 60, para cabelo caído na testa. Ele já avisa que é falta de pente.

 

Quebrar tudo

Opositor fervoroso do governo Temer, o candidato derrotado na disputa ao Planalto, Ciro Gomes (PDT-CE) voltou a atacar depois de ouvir que o presidente Bolsonaro pode dar autonomia a BC. “Isso acontecendo, é daqueles casos de ir para a rua e quebrar tudo. Afirmo com toda serenidade. Isso é a violenta e definitiva formalização de entrega do destino da nação brasileira a três bancos. Eu não conheço o projeto, vou lê-lo, mas conheço a intenção”.

 

Outra trombada

Quando apresentou as ações do governo nos primeiros 100 dias de trabalho, o presidente Bolsonaro mostrou proposta que confere autonomia à atuação do Banco Central. Acabou pegando de surpresa Rodrigo Maia, presidente da Câmara, em viagem aos Estados Unidos, já havia negociado um texto com o ex-presidente do BC Ilan Goldfajn e com o atual presidente da instituição, Roberto Campos Neto.

 

Solidário

Ainda sobre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia: assim que ficou sabendo do desabamento de dois prédios no Rio usou o  Twitter para se solidarizar com as vítimas e familiares: “Toda minha solidariedade às vítimas dos desabamentos ocorridos hoje na comunidade da Muzema, na zona oeste. O momento é de auxílio a todas as famílias que sofreram com a tragédia e investigação das causas do acidente, para que outros não se repitam”.

 

Sem patrocínio

O BNDES, depois de nove anos, desistiu de patrocinar a Flip, a famosa festa literária de Paraty. O evento perde um aporte de cerca de R$ 2 milhões.

 

Mais um

A 26ª Câmara Civel acaba de condenar Danilo Gentili a indenizar em R$ 20 mil o deputado Marcelo Freixo. No Twitter, o apresentador chamou Freixo de “deputado de merda, farsante” e ainda perguntou: “E os seus black blocs? Mataram mais alguém esses dias?”. Cabe recurso.

 

Chegou ao fim

Ao lado das comemorações dos primeiros 100 dias do novo governo a rede britânica de notícias BBC acaba de decretar o fim do período de “lua de mel” da população com o presidente Jair Bolsonaro.

 

No ataque

Entrevistado pela CBN, o vice-presidente Hamilton Mourão comentou o desabamento de dois prédios irregulares no Rio, em território comandado por milícias: “Esse problema de milícias tem que ser enfrentado, não se pode fugir disso aí, de modo que o estado possa desempenhar seu papel. É inadmissível que trabalhadores das companhias de energia e gás não possam entrar lá dentro”.

 

Quem vem

O sociólogo e bestseller italiano Domenico De Masi virá ao Brasil para lançamento de seu novo livro Uma simples revolução (Sextante). Ele é autor de O ócio criativo, de sucesso mundial, que está completando 20 anos de lançamento. De Masi diz que as mulheres serão o centro do mundo e acredita que padre será a única profissão na qual o homem não vai ser substituído por máquinas.

 

Olho no Chile

Quando se fala em capitalização no projeto de reforma da Previdência, o exemplo do Chile é sempre citado – contra e a favor. A parcela mais pobre dos trabalhadores não conseguiu poupar o suficiente para ganhar o salário mínimo de aposentadoria mantém o sistema, mas adotou um beneficio assistencial para que não conseguirem poupar para ganhar o salário mínimo. Detalhe: teve suicídios? Teve.

Frases

               “Eu tenho medo de começar uma, duas ou três reformas e perder o foco da principal, que é a previdenciária e depois não sai nenhuma.”

Paulo Guedes, ministro da Economia