Na última década, a Somália não processou nem encontrou culpados pelos assassinatos de 25 jornalistas, o que coloca o país africano no primeiro lugar entre as nações que menos punem quem mata profissionais de imprensa.
O Brasil, com 15 casos não solucionados, aparece em nono lugar de uma lista de 13 países.
O resultado está no levantamento Índice de Impunidade Global, divulgado nesta terça (29) pelo CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas), uma organização sem fins lucrativos baseada em Nova York que promove a liberdade de imprensa.
O Brasil aparece no índice pelo décimo ano consecutivo, porque o sistema judiciário do país é muito lento, argumenta a pesquisadora. Ela cita como exemplo os quase três anos decorridos entre o assassinato a tiros do radialista pernambucano Israel Gonçalves da Silva, em 2015, e a condenação dos culpados em 2018 -as penas dos três réus variaram entre 15 e 27 anos de prisão.
A boa notícia é que o Brasil está uma posição melhor em relação ao ranking de 2018, graças a juízes e promotores cada vez mais versados em questões de liberdade de imprensa, diz a pesquisadora, sem citar nomes.
A América Latina ainda aparece na lista com o México, considerado o país mais mortal do mundo para repórteres em 2019 -foram 12 assassinatos até agora, segundo a Comissão Nacional de Direitos Humanos local.