Luiz Henrique Dividino: senhor do Litoral

Até o começo da tarde desta segunda, 1, reinava silêncio quase absoluto sobre os resultados da reunião do secretário de Segurança Pública, coronel Carbonell, com os 11 membros da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa.

O secretário entrou mudo, saiu absolutamente calado. O ‘nada a declarar’ pode até ter sido ouvido por um ou outro deputado de ouvidos mais apurados.

Constituída fundamentalmente de ex-policiais, presidida pelo deputado coronel Lee (PMEP), a Comissão manteve sigilo obre os trabalhos, até o encerramento desta coluna/blog.

DIVIDINO NA BERLINDA

O que vazou, no entanto, vazou a partir de fontes responsáveis, que garantem que o secretário explicou sobre as amplas e irrestritas investigações que a Segurança está fazendo nos portos de Paranaguá em Antonina. Tudo para apurar – é o que se diz -, uma suposta sequência de irregularidades que lá teriam ocorrido, sob a batuta do antigo diretor Luiz Henrique Dividino, em administrações anteriores, como as de Roberto Requião e Beto Richa.

DONO DO LITORAL

Para quem conhece a vida do Litoral, sabe que Dividino mantém-se como “senhor absoluto” daquela região, tendo a máquina e o caixa dos portos nas mãos. E tendo também o controle da maioria dos partidos que concorrem às eleições na orla.

Por anos seguidos Dividino dava a benção ou vetava quem tivesse negócios a realizar ou empregos a conquistar em todo a região, asseguram fontes.

Porto de Paranaguá

DESTAQUE

Primeira vítima da ‘Inquisição’ na Prefeitura

Rafael Greca: primeira vítima da fúria de Waldomiro

Um segurança de Rafael Waldomiro Greca de Macedo, ao que me consta originário da Guarda Municipal, foi a primeira vítima da “caça às bruxas” decretada pelo “Tribunal da Inquisição da Prefeitura”, depois que alguns jornalistas desnudaram quanto está custando ao erário o “investimento” do alcaide num grupo de jovens donos de cargos comissionados milionários.

VAZAMENTOS

Na verdade, a demissão – é apenas a primeira – ocorreu porque o pobre homem foi acusado de ter “deixado vazar detalhes” da operação de guerra decretada pelo alcaide: o segurança, segundo a lógica de Rafael, “seria um dos poucos a conhecer” sua disposição de vingança.

Ora, pois, pois: condena-se por suspeita.

O alcaide e seu séquito de velhas raposas – a começar pela “aranha marrom” – deveriam, isto sim, olhar melhor seu entorno. Gente, por exemplo, como aqueles que me mostram a grande irregularidade que foi o emprego comissionado dado ao pai de Navarro – seu Ataíde -, numa explícita nomeação de nepotismo, que durou de 2017 a meados de 2018…

Ou será que o pai de Lucas foi simplesmente removido “para outra folha de pagamento?”, como indaga um vereador disposto a ir a fundo no assunto.

UTILIDADE DO AUTO?

Essa investigação do vereador, se consumada, deverá ser bem mais útil para Curitiba do que a Câmara, em peso, assistindo o Auto escrito por Greca e encenado numa rua da Cidadania.

Essa “operação”, como noticiado, seria centrada numa expedição punitiva física a este jornalista, especialmente porque coluna (além de ter desnudado as proteções dadas a Lucas Navarro, 28), insiste em a ser crítica à Prefeitura.

Ou será que mais desagradou ao alcaide foi a revelação dos entreveros entre Felipe e Lucas Navarro, que disputam as preferências de Waldomiro até no prédio onde Greca mora?


Enfermeiras do Canadá e Portugal visitam hospital

Na sexta-feira, (29/03), o Hospital Santa Cruz, de Curitiba (PR), recebeu uma equipe de enfermeiras do Canadá e de Portugal. A visita técnica fazia parte da programação do encontro “Estratégias de Integração em Rede: contribuições da enfermagem”, evento internacional promovido pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

UNIVERSIDADE LAVAL

A gerente assistencial do Hospital Santa Cruz, Mariane Cavalheiro, apresentou as iniciativas e experiências da equipe de enfermagem para as professoras doutoras Judith Lapierre, da Universidade Laval, no Canadá, Paula Encarnação, da Universidade do Minho, de Portugal, e Tatiane Herreira Trigueiro e Laís Theis, da UFPR, em Curitiba. Durante a visita, a comitiva teve a oportunidade de conhecer todo o processo assistencial empregado no hospital, única instituição privada de saúde a ser visitada no Brasil.

MODELO DE ENFERMAGEM

Conforme destacou Mariane, o modelo de enfermagem do Hospital Santa Cruz foi recentemente reformulado para proporcionar ainda mais segurança, tanto ao profissional quanto ao paciente. Com essas mudanças, baseadas em raciocínio diagnóstico e capacitação continuada, o trabalho da assistência ganhou força dentro do sistema integrado, contribuindo ainda mais para a construção de abordagens terapêuticas cada vez mais efetivas para o paciente.


DOS LEITORES (1)

Blog de Dotti e o Circo

Mário Petrelli

Querido amigo Murá,

Parabéns pela última Newsletter de março, divulgando o Blog do René, lembrando a história do Circo, nos idos de 1950. Não sei se você chegou a pegar o início na Praça Carlos Gomes.

Parabéns pela ideia.

Forte abraço,

MÁRIO PETRELLI, empresário, fundador da RIC, Florianópolis

 

NB: Grato pelas palavras de estímulo do grande Petrelli, que será um dos Porta-Vozes do Paraná, que receberão homenagem e diploma, em agosto, no lançamento do volume 11 de meu livro Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses. (AMGH)


DOS LEITORES (2)

Cutucando a ferida do alcaide e Navarro

Prefeitura de Curitiba

Não acreditaria, mas a prova está aí mesmo, conforme sua coluna publicou, mostrando o holerite de Lucas de Souza Navarro: o moço, sem concurso e nem uma habilidade maior, que ganhou as graças do prefeito Rafael Waldomiro Greca de Macedo e recebe um salário mensal de R$ 15.025,8 mensais. Enquanto isso um médico, ganha menos de R$ 5 mil para cuidar da população do SUS… Viva o alcaide e seu tempo na Prefeitura de Curitiba. Uma administração marcada especialmente pela eleição de alguns preferidos. Preferidos mantidos às nossas custas. E a cidade com tantas carências a começar pela população favelada, que deve andar em torno de 10% da população da cidade.

ANTONIETA DA LUZ WEISS, Curitiba


DOS LEITORES (3)

Cecília Helm retifica informação

Cecília Maria Vieira Helm

Há uma correção a fazer no noticiado por seu blog no final de semana:

Célia, a índia citada, reside em São Jerônimo da Serra. Sempre trabalhou em Educação Bilíngue. Orientou a Funai que todas as Escolas nas Terras Indígenas devem ter monitores bilíngues que ensinam os alunos no primeiro ano na língua deles, se alfabetizam em Kaingang. Depois no segundo ano o programa é dado em português.

Ela foi pioneira em lutar pela Educação bilíngue implantada hoje em todas as aldeias.

Célia não é de Mangueirinha, como foi escrito.

CECÍLIA MARIA VIEIRA HELM, antropóloga, Curitiba. 🙏🙏

 

 

 


Mandato seguro de Flávio Arns

Flávio Arns

O advogado e especialista maior paranaense em Direito Eleitoral, o ex-juiz Olivar Coneglian, é dos que garantem: “Nada há que possa abalar o mandato do senador Flávio Arns”.

Derrotado em sua postulação de permanecer no Senado, Roberto Requião insiste que Arns estaria inelegível na hora em que inscreveu seu nome às eleições. Tudo por conta de um débito de R$ 10 mil de uma pequena prefeitura, a de Honório Serpa (região de Pato Branco), que não prestara contas por verba destinada ao transporte escolar estadual. O que depois ocorreu, com juros e correção.

Olivar Coneglian

Ocorre que o próprio Tribunal de Contas do Estado, que fez a primeira “denúncia” voltou atrás pelo seu pleno, dizendo que Arns nada deve ao TCE. Até porque o assunto, antes, deveria ter ido para a justiça eleitoral.

A matéria, de qualquer forma – como todas as da mesma natureza – foi para o TSE onde, garante Coneglian, ‘o senador Arns será plenamente vitorioso’.

 

 

 


OpusMúltipla na campanha da Fundação Pró-Renal

OpusMúltipla lança Campanha para a Pró-Renal

Na quinta-feira, 28 de março, a Fundação Pró-Renal reuniu funcionários, voluntários, apoiadores, pacientes e ex-pacientes para gravar um vídeo da campanha comemorativa de 35 anos da Fundação Pró-Renal, idealizada pela OpusMúltipla, empresa do Grupo OM Comunicação, com o apoio da Milk Films e do fotógrafo Gus Benke.

MÃO POR MÃO

Além das gravações, o encontro teve a apresentação da campanha institucional e os convidados pintaram as mãos com tintas coloridas e “carimbaram” em um painel, com o objetivo de mostrar ao público que com a ajuda de todos, mão por mão, foi possível realizar o trabalho da entidade ao longo de todos estes anos, sendo referência no tratamento de doenças renais crônicas no país.


Vá conhecer no MAC a vida e obra de Adalice

Adalice Araujjo e seu acervo
Adalice Araujo: pesquisadora e crítica de arte

Por Jacinda Caron, professora da UFPR

A sala de casa lotada de documentos, a seriedade com a qual levava o seu trabalho e a generosidade com os artistas são algumas das lembranças recorrentes de quem conviveu com a crítica de arte, professora, pesquisadora, historiadora e poeta Adalice Araújo (1931-2012), considerada o principal nome na análise da arte paranaense. Em homenagem à sua trajetória, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR) e a Secretaria de Estado da Cultura apresentam a exposição “História sem fim: o pensamento revolucionário de Adalice Araújo”, que será inaugurada no sábado (30), às 11 horas, no hall da secretaria.

CURADORIA

Com a mostra, que tem curadoria da diretora do MAC-PR, Ana Rocha, e pesquisa do Setor de Pesquisa e Documentação, o museu inicia as celebrações aos seus 50 anos, comemorados em março de 2020. A instituição lança ainda a sua nova logo, outra ação comemorativa rumo ao seu meio século de arte.

SALA ADALICE

O evento marcará também a abertura da sala homônima à crítica de arte, administrada pelo MAC-PR e pela Coordenação do Sistema Estadual de Museus (Cosem). A Sala Adalice Araújo, na Secretaria da Cultura, será dedicada exclusivamente a artistas paranaenses.

MOSTRA

“História sem fim: o pensamento revolucionário de Adalice Araújo” retrata parte da trajetória da artista e pesquisadora, apresentando o seu trabalho crítico jornalístico, iniciado em 1969, no Diário do Paraná, com a coluna Artes Visuais — publicada também em parte dos anos 1970 e 1990 na Gazeta do Povo, por meio de obras de mulheres artistas que estão no acervo do MAC-PR, e sobre as quais Adalice escreveu. São elas: Eliane Prolik, Guita Soifer, Dulce Osinski, Juliane Fuganti, Leila Pugnaloni, Letícia Marquez e Ida Hannemann de Campos, falecida no começo de março.

Cronologia, fotografias de Adalice, sua atuação como diretora do MAC-PR (entre 1987 e 1988), um compilado de suas críticas em jornais, publicadas entre 1968 e 1994, e informações sobre a elaboração de sua obra máxima, o “Dicionário das Artes Plásticas do Paraná”, também farão parte da mostra.

PARA ENTENDÊ-LA

Os visitantes poderão entender ainda mais o universo de Adalice na Praça de Leitura, espaço no hall da Secretaria da Cultura que terá vários textos impressos para que os espectadores possam fazer as leituras tranquilamente. A curadora Ana Rocha também fez questão de incluir textos de Adalice sobre outros temas, como literatura, patrimônio e arquitetura. “A ideia é mostrar a amplitude de sua atuação como crítica”, salienta.

DESCENTRALIZAÇÃO DA ARTE

– Ana Rocha destaca que Adalice fez um “esforço hercúleo” para descentralizar a produção artística — crítica valorizou e deu espaço aos artistas que, em alguma medida, se sentiam excluídos por estarem fora do eixo Rio-São Paulo. Esse papel também é relembrado por Juliane Fuganti.

“A gente deve muito a ela como uma incentivadora ao Paraná”, disse artista.

VIDA E OBRA

– Nascida em Ponta Grossa em uma família de ervateiros, Adalice Araújo iniciou a sua formação artística nos anos 1950, no curso superior de Pintura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap). Logo na sequência, seguiu para uma especialização na Itália. De volta ao Brasil, criou e presidiu o Círculo de Artes Plásticas do Paraná, com ateliê coletivo no subsolo da Biblioteca Pública do Paraná, onde começaram artistas como Helena Wong e Antonio Arney.

Na década seguinte, estudou outras técnicas, como Gravura, Xilogravura, Desenho e Crítica Teatral. Em 1969, iniciou sua carreira jornalística no Diário do Paraná com a coluna Artes Visuais, também publicada no jornal Gazeta do Povo entre 1974-1976 e 1978-1994. Em 1971, passou a integrar a Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA).

Foi professora no Departamento de Filosofia, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Dirigiu o MAC-PR entre 1987 e 1988 e desenvolveu projeto de descentralização do 44º Salão Paranaense. Em 2003, recebeu o Prêmio Mário de Andrade da ABCA e, em 2006, publicou o Volume 1 do Dicionário das Artes Plásticas do Paraná (verbetes de A e C) — o segundo, de D a K, foi publicado postumamente. Faleceu em 8 de outubro de 2012, em Curitiba.

SERVIÇO:

30 de março (sábado), às 11h

Período expositivo: até 1º de junho de 2019 Entrada gratuita Hall da Secretaria de Estado da Cultura Rua Ébano Pereira, 240 – Centro – Curitiba

Visitação: de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, e aos sábados, das 9h às 13h


DATAS:

De Mari: Cavalheiro, bom pintor, “Dândi” também

A morte de Mário De Maria surpreendeu muitos os que o conheciam e o consideravam uma fortaleza física e mental.

Mário De Mari: empreendedor e artista plástico

Morreu na quarta, 27, aos 96 anos, ainda muito lúcido.

O engenheiro foi um dos curitibanos mais influentes nos anos 1960/80, quando seu nome era associado a grandes empreendimentos empresariais, tempos em que também presidiu a FIEP.

A cidade foi-se verticalizando a partir de muitas construções de De Mari.

VELHA AMIGA

Para uma velha amiga de De Mari, que ouvi, guardando anonimato, como ela me pediu, “ele sempre foi um cavalheiro. Pode-se dizer que foi um dândi. Arrebatou muitos corações femininos”.

Tanto quanto um gentleman, e peça essencial na chamada alta sociedade curitibana daqueles dias, Mário De Mari foi, aos poucos, revelando sua alma de artista plástico bem qualificado. Seus óleos comprovam talento que o fez muito mais do que um “pintor de domingo”, aquele que faz arte por puro diletantismo.

Adalice Araújo não foi econômica em apreciar a obra de Mário De Mari.

VIOLÊNCIA DA TERRA

Nos dias em que o ouvi para meu livro Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses, ele se mantinha muito vigilante com relação ao derredor.

Tomás Barreiros, que levantou os primeiros passos do engenheiro para compor seu perfil, teve dificuldades para ser admitido na casa dele; e Mário veio à minha casa cercado de reservas, muitas precauções. Tudo por conta de uma violência sem fim: fora vítima de ladrões, que invadiram sua casa, agrediram-no, ameaçaram-no, para roubar.

Como decorrência do roubo e da violência, o engenheiro não carregava dinheiro nem cartões de crédito ou débito.

Por fim, deu uma substantiva entrevista histórica


OPINIÃO DE VALOR

Olavo de Carvalho

Por Antenor Demeterco Junior (*)

Olavo de Carvalho

O jornalista Felipe Moura Brasil preparou a série de artigos já publicados na imprensa do filósofo, hoje morador de Richmond – USA, que resultaram no livro “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”.

Traçar as linhas fundamentais do pensamento olaviano não é fácil através de artigos isolados de autoria do mesmo.

Percebo que duas diretrizes acusatórias avultam dos diversos textos esparsos: As alegadas ligações da esquerda com o tráfico de drogas, especialmente na América latina, e o encaminhamento planeado da sociedade para novos valores (ou falta de valores) espalhados por um hipotético e futuro “governo mundial”, ou “governo global”, ou “Estado mundial” ou “leviatã planetário”.

FIDEL CASTRO

O falecido Fidel Castro é suspeitíssimo, pois em 1970 já estaria a autorizar aviões de narcotraficantes atravessarem o espaço aéreo cubano (cf.p.289).

O ditador cubano já foi acusado de intervir militarmente em Angola com tropas sustentadas pelo tráfico, o que resultou no fuzilamento do general Arnaldo Ochoa (1930-1989), como satisfação para a opinião pública mundial.

A partir dos 1950 a hoje extinta URSS teria começado a treinar agentes para se infiltrarem nas então incipientes redes de tráfico de drogas, especialmente na América Latina (cf.p.525).

NO FORO SÃO PAULO

George Soros

Esta teria sido a origem das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC, exército de narcotraficantes com receptividade no Foro de São Paulo, apogeu do esquerdismo de governos latino-americanos, onde contatos com “quadrilhas de narcotraficantes brasileiros – especialmente do PCC” eram estabelecidos (cf.p.527).

GOVERNO MUNDIAL

O futuro governo mundial a que se refere Olavo teria seu caminho pavimentado pela “complexidade crescente da administração pública” o que faz com que decisões fundamentais escapem de discussões parlamentares, diluindo soberanias nacionais, transferindo a autoridade dos Estados para organismos internacionais; pela progressiva concentração dos meios de comunicação nas mãos de “um reduzido número de grandes grupos econômicos íntimos do poder estatal” (verdadeiras agências de engenharia comportamental e controle político); e, finalmente, a queda da URSS desorientou as massas de militantes por toda a parte, que teriam sido cooptadas para servir subsidiadas pela elite financeira.

MÉTODO GRAMSCI

A metodologia para conquista do poder seria a do comunista Antonio Gramsci (1891-1937), ou seja, primeiro a captação da sociedade via insuflação de ideias.

Olavo de Carvalho tem uma bagagem intelectual invejável que atua como uma lâmina afiadíssima, decepando posicionamentos ideológicos assentados, em especial à esquerda.

Antenor Demeterco Junior

O miliardário George Soros é acusado de ser o maior financiador da campanha pela liberação das drogas, de financiador de organizações pró-terroristas e desarmamentistas, e de ser aspirante a “presidente informal do mundo” (cf.p.535).

DIFÍCIL CONTESTAR

Olavo se faz merecedor de contestações por quem divergir dele, não há como simplesmente ignorá-lo ou maldizê-lo.

E, convenhamos, não é fácil contestá-lo e submeter-se uma saraivada de argumentos cuidadosamente selecionados, e a ofensas pessoais com palavras pouco recomendáveis para um intelectual de seu porte.

(*) ANTENOR DEMETERCO JUNIOR, advogado, desembargador aposentado do TJ-PR, especialista em História do Século 20.


ESTILO DE VIDA

Aprenda a ser seu próprio coach

Elevando sua autoestima

Você é responsável por si mesmo e pode melhorar sua autoestima

Javier Fiz Pérez | Aleteia

Homens e mulheres enfrentam situações que os fazem sentir inseguros, que atacam a autoestima. Na vida de cada pessoa intervêm fatores sociológicos, psicológicos e emocionais, o que cria um sistema de crenças que se transformam em comportamentos.

Se, desde o começo da vida, alguém plantou a insegurança pessoal, a desconfiança de si mesmo e a baixa autoestima, esta perspectiva tenderá a aparecer ao longo da vida da pessoa.

Porém, a boa notícia é que não importa quanto tempo a pessoa tenha vivido com essa insegurança, pois isso, felizmente, tem solução.

BAIXA AUTOESTIMA: COMO ISSO TE AFETA?

A baixa autoestima pode mudar a conduta das pessoas, pois, ao duvidar de seu próprio valor, cria-se um círculo vicioso, do qual é difícil sair. Você saberá se tem a autoestima baixa se:

  • você se sentir inferior aos outros;
  • nunca termina o que começa e se desmotiva com facilidade;
  • evita qualquer situação na qual pode fracassar;
  • coloca a culpa nos erros do passado;
  • não acredita que haja algo especial em você;
  • não se sente atrativo (a);
  • evita se relacionar com os outros;
  • não expressa suas ideias e opiniões;
  • sente ansiedade e tristeza profunda;
  • é perfeccionista não valoriza o que você faz;
  • é difícil para você tomar decisões.

ALGUNS CONSELHOS PARA ELEVAR A AUTOESTIMA

Você é responsável por si mesmo e pode melhorar a sua autoestima, colocando em prática uma série de estratégias:

  1. Encontre a origem de sua baixa autoestima.

Os problemas de autoestima costumam se desenvolver durante a infância e suas causas podem ser as mais variadas. O principal inimigo de nossa autoestima é, simplesmente, não fazermos nada para melhorá-la. A autoestima não depende do que você consegue, mas das tentativas. Somente enfrentando os medos é que você poderá romper este círculo vicioso.

  1. Substitua seus objetivos por valores.

Os valores são nossa definição mais fundamental. Eles apontam a direção quando acreditamos que estamos perdidos, e nos dão energia para continuar lutando. Toda vez que você tiver que enfrentar um desafio, pegue sua lista de valores, escolha um e, durante alguns minutos, lembre por que ele é importante para você. Isso aumentará a sua autoestima e vai te proteger da ansiedade.

  1. Identifique suas verdadeiras forças.

Além de seus valores, para construir sua autoestima, você precisa se convencer de que há algo bom em você. Para encontrar suas forças, pense em cinco coisas boas que você conseguiu na sua vida. Depois, lembre-se de quais características pessoais positivas foram necessárias para atingir cada uma delas. Essas são as suas forças.

  1. Transforme seus pensamentos negativos em respostas racionais.

Agora, você já tem um conjunto de valores e fortalezas para começar a acreditar mais em você. Mas nossas experiências do passado continuam impactando nossas vidas. Em pessoas com autoestima elevada, esta voz interior costuma ser amável e reconfortante.

O problema é que essa voz interior, muitas vezes, é irracional. Tratar isso é um bom meio para administrar a ansiedade e a insegurança. Crie o hábito de identificar e questionar seus pensamentos negativos e, assim, você começará a amenizar os efeitos deles sobre você.

  1. Perdoe-se

A autocompaixão consiste em se tratar com a mesma empatia com que você trataria um amigo querido. Significa ser compreensivo com você mesmo, em vez de fazer autocríticas e julgamentos. Aprenda a se acalmar e tentar de novo, em vez de se castigar toda vez que você comete um erro.

Enfim, para reprogramar a sua mente e criar essa personalidade que você deseja, é preciso vencer etapas, o que vai te ajudar a construir padrões de pensamento típicos de uma personalidade forte e de sucesso.


AÇÕES DE GOVERNO

Copel se prepara para relicitação da usina Foz do Areia

Copel se prepara para relicitação da usina Foz do Areia. (Foto: Arquivo/Copel)

A concessão do principal ativo da companhia se encerra em 2023 e a outorga mínima do leilão deve girar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.

A Copel prepara uma reserva de caixa para a relicitação da usina hidrelétrica Foz do Areia (Governador Bento Munhoz da Rocha Netto), principal ativo da companhia. A concessão se encerra em 2023 e a outorga mínima do leilão deve girar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões. Com 1.667 megawatts (MW) de potência, a hidrelétrica localizada na cidade de Pinhão (centro-sul do Paraná) representa um terço de toda capacidade instalada da Copel.

A barragem foi a primeira a ser construída no Brasil e a maior do mundo no gênero na época (1980), com 160 metros de altura e 828 metros de comprimento. Sua construção provocou a desativação da Usina Salto Grande do Iguaçu (1967 a 1979), primeiro aproveitamento energético do rio Iguaçu com 15,2 MW.

De acordo com o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, a preparação para a relicitação encontra respaldo no novo direcionamento da Copel, de concentrar esforços para gerar, transmitir, distribuir e comercializar energia, que compõem a base de sua operação comercial, e aumentar os investimentos no Paraná. Esses compromissos foram direcionados pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior ao novo gestor da empresa.

OLHO NO FUTURO

A Copel encerra neste primeiro semestre um ciclo de investimentos iniciado nos anos anteriores e prevê geração adicional de caixa de até R$ 450 milhões, recursos que vão reduzir o endividamento e serão retidos em caixa para a relicitação de Foz do Areia.

A companhia programa investimentos de R$ 1,99 bilhão em 2019, 23% a menos que em 2018. Desse total, R$ 1,359 bilhão vão para a operação, sendo R$ 836 milhões para distribuição, R$ 233 milhões para geração e R$ 290 milhões para a Copel Telecom.

O investimento em distribuição de energia para 2019 será histórico. “Com a transformação por que passa o segmento de distribuição na atualidade, o investimento em inovação é vital, voltado à construção da infraestrutura das futuras cidades inteligentes”, afirmou o presidente da Copel.

Também estão preparados investimentos de R$ 292 milhões em obras de distribuição de energia no Sudoeste do Paraná, R$ 163 milhões para o programa Mais Clic Rural, R$ 297 milhões para obras de melhorias, expansão e manutenção nas redes de média tensão e R$ 196 milhões na linha de transmissão Curitiba Leste-Blumenau.

A empresa ainda se programa para os leilões de geração de energia A-4 e A-6, que fazem parte de um cronograma do Ministério de Minas e Energia (MME) e devem acontecer em junho e setembro.

No braço de distribuição, a prioridade da Copel é zerar a diferença entre o Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) realizado e o regulatório. Em 2018 a companhia realizou um Ebitda de R$ 800 milhões, 23% abaixo do regulatório, de R$ 1,043 milhão. Em 2016, a diferença foi de 86%.

O Ebitda é o retorno que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) calcula para a distribuidora na revisão tarifária. Quando fica abaixo do valor determinado, significa que o retorno está menor do que poderia ser.