Sem apoio do Brasil, candidato dos EUA é eleito para Banco Mundial

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Sem o apoio do Brasil, o Banco Mundial escolheu nesta segunda-feira seu novo presidente, o americano de origem sul-coreana Jim Yong Kim. Ele começará seu mandato de cinco anos no dia 1º de julho próximo.

Como de praxe, a indicação americana levou a instituição, confirmando a regra de que um americano lidera o Banco Mundial e um europeu, o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Mas analistas ouvidos pela BBC afirmam que, apesar de representar o status quo, Jim Yong Kim possa levar o banco em outra direção – talvez parafraseando o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, para quem “o Banco Mundial não é para ajudar país rico, é para ajudar país pobre”.

Jim Yong Kim, 52, é um expoente na área da saúde principalmente em países em pobres, emergentes ou em desenvolvimento.

Foi diretor do Departamento de HIV/Aids da Organização Mundial da Saúde e é fundador da organização Partners in Health, que trabalha em prol da saúde de pessoas carentes em países das Américas, África e Ásia.

Nascido em Seul, ele se mudou para os EUA aos cinco anos com os pais, uma família de intelectuais. Seu pai era professor de Odontologia na Universidade de Iowa, onde sua mãe obteve doutorado em Filosofia.

Jim Yong Kim se tornou presidente do prestigiado Dartmouth College,em New Hampshire, em 2009.

Para Sabina Dewan, diretora de Globalização do centro de estudos liberal Center for American Progress, a escolha de um especialista em desenvolvimento “parece interessante”.