O setor de serviços ficou estável em maio, após alta de 0,5% no mês anterior, informou nesta sexta (12) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor de serviços cresceu 4,8%.
Maio foi o segundo mês do ano sem quedas, após um primeiro trimestre no vermelho. Quatro das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta, com destaque para os serviços de informação e comunicação (1,7%).
Houve avanços ainda em serviços profissionais, administrativos e complementares (0,7%), serviços prestados às famílias (0,5%) e outros serviços (2,6%).
A atividade que mantém maiores dificuldades para reagir é o de transportes, mais relacionado à atividade econômica. As atividades de transporte terrestre recuaram 0,6% em maio, na comparação com abril. Foi a quinta taxa negativa dos últimos seis meses.
“Isso está muito relacionado com queda da receita das empresas de transporte de carga, que está relacionado com o fluxo de mercadorias nas rodovias e que está relacionado com o o ritmo da produção industrial”, disse o economista do IBGE, Rodrigo Lobo.
O setor de armazenagem também vem sendo impactado pela crise. Ficou estável em maio, mas acumula queda de 3,4%. O setor de transporte representa 30% do indicador de atividades do setor de serviços no país.
Nos cinco primeiros meses do ano, o setor de serviços acumula alta de 1,4%.
Em maio, o índice de atividades turísticas teve alta de 1,6%, após recuo de 1,3% em abril. Na comparação com o mesmo mês de 2018, os serviços de turismo cresceram 5,1%, impulsionados pelos segmentos de locação de automóveis e hotéis.
O primeiro pode estar sendo impulsionado pela procura de automóveis de aluguel por motoristas de aplicativos.