O terceiro-sargento do Centro de Inteligência do Comando da Aeronáutica, Idalberto Martins de Araújo voltou a negar nesta quinta-feira.

O terceiro-sargento do Centro de Inteligência do Comando da Aeronáutica, Idalberto Martins de Araújo voltou a negar nesta quinta-feira, na Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Clandestinas da Câmara (CPI dos grampos), que tenha participado formalmente da Operação Satiagraha da Polícia Federal. A afirmação contradiz o que foi declarado pelo delegado federal Protógenes Queiroz, que comandou a operação, ao Ministério Público.

Araújo disse que sua participação se resumiu à indicação do ex-agente do extinto Serviço Nacional de Inteligência (SNI) Francisco Ambrósio, a pedido de Protógenes. Segundo o sargento, o delegado pediu que ele indicasse um agente de inteligência aposentado para ajudá-lo na operação. "Quero reafirmar que a Aeronáutica não participou da Operação Satiagraha. O delegado Protógenes, em nenhum momento, me pediu para elaborar qualquer documento formal sobre a operação", disse Araújo.

O sargento disse ser amigo de Protógenes e não entendeu por que o delegado disse ao MP que ele teria participado da Satiagraha e que inclusive não teria sido remunerado porque recebia soldo da Aeronáutica. "Ele terá que explicar por que disse isso", assinalou Idalberto.