O convite para Fábio Wajngarten assumir a área de comunicação do governo Jair Bolsonaro teve o aval do ministro Paulo Guedes (Economia). Ele conheceu Wajngarten por meio de um velho amigo, Elie Horn, fundador da Cyrela, uma das maiores imobiliárias do País. Após criticar a comunicação do governo, Guedes recomendou Wajngarten enfaticamente a Bolsonaro, em reunião no Planalto.

O novo homem forte da comunicação tem entre seus talentos o de definir e avaliar a eficácia de ações de comunicação do governo. Fábio Wajngarten chega ao Planalto com ares de “salvador da pátria”, embora não o pretenda. Ao menos será alguém do ramo no lugar certo.

No governo, ontem, o adiamento da ida de Paulo Guedes à CCJ da Câmara já era atribuído a Wajngarten. Seria o “VDM” já em ação.

No Chile é crime

Enquanto o Brasil de Jair Bolsonaro discute se houve ou não golpe contra a democracia em 1964, o Chile debate um projeto de lei que pune com multas e até três anos de prisão quem negar os crimes cometidos pela ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados chilena aprovou o projeto em dezembro. Ainda não se sabe quando o texto será submetido a votação no plenário da Câmara e no Senado.

Caminhoneiros divididos

Líder dos caminhoneiros, Wallace Costa Landim, conhecido como Chorão, afirmou ontem que o congelamento no preço do diesel por períodos de 15 dias e o ‘cartão caminhoneiro’, anunciados pela Petrobrás, ainda não são suficientes para evitar uma greve da categoria. Apesar de pessoalmente não apoiar o movimento, Landim afirma haver de 15 a 20 grupos de articulação pela paralisação no WhatsApp. Eles fogem ao controle de lideranças sindicais com as quais o governo tem conversado.

Pontos de pressão

Segundo ele, a pressão parte, principalmente, de caminhoneiros de Minas Gerais. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte estão entre os que já sinalizaram que não aprovam paralisação convocada para sábado, 30.

Rocha Loures e Temer

O Ministério Público Federal no Distrito Federal reafirmou, nesta terça-feira (26), a denúncia contra o ex-presidente Michel Temer, no caso da mala transportada pelo ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, contendo o montante de R$ 500 mil. A ação foi apresentada inicialmente pela Procuradoria-Geral da República em 2017, quando o acusado era presidente da República. Com o fim do foro privilegiado de Temer, o processo foi remetido à primeira instância e tramita na 15.ª Vara Federal, em segredo de Justiça.

Lista de crimes

A acusação penal aponta o crime de corrupção passiva, pelo recebimento de vantagem indevida, ofertada por Joesley Batista e entregue pelo executivo da J&F Ricardo Saud. Segundo a denúncia oferecida à época, e reafirmada pelo procurador da República Carlos Henrique Martins Lima, os pagamentos poderiam chegar ao patamar de R$ 38 milhões ao longo de 9 meses.

Requião achincalhado

A temporada não é das melhores para Requião. Sem mandato, brigando para tirar o de Flávio Arns como ultima esperança de reassumir o Senado, ele coleciona outras derrotas, agora no Judiciário, onde acaba de perder mais uma. O juiz Victor Schmidt Figueira dos Santos, da 6.ª Vara Cível de Curitiba, absolveu seu detrator, o historiador e comentarista Marco Antonio Villa num programa da TV Cultura exibido em 2017, quando chamou Requião de “Maria Louca”, “contumaz praticante de crime contra o erário” e outros insultos que é melhor não reproduzir por respeito aos impúberes.

Perdeu mais uma

Villa ganhou, Requião não obteve indenização e ainda terá de pagar custas e honorários. Na sentença, o juiz diz que “não se vislumbra que o Requerido [Villa], dentro do presente contexto, tenha extrapolado a crítica jornalística, porquanto sua intervenção lastreou-se em elementos legítimos de convicção pessoal e com o objetivo de externalizar crítica a um acontecimento legislativo relevante.” Ora pois, imaginem como está o fígado de Requião.

Greca reduzir secretarias

Vivemos tempos difíceis. A exemplo do governador Ratinho Júnior (PSD), o prefeito Rafael Greca (PMN) também encaminhou à Câmara Municipal de Curitiba uma proposta de reforma administrativa que prevê a redução do número de secretarias e extinção de cargos comissionados. De acordo com o projeto, o número de Pastas seria reduzido de 18 para 13, com a extinção ou fusões de algumas delas.

Pela economia

Segundo a prefeitura, a proposta ajusta o modelo em curso na administração municipal que já teria garantido uma economia de R$ 3,2 milhões nos 27 meses da atual gestão. Estima-se que a economia no final dos 4 anos pode passar de R$ 5 milhões. Pela proposta, a fusão da Secretaria de Recursos Humanos e da Secretaria de Informação e Tecnologia com a Secretaria de Planejamento e Administração resultaria na Secretaria Municipal de Administração e de Gestão de Pessoal (SMAP).

Fusões

A Secretaria de Defesa Social e a Secretaria de Trânsito passariam a compor a Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito integrando, em uma só pasta, as políticas de proteção ao cidadão, prevenção ao uso indevido de drogas e gestão do trânsito. Caso aprovado o texto, serão incorporados ainda à Pasta o Departamento de Políticas sobre Drogas e o Gabinete de Gestão Integrada Municipal de Segurança Pública (GGI). Ela também será responsável pela coordenação geral de Proteção e Defesa Civil do Município de Curitiba e fará a gestão dos recursos e a ordenação das despesas do Fundo Municipal de Prevenção às Drogas e do Fundo Municipal de Defesa Civil.

Deputada do PT acusada

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) é acusada de desviar parte do salário de uma assessora parlamentar, que trabalhou em seu gabinete na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), no período de 2006 e 2007. A 1ª Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) aceitou a denúncia. Antes, o caso tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF), porém após a restrição do foro privilegiado o caso passou a ser analisado na primeira instância.

Nega, é obvio

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), de dezembro de 2017, a petista que na época era deputada distrital, ficou com parte do salário da assessora. Ainda de acordo com a denúncia, foi identificado com a quebra de sigilo bancário o repasse de R$ 14,9 mil para a conta bancária da deputada, assim como, para a conta de Aliar José Martins Vargas que era seu chefe de gabinete. A deputada nega a acusação e afirma que ela mesma vai fazer a defesa e “provar” sua inocência.

Petraglia anuncia banco

O Athlético Paranaense anunciou nessa terça-feira (dia 26 de março), data da comemoração dos 95 anos do clube, o novo patrocinador master, o Banco Renner. A empresa vai estampar a marca Digi+ no espaço central da camisa do clube.

Nova forma de negócio

“Vai muito além de um patrocínio comum. É uma nova forma de negócio que busca rentabilizar ambos os lados, ao mesmo tempo que oferece aos torcedores e ao público em geral uma conta completa, com diversos produtos e serviços financeiros. Tudo pode ser acessado a qualquer momento a partir do aplicativo de celular disponível para iOS e Android”, informou Mário Celso Petraglia. O clube explicou que terá uma plataforma financeira 100% digital, totalmente customizada com a identidade athleticana: Digi+Furacão – O Banco do Furacão.

 ‘Ele puxou o tapete’, diz Vélez

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou que as mudanças no aparelho administrativo do MEC têm sido pautadas por critérios administrativos. Em três semanas, 15 exonerações foram realizadas. Ele atribuiu a saída do presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, a uma reação à decisão de alterar unilateralmente medidas na área de educação básica. “Ele puxou o tapete. Mudou um acordo e não me consultou. Ele se alicerçou em pareceres técnicos que não foram debatidos”, disse.

Rebateu Rodrigues

Vélez rebateu a afirmação de Rodrigues de que reuniões não eram realizadas. “Isso não é verdade. Reuniões estão sendo feitas para alinhavar as políticas.” O ministro disse que as mudanças na equipe ocorrem para atender a exigências administrativas. “Mas as linhas mestras continuam. As Secretaria de Educação Básica, a Seres, já têm um enorme cabedal de trabalho”, disse. “A máquina administrativa está funcionando”.

Melhor avaliado

O site políticos.org faz mensalmente um ranking com a performance dos políticos brasileiros no Congresso Nacional e o deputado federal paranaense Paulo Martins (PSC) é o melhor colocado com 77 pontos, oitavo entre todos os integrantes. As informações são do Blog do Tupan. Na segunda colocação aparece Vermelho (PSD), na 14ª posição geral, com 63; seguindo de Hermes Parcianelo (MDB), na 23ª, com 53; Luizão Goulart (PRB), na 24ª, com 52 e Sargento Fahrur (PSD), na 25ª, com 51.

 

 

O ‘abacaxi’ da Previdência

O ministro da Economia, Paulo Guedes, desistiu de comparecer a uma audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara convocada para ouvi-lo sobre a proposta do governo de reforma da Previdência. Oficialmente, o ministro alegou que considerava “mais produtivo” esperar a escolha do relator do projeto. Na prática, o ministro declinou do convite porque a audiência certamente seria convertida num espetáculo dos adversários da reforma, estimulados pela franca desorganização da base governista – onde, aliás, se abrigam muitos dos que se opõem à proposta do governo.

 “Deixem 64 em 64!”

Janaina Paschoal deu um ótimo conselho a Jair Bolsonaro: “Ontem, fui muito criticada, em Plenário, em razão de ter defendido a necessidade de o Brasil virar a página. Sabendo que desagrado gregos e troianos, insisto: Deixem 64 em 64! Temos 2019 e diante para cuidar! Dilma ficou parada em 64 e deu no que deu! Agora, ao que parece, Bolsonaro também não consegue sair de 64 e as coisas não caminham bem. Percebam que eu nem estou entrando no mérito das convicções de cada qual. A meu ver, ambos têm uma visão distorcida, mas isso não importa! É preciso dar um passo adiante! Se o Governo e seus apoiadores não saírem de 64, não pararem de se pautar pelo que fez, falou e fala o pessoal do PT, o país estará fadado ao fracasso! Todos perderemos!

Derrota perigosa

A derrota que o Governo teve no Congresso, ontem, é perigosíssima! Não é possível que o Presidente não perceba que não dá para governar com a cabeça em 64! Podem atacar, podem xingar, podem dizer que estou criticando o Presidente, etc, etc, etc…”.

Apoio à reforma

Os deputados cujos líderes apoiam a reforma da Previdência (PR, SD, PPS, DEM, MDB, PRB, PSD, PTB, PP, PSDB, Patriotas, Pros e Podemos) somados são 291. O PSL de Bolsonaro tem 54. Total: 345.

 ‘Limpa’ não cessou

Após a primeira “limpa”, com a demissão de 150 apadrinhados de Renan Calheiros, José Sarney e Eunício Oliveira, todos do MDB, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deve exonerar outros aspones “de confiança”. Porque simplesmente não o são.

Na marca do pênalti

O secretário geral da mesa, Luiz Fernando Bandeira de Melo, deve dançar. É acusado de manobrar em favor de Renan, de quem é apadrinhado, na eleição do barulho para presidente do Senado.

Lesa-Pátria

O Ministério Público bem que poderia denunciar o ex-ministro Tarso Genro e o ex-presidente Lula por crime de lesa-Pátria, por acoitarem o homicida confesso Cesare Battisti no Brasil como “asilado político”.

 ‘Ativista’ é errado

Coleguinhas da imprensa a advogados de passeata deveriam pedir desculpas pelos anos de mentiras, referindo-se a Cesare Battisti como “ativista”, quando não passava de um terrorista homicida desprezível.

Já deu, Tite

Autor de expressões como “extremos desequilibrantes” e “performar com resultado”, que nada significam, o técnico Tite já mostrou que aperfeiçoou o embromation, mas não suas qualidades como treinador.

Acordo contra a corrupção

O ministro Wagner Rosário (CGU) assinou com o governo do Chile, nesta terça (26), um acordo de cooperação contra a corrupção para “prevenção, detecção e punição” de atos lesivos ao Estado.

Amigos à parte

Apesar de integrarem o bloco do PDT do candidato derrotado a presidente Ciro Gomes, os líderes do Pros e do Podemos anunciaram que apoiam a reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro.

Não existe

O ministro da Economia descobriu que parlamentar ofendido é tão raro quanto areia na praia.

Novo erro

Quando designa o ministro Paulo Guedes, da Economia, para conversar com dirigentes partidários em busca de votos para reforma da Previdência, Bolsonaro erra novamente. Primeiro, porque Guedes já tinha um calendário estabelecido por sua conta para essas reuniões; segundo, porque se os dirigentes de siglas resolverem cobrar emendas e nomeações do segundo escalão, o ministro não terá o que responder (não é sua área); e terceiro, mais uma vez, o presidente reforça sua distância de parlamentares (não quer muita intimidade). Onyx Lorenzoni fica preterido – e ameaça encostar o corpo.

 

Boas relações

Bolsonaro usa, nessa peregrinação a votos para a reforma da Previdência, seu “posto Ipiranga” porque ele tem boas relações com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (chegou a ajudá-lo em sua campanha de retorno ao comando da Casa). E Maia conhece bem a linguagem junto a dirigentes de partidos e parlamentares eleitos com essas siglas, que vem se sentindo “barrados no baile” e ameaçam devolver o tratamento nas urnas.

 

Tragédia anunciada

Para conseguir déficit fiscal primário de R$ 139 bilhões em 2019, o governo teve de cortar R$ 28,8 bilhões já no primeiro bimestre do ano, evidenciando, para muitos economistas, que o Brasil está numa estrada sem retorno. Os mais céticos repetem: “Salve-se quem puder!”.

 

Despreparo

Deputados reclamam do suposto “despreparo” das assessorias de Onyx Lorenzoni e Santos Cruz. Dizem que são tratados como se não fossem donos dos próprios votos na Câmara. E do líder do Governo, Major Victor Hugo, não suportam a incompetência.

 

Recomendação

Diplomatas mais lúcidos conseguiram convencer o chanceler Ernesto Araújo que se esforce junto ao presidente Bolsonaro para que não anuncie, em sua próxima viagem de dia 30 a Israel, a transferência da embaixada brasileira para Jerusalém. E ficam todos na torcida: ninguém garante, antecipadamente, o que o chefe do Governo vai fazer.

 

Peito aberto

A cantora Marília Mendonça, “rainha da sofrência”, está mais do que feliz com seus 20 quilos a menos. E mais feliz ainda com seu novo peito siliconado que, agora, vira e mexe, trata de exibi-lo, orgulhosa, através de generosos decotes.

 

Fora, Olavo!

Os bolsonaristas estão furiosos com o deputado Alexandre Frota, que acaba de aderir a hashtag #ForaOlavo. O ex-ator, que já teve rounds com ex-astrólogo de Richmond, está mais do que convencido: Olavo é um embuste.

 

Comemoração

Se o presidente não abrisse a boca, já seria de grande utilidade – e até os ministros militares estão convencidos disso. Os militares preparavam comemorações intramuros dos 55 anos da ditadura e não precisavam que o Chefe do Governo anunciasse essa alternativa. Os próprios militares acham que fica parecendo um tipo de provocação.

 

Números

Pra quem gosta de guardar números: em fevereiro de 2019, o BC carregava um estoque de dívida externa (pública e privada) de US$ 677 bilhões. No mesmo mês, o saldo de caixa em moedas estrangeiras em poder do mesmo BC era de US$ 378,4 bilhões. Ou seja: em fevereiro, o Banco Central tinha um saldo devedor em moedas estrangeiras correspondente a US$ 298,6 bilhões.

 

Bem cotado

Cândido Bracher Botelho, presidente do Itaú completa 62 anos em 2020, idade máxima para exercício da presidência e o jovem CEO do Itaú para América Latina, Ricardo Villela Marino anda cotado para substituí-lo (ele é filho de Milu Villela). Para quem não sabe: o maior acionista do banco não é o clã Setúbal, mas o dos Villela.

 

Mais dinheiro

Está em tramitação no Conselho Superior do Ministério Público Federal proposta que, se aprovada, aumentará o contracheque dos procuradores e subprocuradores da República. Ela prevê a criação de uma gratificação por exercício acumulativo de funções. Desde o ano passado, alguns MPs estaduais reivindicam a mesma medida e argumentam que a magistratura goza de prerrogativa similar.

 

Mais fotos

O Planalto resolveu distribuir fotos do presidente Bolsonaro, com faixa e tudo, não apenas para repartições do Executivo, como acontece historicamente. Mandou fazer quatro mil fotos, ao preço de R$ 3.840 (é tipo poster) e está enviando ao STF, STJ e outros tribunais. Quem quiser, que pendure. Não pendurarão: tradicionalmente, suas paredes são reservadas a fotos de presidentes que já passaram pelas cortes.

 

Missão religiosa

Bolsonaro não está muito preocupado com a reforma da Previdência: acha que “eleito por Deus”, a Providência cuidará de tudo. Ele está emparedado pelo Congresso: já mandou sete MPs, seis projetos de lei e uma proposta de emenda à Constituição e nenhuma teve andamento. Como deputado, apresentou 176 projetos e só conseguiu aprovar três. Sempre alegava “discriminação ideológica”. Agora, parece estar disposto a repetir a fórmula.

 

Prisões de balcão

Ainda este ano, o governo de São Paulo deverá ofertar à iniciativa privada dois dos 12 presídios em construção perto de Marília e outra na vizinhança da cidade de Pacaembu. A Umanizzare, que já administra seis presídios no Amazonas, é forte candidata ao negócio. A Umanizzare, para quem tem memória curta, foi palco de uma das maiores rebeliões do sistema carcerário em 2017 e 56 detentos morreram no Complexo Penitenciário Anisio Jobim, administrado pelo grupo.

 

Quase raspada

Há décadas, Xuxa Meneghel batalha contra queda de cabelos: é portadora de um tipo de doença que se manifesta por perda de cabelos, daí sempre ter usado peruca na TV e em seus shows. Agora, cortando quase com a máquina zero, chega mais perto da tranquilidade. Fio curtos, no geral, não desabam.

 

Prevenida

Com um antecessor e um sucessor que acaba de deixar a prisão, a ex-presidente Dilma Rousseff atravessa um período de grande preocupação. E há quem aposte que, prevenida, já teria uma malinha arrumada.

 

Novos tempos

Quem reapareceu no Senado, nesses dias, foi a ex-senadora Heloísa Helena (Rede-AL), para matar as saudades. Derrotada nas urnas, afastou-se até do trabalho na Universidade de Alagoas. E por enquanto, não faz plano algum. Seu partido não tem nenhuma expressão no Estado.

 

Só cafezinho

Os articuladores de Onyx Lorenzoni “só servem cafezinho e olhe lá”, ou seja, não tem poderes para nada. Parecem padecer dos mesmos problemas dos articuladores dos tempos de Dilma Rousseff: no caso dela, aliás, nem cafezinho era servido. Em São Paulo, durante muitos anos, ficou famoso o “cafezinho” servido nas reuniões de Geraldo Alckmin. Era batido o martelo em muitas questões que, contudo, jamais aconteciam. Esse pessoal, a propósito, lhe virou as costas nas últimas eleições.

 

Aposta

Eduardo Colombo, diretor comercial das Lojas Colombo, é o mais cotado para substituir o avô, o quase nonagenário Adelino Colombo, na presidência executiva da rede. A sucessão de Adelino, a propósito, não é um caminho fácil. Em janeiro do ano passado, sua filha Gisela assumiu a presidência e menos de seis meses depois deixou inesperadamente o cargo, que voltou para o seu pai.

 

Só na foto

A CPI de Brumadinho vai despachar grupo de deputados para a região do Alto de São Francisco, para averiguar o impacto da barragem da Vale. Os parlamentares serão escoltados por técnicos da Fundação Mata Atlântica. Não deverá acontecer nada de novo, mas todos aparecerão nas fotos e nas coberturas dos canais de televisão.

 

Exercício da fé

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que logo no início de sua administração anunciou que faria um pente-fino nos contratos de ONGs e visitas-surpresa nelas agora diz que fiscalizar o uso do dinheiro público pelas instituições é um exercício da fé. “Não tem maneira de você verificar o resultado, ou seja, é um exercício de fé. Você dá o dinheiro para ONG e reza para que ela esteja fazendo um bom serviço, não pode fazer isso. Nós estamos falando de dinheiro público, de um banco público de interesse da sociedade brasileira, o governo que está chancelando isso”.

 

Com tornozeleira

O Ministério Público Federal não gostou nem um pouco da decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região que mandou soltar o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e o coronel Lima. Mônica de Ré, que faz parte da Força Tarefa da Lava Jato da Procuradoria Regional da 2ª Região, vai pedir a manutenção da prisão preventiva ou a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica pelos três acusados.

 

Caindo fora

A crise na Venezuela está estragando os negócios da Gerdau. O grupo discute a suspensão das atividades na Siderúrgica del Zulia (Sizuca), sua controladora e pode encerra em definitivo sua operação lá. As perdas acumuladas de 2018 teriam chegado a US$ 50 milhões. A usina foi comprada em 2017 por US$ 90 milhões e hoje não vale metade. Por conta dos bloqueios de rodovias na Venezuela a interrupção de recebimento de minério de ferro, além de problemas no escoamento da produção, está inviabilizando o negócio.

 

Cabeça no lugar

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, nunca recuaria no apoio à reforma da Previdência, que é sua prioridade absoluta, mas depois dos recentes embates, sabe que seu papel, acabou sendo mais valorizado. Bolsonaro até acha que o papel de Rodrigo não é tão fundamental, mas Paulo Guedes tem certeza que, se Maia não estiver junto, a reforma acaba ficando na gaveta.

 

Nem pensar

O que poucos sabem e muitos nem imaginam: o presidente Bolsonaro, fã de Olavo de Carvalho em seus tempos de deputado, nunca chegou a ler os livros do ex-astrólogo e muito menos fazer um curso de filosofia online com ele. É um caso de fascínio impulsionado especialmente pelo filho Eduardo.

 

Olho na China

No ano passado, Bolsonaro visitou Taiwan, cuja autonomia não é reconhecida pela China, onde o então candidato à Presidência tratou de fazer suas habituais provocações. Na época, a embaixada chinesa no Brasil manifestou seu repudio à viagem. Agora, o Ministério das Relações Exteriores está tentando passar um pano nesse episódio a fim de não criar nenhum mal-estar na viagem de Bolsonaro a Pequim, prevista para o segundo semestre.

 

Impostos

Esta semana, o total pago em impostos por cidadãos brasileiros supera a marca de R$ 600 bilhões. E este ano deverá atingir a marca de R$ 1 trilhão, pela primeira vez, segundo as estimativas, antes do final de maio.

 

Superado

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro mostra mesmo que é diferente de outros ministros. Em um discurso no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, disse que o episódio com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, são águas passadas. “Nós temos um bom relacionamento. Houve algumas declarações ásperas, mas isso é absolutamente superável. Isso é normal. Como se diz: depois da tempestade, sempre vem a bonança. E há plenas condições de dialogar e construir junto uma agenda sob liderança do presidente Rodrigo Maia”.

Frases

“Segurança sempre foi a principal preocupação dos brasileiros, que há anos estão presos em suas próprias casas, reféns da bandidagem.”

‘Carlos Bolsonaro (PSC-RJ)