As alternativas para reduzir a diferença entre a taxa paga pelos bancos na captação de recursos e a cobrada dos clientes que tomam empréstimos, chamada de spread bancário.

As alternativas para reduzir a diferença entre a taxa paga pelos bancos na captação de recursos e a cobrada dos clientes que tomam empréstimos, chamada de spread bancário, serão discutidas esta semana com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e com o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fábio Colletti Barbosa. Meirelles fala amanhã, às 10h, aos senadores das Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Acompanhamento da Crise Financeira e de Empregabilidade, e Barbosa participa, na quinta-feira, às 14h, também de reunião conjunta dos colegiados.

As duas audiências públicas integram a série de debates promovidos pelas comissões, que visam identificar estratégias para reduzir os efeitos da crise financeira internacional. A queda de juros e a ampliação do crédito têm sido apontadas como importantes medidas para reaquecer a economia interna e proteger os empregos.

Os debates marcados para esta semana reúnem dois segmentos essenciais na composição dos juros praticados pelo mercado – o Banco Central, responsável pela definição da taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), e os bancos, que estabelecem o spread, no qual está embutido o lucro bancário. Somados, Selic e spread formam a taxa final de juros cobrada dos brasileiros que tomam empréstimos de instituições financeiras.

Desde o início da crise, autoridades da área econômica têm criticado os bancos por não acompanharem, no spread bancário, o ritmo de queda da taxa Selic. Para o governo, o spread médio cobrado pelos bancos já passa de 30%, tendo acompanhado a elevação do custo do dinheiro, nos últimos meses. Já os bancos argumentam que só uma pequena parcela do spread representa lucro, sendo a maior parte destinada a cobrir os custos da inadimplência.

Em debates anteriores, os bancos oficiais foram chamados a "dar o exemplo", reduzindo os juros do crédito.