O STF (Supremo Tribunal Federal) negou um pedido da defesa do ex-governador Beto Richa para suspender a ação penal relacionada à Operação Rádio Patrulha. O tucano contestava a troca do juiz responsável pelo andamento da ação penal.
Em junho, uma portaria do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) realocou juízes substitutos. Isso fez com que as ações contra Richa que tramitam na 9ª e na 13ª varas criminais deixassem de ser presididas por Fernando Fischer.
Agora é o juiz José Daniel Toaldo o responsável pelas ações decorrentes de operações como a Rádio Patrulha e a Quadro Negro.
Essa troca de juízes motivou a defesa do ex-governador a procurar os tribunais superiores. As contestações no STJ e no STF não resultaram em alterações.
Em pedido recente endereçado ao ministro Gilmar Mendes, os advogados de Beto Richa solicitavam a suspensão do andamento da ação penal relacionada à Operação Rádio Patrulha, que apura o pagamento de propinas em meio a um programa para obras de infraestrutura em estradas rurais.
Em despacho da última semana (8), Gilmar Mendes defendeu o remanejamento dos juízes do Tribunal de Justiça, observando que a troca “se deu de forma objetiva, por critérios de volume de trabalho e antiguidade”. O ministro do STF argumentou, ainda, que as mudanças foram abrangentes e não tinham relação direta com a situação de Beto Richa. A ação penal em questão já está parada e deve ser retomada após a defesa do ex-governador acessar a íntegra das delações que o imputam crimes. Procurada pela reportagem, o advogado que representa Beto Richa “não estaria disponível” para comentar a decisão.