Na primeira Olimpíada que terá o surfe como esporte, cada país pode contar com até quatro representantes – sendo dois homens e duas mulheres

A surfista Tatiana Weston Webb, 23, é a primeira brasileira a conseguir uma vaga na Olimpíada de Tóquio, em 2020. Ela venceu a havaiana Coco Ho nas oitavas da etapa de Peniche, do Circuito Mundial do Surfe, e ficou entre as oito mulheres da elite da modalidade a carimbar o passaporte para o Japão.
“Honestamente, estou quase chorando. Sou a primeira brasileira a conseguir uma vaga”, disse Tatiana em entrevista ao canal da WSL, a liga mundial de surfe. “Vamos Brasil, estou muito feliz. Essa notícia é muito difícil de entender e digerir”, continuou.
Gaúcha e criada no Havaí, ela venceu a bateria por 14,67 a 10,80. Sua próxima adversária será a australiana Sally Fitzgibbons.
“Estou orgulhosa de representar o Brasil. É onde nasci, é onde vive meu coração e sair de lá para ir para o Havaí por causa do surfe foi difícil, mas espero representar bem os dois”, disse.
VAGAS
Na primeira Olimpíada que terá o surfe como esporte, cada país pode contar com até quatro representantes – sendo dois homens e duas mulheres.
Silvana Lima, atual 12 mundo na categoria, ainda busca uma chance de se classificar. Ela foi eliminada nas oitavas pela americana Lakey Peterson, por 13,43 a 8,54.
Na categoria masculina, Filipe Toledo, Gabriel Medina e Italo Ferreira disputam as outras duas vagas do Brasil. Os três estão entre no top 5 da tabela da liga -Medina em primeiro, Toledo em segundo e Italo em quarto.
Ao todo, são 40 vagas para os surfistas nos Jogos Olímpicos- 20 mulheres e 20 homens.