. Foto: Orlando Kissner/ANPr

Entra em operação nesta quinta-feira (9) o Alerta Geada, serviço que o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e o Simepar oferecem de maio a setembro com o objetivo de auxiliar os produtores a implantar medidas de proteção dos cafezais paranaenses. A edição deste ano é a 25ª e será lançada nesta quarta-feira (8) no Centro de Treinamento do Iapar, em Londrina.

O serviço informa gratuitamente a probabilidade de ocorrência de geada com antecedência de 48 e 24 horas. A previsão é feita por categoria de intensidade (fraca, moderada ou forte) para todas as regiões do Paraná. Textos e mapas temáticos são atualizados diariamente na página do Simeparwww.simepar.br.

O Alerta Geada é direcionado prioritariamente à proteção de lavouras com até dois anos de implantação. Ao receberem as mensagens em tempo hábil, os produtores podem adotar medidas de proteção das lavouras, evitando ou reduzindo perdas agrícolas.

Uma vez emitida a previsão do Simepar, a equipe de pesquisadores do Iapar interpreta as informações. Se houver aproximação de massas de ar frio com potencial de causar danos às lavouras de café, também é emitido um pré-alerta no aplicativo, por e-mail e SMS a extensionistas, técnicos e produtores cadastrados, além da divulgação para a imprensa e nas redes sociais. Caso persistam as condições para formação de geadas, um novo aviso, de ratificação, é expedido em até 24 horas antes da previsão de ocorrência do evento.

Além disso, durante o período de funcionamento do serviço, os pesquisadores acompanham as condições meteorológicas na região cafeeira do Estado e publicam diariamente um boletim informativo, que pode ser acessado nos endereços www.iapar.br,www.simepar.br, pelo telefone (43) 3391-4500 (custo de uma ligação para aparelho fixo) e, a partir deste ano, também pelo aplicativo Iapar Clima.

Segundo o coordenador de Operação do Simepar, meteorologista Marco Jusevicius, o inverno típico no Paraná apresenta pouca chuva e massas de ar frio a partir da segunda quinzena de maio. “As geadas são mais frequentes em junho e julho, quando as temperaturas médias ficam mais baixas”, afirma.