Como antecipamos na edição de ontem, o juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro, do PSL, para comandar o superministério da Justiça, ampliado e com órgãos de combate à corrupção, que estão atualmente em outras pastas, como a Polícia Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Sergio Moro confirmou anunciou que vai implementar ‘forte agenda anticorrupção e anticrime’.
Pelo Twitter, Jair Bolsonaro confirmou Sérgio Moro na Justiça. “O juiz federal Sérgio Moro aceitou nosso convite para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sua agenda anticorrupção, anticrime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte!”
Um norte para o governo, não é pouco. E não se trata de expressão retórica do presidente. É o que ele pensa. E Moro também.

Deixa de ser juiz
Em nota oficial, Moro comunicou publicamente que ‘para evitar controvérsias desnecessárias, desde logo afasta-se de novas audiências’. No próximo dia 14, o ex-presidente Lula seria interrogado por Moro no processo sobre o sítio de Atibaia – o petista é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. A audiência, agora, deverá ser realizada pela substituta de Moro, a juíza Gabriela Hardt.

Continua em Curitiba
Moro destacou que ‘a Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais’. Moro conduziu a Lava Jato desde o início da grande operação, deflagrada em sua fase ostensiva em março de 2014, levando à condenação de políticos, empreiteiros, doleiros e administradores da Petrobrás.

Gleisi protesta
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, usou a escolha de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública para reforçar a tese de que o magistrado agiu politicamente nos casos relacionados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para a dirigente petista, Moro “ajudou a eleger” Bolsonaro ao condenar Lula, o que gerou a inelegibilidade do petista, e agora vai ajudar o presidente eleito a governar.

No Twitter
“Moro será ministro de Bolsonaro depois de ser decisivo pra sua eleição, ao impedir Lula de concorrer”, escreveu Gleisi no Twitter, citando ainda o vazamento de conversas da ex-presidente Dilma Rousseff e a divulgação da delação do ex-ministro Antonio Palocci. “Ajudou a eleger, vai ajudar a governar”, disse Gleisi.

Todo poderoso
O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil indicou nesta quarta-feira, 31, o novo presidente do Conselho de Administração da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o parnanguara Ogarito Borgias Linhares, em razão do atual presidente do colegiado ter sido indicado para a diretoria executiva da empresa.

Richa é réu
O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e outras 12 pessoas viraram réus na Operação Rádio Patrulha, do Ministério Público do Paraná (MP-PR). A denúncia foi aceita na terça-feira (30) pelo juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba.A operação investiga um esquema de propina para desvio de dinheiro por meio de licitações no programa “Patrulha do Campo”, para recuperação de estradas rurais do estado.

Gabriela assume
Com a ida do juiz federal Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, no governo Jair Bolsonaro, quem ficará responsável, pelo menos de início, pela 13ª Vara Federal de Curitiba, onde estão os processos criminais da Lava Jato, será a juíza substituta Gabriela Hardt. Atuando em casos da Lava Jato, Hardt já determinou a prisão do ex-ministro José Dirceu em maio deste ano. Os processos ficarão com ela até que seja definido um novo juiz titular.

Critérios
A partir da exoneração de Moro, a vaga de titular aberta deverá ser oferecida por meio de um edital de remoção, do qual poderá participar qualquer juiz federal titular interessado que atue não só no Paraná, mas também em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Os três estados estão sob a supervisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre.

Símbolo nacional
Sergio foi alçado ao patamar de símbolo nacional da luta contra malfeitos por sua atuação na 13ª Vara Federal de Curitiba no âmbito da Lava Jato, a maior operação contra a corrupção da história do Brasil. A grande popularidade fez com que o próprio magistrado fosse cotado como um dos possíveis candidatos a presidente da República nas eleições 2018.

Frases
“Moro ajudou a eleger Bolsonaro e agora vai ajudar a governar.”

Gleisi Hoffmann
“É político falando de economia. Não dá certo, né?”
Paulo Guedes, futuro superministro da Economia.

Histórico
Sérgio Moro nasceu em 1º de Agosto de 1972 na cidade de Maringá, no Norte do Paraná. Filho de professores, formou-se em direito, no ano de 1995, pela Universidade Estadual de Maringá, a mesma onde o já falecido pai, Dalton, lecionava aulas de geografia. Odete Starki Moro, a mãe do futuro ministro da Justiça é professora aposentada. Moro é casado com a advogada Rosângela Wolff, com quem tem dois filhos.

“Ordem no galinheiro”
Depois da segunda-feira de descanso da companhia, o primeiro dia de movimentação do núcleo próximo do presidente eleito virou um palco de um verdadeiro duelo de vaidades – e público – protagonizado por Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni. Guedes fala muito, reclama, perde a paciência, solta impropriedades, corrige Lorenzoni na frente de todo mundo e se sente um tanto “dono do pedaço”. Lorenzoni quer se mostrar tão poderoso quanto – ou mais – e revela-se apenas um “abre alas” quando afasta fotógrafos e cinegrafistas gritando “Sai, sai, sai…”.

Mais um
Também o tenente-coronel da reserva da FAB e ex-astronauta Marcos Pontes, confirmado para Ciência e Tecnologia, quis ganhar a atenção dos jornalistas, sorrindo muito e repetindo seu currículo. Ele passou 10 dias no espaço em 2016. Hoje, tem uma fundação com seu nome que, certamente, responde administrativamente por suas palestras de autoajuda.

Encontro marcado
Hoje, o juiz federal Sérgio Moro estará no Rio para seu primeiro encontro com Jair Bolsonaro. Moro gosta da ideia de ser ministro do Supremo (Celso de Mello se aposenta em 2020) e ainda não sabe se gostaria de ficar dois anos no Ministério da Justiça. O PT já está entrando com novo recurso tentando mostrar que esse entusiasmo com os convites de Bolsonaro deveria impedi-lo de continuar no comando dos processos contra Lula.

Acento
Onyx Lorenzoni tem mandado auxiliares corrigir a pronuncia de seu nome quando dito por repórteres de rádio e televisão. Avisa que não tem acento circunflexo no “o” como a pedra semipreciosa; sem acento, o som agudo é em cima do “ny”.

Na torcida
Indiciados da Lava Jato, inclusive alguns da turma do PT, estão torcendo para que o juiz federal Sérgio Moro aceite o convite para ser ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro. Motivo: assim só teria mais pouco mais de um mês para julgar os processos da operação, incluindo o do sítio de Atibaia, que envolve o nome do ex-presidente Lula. O Judiciário entra em recesso dia 21 de dezembro e volta dia 7 de janeiro de 2019.

Quem é
Paulo Marinho, que emprestou sua casa para virar QG da campanha de Bolsonaro, não ganhará ministério no novo governo: é suplente do senador Flávio Bolsonaro. Tem muita ascensão e intimidade com o presidente eleito. Durante anos, foi assessor especial do polêmico Nelson Tanure (brigaram e hoje, nem se falam) e, no passado, foi marido de Maitê Proença.

“Snipers”
O governador eleito do Rio, Wilson Witzel, quer espalhar pelas favelas do tráfico e outras regiões de violência franco atiradores “para abater bandidos”, o que já vem provocando protestos de entidades de diversas áreas, inclusive da própria PM. E procurando nome para seu secretariado, quer convidar Paulo Rabello de Castro, ex-BNDES e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Álvaro Dias, um cargo no governo.

Operação-enxuga
Por enquanto, o novo governo fala em 15 ministérios, incluindo a inusitada mistura de Agricultura com Meio Ambiente (para muitos é “a raposa dentro do galinheiro”, sem conotações financeiras – ou com elas). E Paulo Guedes comandará Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio (seu salário será complementado com participações em conselhos de estatais). Nada de novo: o governo Collor começou com 12 ministérios e Zélia Cardoso de Mello na Pasta da Economia, que englobava Fazenda e Planejamento. Deu no que deu.

Aviso
Ainda presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que não conseguiu se reeleger, está mandando um aviso: nenhuma reforma passa lá, antes, ele não for chamado para conversar com o presidente eleito.

Contra Alckmin
Mesmo antes de anunciar nomes de seu secretariado, o governador eleito de São Paulo, João Doria, que mudar a postura do PSDB nacional diante da vitória de Jair Bolsonaro, que ele apoiou pessoalmente. Ou seja: quer tirar Geraldo Alckmin da presidência da sigla (ele deverá permanecer até o final de 2019). Por enquanto, até aliados de Doria são contra. A intenção dele é conseguir controlar o PSDB nacionalmente – e já de olho em 2022.

Outro apoio
Ainda as relações de João Doria com o governo Bolsonaro: ele está apoiando (e, por enquanto, é iniciativa solitária) a precoce candidatura da deputada eleita (um milhão de votos) Joice Hasselmann para a presidência da Câmara Federal. A nova parlamentar, figura polêmica, agora se auto-intitula “Bolsonaro de saias”.

Não muda
João Doria não vai se mudar para o Palácio dos Bandeirantes, onde vinha morando Geraldo Alckmin e agora mora Márcio França. Continuará residindo em sua própria casa nos Jardins, para decepção de sua mulher Bia, que tinha planos de decoração para a ala residencial do palácio. Quando governador de São Paulo, também José Serra não morava lá: permaneceu em sua casa em Pinheiros, onde mora, aliás, de novo, depois de um período de separação com sua mulher Mônica.

Aderente
João Amoêdo, chefe do Partido Novo, está aderindo rapidamente ao governo Bolsonaro. É um dos poucos a apoiar a fusão de Agricultura e Meio Ambiente num só ministério. E também já está instruindo os oito parlamentares que o Novo elegeu para a Câmara Federal de como se comportarem em relação às iniciativas do presidente eleito e seus futuros ministros.

Atração especial
A audiência do quarto programa Amor & Sexo, em nova temporada, mereceria – e até mesmo apenas por isso – aumentar por conta do super decote de Fernanda Lima, o maior já exibido na televisão brasileira, com colaboração de meia-calça rendada que exibia parte do derrìere. E a mania LGBT continua lá: o programa abriu com uma cantora travestida de homem cantando um tango dançado por casais igualmente de homens. De quebra, Dudu Bertholini contando como é o sexo entre homens e recitando a história da cueca.

Na porta das casas
Esta semana, também o historiador, cronista e palestrante da moda (fala até em casas de espetáculos, com convites vendidos antecipadamente) Leandro Karnal, participava do programa Amor & Sexo. E contava a tradição de determinadas cidades da Antiguidade onde cada casa exibia, à porta, uma pequena escultura de um órgão masculino. Era uma espécie de demonstração de folego de um de seus moradores.

Sem partido
O futuro ministro da Educação do governo Bolsonaro será alguém disposto a enfrentar as corporação, professores militantes e minorias barulhentas. Bem cotados são Stravos Xanthopoylos, que trabalhou no plano de governo do Capitão e Miguel Nagib, fundador do movimento Escola sem Partido, que pretende proteger alunos de quaisquer pregações (religiosa, ideológica, política e partidária).

Contra PT
Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes e senador eleito pelo Ceará, reforçou suas críticas ao PT na Rádio Gaúcha: “O PT tem é quem botar o rabo entre as pernas. Pedir desculpa. Pedir perdão ao povo brasileiro. Isso se quiser continuar partido e não como seita”.

Quer proteção
A manifestação de São Paulo, no começo da semana, contra Bolsonaro, promovida pelo MTST, comandada por Guilherme Boulos, mais UNE e CUT, acabou em baderna e não houve grande cobertura por parte da mídia. Boulos quer continuar promovendo esses protestos para se manter em evidência, receita que deverá ir esvaziando. Detalhe: Boulos está pedindo proteção policial na condição de ex-candidato à Presidência. Não vai dar e o PSOL não vai lhe pagar seguranças particulares.

Pró-família
O novo deputado federal pelo PSL, com mais de 155 mil votos, Alexandre Frota, ex-ator pornô, faz lembrar Cicciolina, ex-atriz pornô italiana, eleita em 1987 para o Parlamento italiano, com a segunda maior votação daquele ano. Frota, que já foi casado com Cláudia Raia, vai defender na Câmara a família tradicional. É contra famílias homoafetivas. Detalhe: quem o convidou para disputar assento na Câmara foi o próprio Bolsonaro.

Não quer
Jair Bolsonaro ofereceu um ministério a seu vice, o general Hamilton Mourão. Ele respondeu que prefere permanecer como conselheiro atuante e que o comando de uma pasta poderá afastá-lo do contado direto com o presidente.

Evaporou
O terrorista italiano Cesare Battisti, que Bolsonaro quer devolver para seu país, sumiu de Cananéia, dias antes da eleição e ninguém mais sabe seu paradeiro. O ministro Luiz Fux engavetou o processo que resultaria em extradição e o STJ decidiu revogar uso da tornozeleira pelo terrorista que já havia tentado escapar para a Bolívia.

Depois
O vice-presidente eleito Hamilton Mourão não pretende mudar-se de imediato para o Palácio do Jaburu, residência oficial dos vices-presidentes do Brasil. Quer primeiro fazer uma super limpeza, assim que Michel Temer desocupar. Pode ser que ele faça algumas modificações e só depois mudará.

De volta
Por falar em mudança: a atual primeira-dama Marcela Temer, deverá voltar a São Paulo, assim que o ano letivo acabar no início de dezembro. Muitas coisas particulares já estão sendo transportadas de volta para sua residência em São Paulo. Michel Temer deverá ficar praticamente um mês sozinho e dia 1º janeiro logo após a transmissão da faixa para Bolsonaro, embarca direto de volta.

Emprego
Jean Wyllys (PSOL-RJ), que não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados, já tem novo emprego: será uma espécie de repórter especial do programa matinal de Ana Maria Braga.

Glória a Deus!
O Cabo Daciolo, ex-presidenciável do Patriota, foi ao programa de Danilo Gentili, no SBT e confessou que “era um beberrão e mulherengo” antes de se converter. “Você luta contra a carne todos os dias”, repetia, enquanto Gentilli ironizava a derrota do PT, dizendo que foi “uma noite de velório”. E Daciolo está contente porque sua expressão “Glória a Deus!” popularizou-se em diversas camadas, “até entre gente jovem”.

Lúcido
Mesmo que Sérgio Moro não aceite ser ministro da Justiça, o posto não será dado a Gustavo Bebianno, que ficou no controle do PSL no período do segundo turno e que é tido como uma das figuras, mas lúcidas entre os próximos do presidente eleito. Bolsonaro quer arrumar um posto para Bebianno próximo a seu gabinete. Quer tê-lo a seu lado nas principais decisões.

Sonho meu
Derrotado na corrida ao Planalto, o ex-ministro Henrique Meirelles sabe que seria chamado ao governo se Fernando Haddad vencesse. Agora, acredita que o Bolsonaro acabará lhe convocando – e longe do terreno de Paulo Guedes. E já pensa em nova candidatura: gostaria de disputar a prefeitura de São Paulo em 2020. De Bruno Covas, acha que ganharia sem grande esforço. E imagina que Celso Russomano deverá se candidatar.

Mudança
Há quem garanta que Fernando Haddad não gostou de algumas atitudes de seus colegas de partido, principalmente de Gleisi Hoffmann, durante a campanha. Quer tentar convencer Lula de que seu nome seria o melhor para assumir a presidência da sigla. Se não conseguir convencê-lo pode até mudar de partido. E o PCdoB já estaria disposto a recebê-lo.

Mais filiados
O PSL, que até antes das eleições era considerado um partido nanico, mas que mudou de patamar por conseguir eleger 52 deputados federais e quadro senadores tem novo objetivo. A sigla quer conseguir novos filiados e já começa mirar em parlamentares de legendas que não atingiram a cláusula de barreira e que ficarão sem estrutura partidária. O objetivo final é ultrapassar o PT em número de congressistas, principalmente na Câmara Federal. PCdoB, Rede, Patriotas, PHS, PRP, PMN, PTC, PPL e DC não atingiram a cláusula da barreira e juntos elegeram 41 deputados que serão o principal alvo do PSL.

Primeiro convidado
Como de costume Chefes de Governos e primeiros-ministros de alguns países são convidados para comparecerem a cerimônia da posse do novo presidente. O primeiro-ministro de Israel Binyamin Netanyahu, já avisou que pretende vir ao Brasil para a posse de Bolsonaro. Se acontecer, será o primeiro premiê a visitar o país desde a criação de Israel 1948.

Proibido
O cantor Pharrell Williams proibiu o presidente norte-americano Donald Trump de usar sua música Happy em eventos presidenciais ou de campanha. Os advogados do cantor dizem que não houve pedido de permissão do uso da música, o que fere os direitos autorais. Se o uso continuar, o cantor irá entrar com um processo contra Trump.

Sem medo de fracassar
A cantora Anitta é destaque na revista mexicana Nexos Magazine. A publicação valoriza a carreira da cantora que começou no subúrbio do Rio de Janeiro e hoje é considerada uma estrela internacional e a brasileira mais popular no YouTube, com mais de 30 milhões de seguidores no Instagram. Na entrevista, Anitta fala que sempre sonhou em ser cantora e que batalhou bastante para chegar onde está. “Não me acomodo. Mas agora, nesse momento da minha vida, estou brincando com coisas novas. Continuo tentando conquistar minha carreira internacional. Mas não tenho mais medo de fracassar”.

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