Em suma, a sustentabilidade é o uso eficiente de recursos, que é vital para garantir o fornecimento de alimentos para as gerações futuras

Com uma população global em rápida expansão e um suprimento limitado de alimentos, é vital que as empresas de alimentos trabalhem de forma mais sustentável e permaneçam lucrativas. Devemos ser mais eficazes com nossos recursos para fornecer alimentos para todos, portanto todas as culturas são importantes, e em geral, cada pedaço de produto conta.
Até agora, processos ineficientes aconteciam ao longo de toda a cadeia de suprimento de alimentos em fazendas, fábricas de processamento e lojas em todo o mundo, com produtos sendo perdidos e desperdiçados desnecessariamente.
Embora você possa pensar que sabe o que a palavra “sustentabilidade” significa para o seu negócio, na realidade não se trata apenas de introduzir iniciativas ambientais nem de programas autônomos de responsabilidade social corporativa (RSC).
Então, o que é sustentabilidade? Em suma, a sustentabilidade é o uso eficiente de recursos, que é vital para garantir o fornecimento de alimentos para as gerações futuras. E a tecnologia é a resposta para tornar o setor de alimentos mais sustentável, eficiente e lucrativo. É nesse ponto que a TOMRA faz a diferença, desenvolvendo tecnologia de última geração que possa ajudar toda a cadeia desde a separação do produto, de forma que chegue com a maior qualidade possível ao consumidor final e atenda a todos os padrões exigidos. No entanto, é um desafio de todos e não de apensas de alguns.
O desafio da sustentabilidade
A economia global estará enfrentando enormes desafios de recursos nos próximos 40 anos. A população global deverá crescer 30% até 2050 e a maioria dessas pessoas viverá nas cidades. Na verdade, a urbanização está aumentando a tal ponto que, em 2050, cerca de 70% da população viverá nas cidades: em 1960, verificava-se exatamente o contrário.
Ao mesmo tempo, a terra disponível para o cultivo de alimentos é muito limitada e apenas 20% a mais de terra pode ser utilizada de forma produtiva, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Quando se considera que a produtividade dos recursos nos 27 países da UE apenas aumentou
um por cento por ano nos últimos sete anos, você vê o quão grande é o desafio. Se ampliarmos a uma escala mundial o desafio se torna ainda maior.
O impacto disso a longo prazo volta à antiga regra econômica de que o custo dos ingredientes aumentará devido à escassez, colocando pressão econômica nos mercados de alimentos e bebidas.
Desperdício de alimentos da fazenda até ao garfo
O desperdício de alimentos acontece em toda a cadeia de suprimentos. Culturas de alimentos podem ser estragadas antes da colheita, como em abril de 2017, onde pelo menos 80% das plantações de frutas da Europa Central foram perdidas devido à geada tardia. O diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Soares, explicou que a Europa é um mercado que influencia as decisões de compra de outros países e por isso precisa estar bem informado sobre como o Brasil tem avançado em termos de sustentabilidade do seu sistema produtivo.
Então, a boa produção é às vezes rejeitada durante o processamento devido à classificação ineficiente. Finalmente, os supermercados e lojas muitas vezes jogam fora alimentos que passaram do ponto de amadurecimento, enquanto os consumidores acabam se desfazendo de comida diretamente da geladeira. É importante ressaltar que a escassez de alimentos, como a escassez de vegetais na Europa no início de 2017, levou a preços mais altos para processadores e consumidores.
Naturalmente, há um desequilíbrio na eficiência alimentar entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. As questões mencionadas acima são comuns em países desenvolvidos e, com 70 milhões de pessoas entrando na classe média globalmente a cada ano, elas só crescerão. Mas, embora os resíduos gerados pelos consumidores não sejam um problema desses países em desenvolvimento, eles geralmente têm processos ineficientes na cadeia de suprimentos, o que leva a um maior desperdício durante a colheita e o processamento.
Cabe a todos nós, como empresas e indivíduos, usar os recursos de maneira mais eficiente e viver de forma mais sustentável, e há uma crescente pressão social para que isso aconteça. Da tendência de “comida feia”, que vê lojas e consumidores aceitando produtos disformes, mas de qualidade, para empresas multinacionais estabelecendo requisitos de sustentabilidade a seus fornecedores e comprando alimentos localmente, algum progresso está sendo realizado.
Muitas empresas, incluindo a PepsiCo, a McCain Foods, a Mondelez e a Nestlé estão estabelecendo compromissos ambiciosos para enviar zero desperdício de alimentos para o aterro de suas próprias operações diretas, como parte de uma campanha da Federação Britânica de Alimentos e Bebidas (FDF).
Custos e poupanças para o negócio
Há um equívoco comum entre as empresas de que ser sustentável custará dinheiro. De fato, sustentabilidade e lucratividade estão ligadas, pois ambos dependem do uso mais eficiente dos recursos, e tomar medidas para evitar o desperdício de alimentos poderia economizar 341 milhões de euros por ano, de acordo com o Programa de Ação sobre Resíduos e Recursos (WRAP).
Essas empresas podem enfrentar alguns custos iniciais ao evoluir para se tornarem mais sustentáveis, mas mesmo pequenas mudanças podem ter um grande impacto. A maioria das empresas que transformaram seus negócios dizem que tiveram que fazer um investimento inicial e agora estão visando benefícios financeiros a longo prazo.
Então, o que os processadores de alimentos podem fazer para trabalhar de forma mais sustentável e aumentar sua lucratividade ao mesmo tempo? Muitos estamos olhando para soluções avançadas de classificação baseadas em sensores, para obter esta resposta.
Automatizar linhas de processamento de alimentos com a tecnologia certa pode melhorar a sustentabilidade de muitas maneiras, segundo o relatório do Parlamento Europeu “Opções de tecnologia para alimentar 10 bilhões de pessoas”, como “otimizar a qualidade do produto, reduzir perdas e defeitos de qualidade e diminuir o consumo de energia e água”.
Para reduzir a perda de alimentos e o desperdício é importante olharmos para as máquinas de triagem baseadas em sensores em linha, que são muito eficazes na otimização do rendimento do produto, garantindo a qualidade e maximizando os lucros. Anteriormente, quando as más condições meteorológicas danificavam uma colheita, esta seria desperdiçada. Por exemplo, seguindo uma queima de batata ou mirtilos danificados por granizo, os produtores de alimentos optavam por não recuperar essa colheira. Agora, os produtores de alimentos que são parceiros TOMRA conseguem recuperar uma pequena percentagem da cultura através de “ordenação inversa”, removendo a maioria dos podutos ruins e recuperando um ou dois por cento do bom produto disponível. No passado, tudo isso teria sido desperdiçado e agora existe uma solução.
Liderar a revolução dos recursos
Essas tecnologias e plataformas estão inspirando as empresas a pensar fora da caixa. Considerando que, no passado, os resíduos eram resíduos, agora os processadores têm múltiplos fluxos de resíduos, dependendo da qualidade do produto: Uma cenoura disforme pode ser cortada em cubos ou espremida, uma de baixo grau de qualidade será usada para alimentação de gado, e somente aquelas verdadeiramente defeituosas serão rejeitadas.
A TOMRA Sorting Food está empenhada em liderar a revolução dos recursos. Nossa missão é garantir que o suprimento de alimentos seja otimizado para as gerações atuais e futuras para ajudar as empresas de processamento a trabalhar de forma lucrativa, e acreditamos que a tecnologia é crucial para melhorar a sustentabilidade, ajudando a usar os recursos de maneira mais eficiente e a manter as empresas lucrativas.