O jornalista Wilson Serra deixou o comando da área jornalística do grupo RPC, o mais poderoso conglomerado paranaense de Comunicação, composto de 8 emissoras de TV, cobrindo o Estado do Paraná, com a programação da Globo; é composto também pela Gazeta do Povo, Tribuna do Paraná e Jornal de Londrina, e emissoras de rádio.

Para o lugar de Serra foi a jornalista Luciana Marangoni.

Serra foi designado para compor o Conselho Consultivo da RPC.

Lembrando: Serra assumiu o comando da área jornalística da RPC no final dos 1990. Foi “enviado” do sistema Globo, depois de sucessivos desencontros entre Marcos Batista, antigo editor geral da RPC, e a direção nacional do complexo da família Marinho.

Hoje a RPC tem absoluta autonomia editorial, não mais dependendo do “aprovo” da Globo, para definir sua área jornalística.

O controle da RPC é absoluto das famílias Cunha Pereira (Ana Amélia Cunha Pereira Filizola e Guilherme Cunha Pereira) e Mariano Lemanski e irmãos.

A vinculação com a Globo é baseada na afiliação ao sistema, não mais tendo o grupo Marinho participação expressiva na organização paranaense, o que acontece desde 2002, quando os então dirigentes da RPC (Francisco Cunha Pereira e Edmundo Lemanski) compraram 90% da fatia da Globo na organização paranaense.

———————————————————————————————————————————————————

MARIA FERNANDA CÂNDIDO

 

A OpusMúltipla Ideias que Funcionam (empresa do Grupo OM Comunicação Integrada) assina a campanha “Casa de Cinema”, promoção da Móveis Campo Largo protagonizada pela atriz Maria Fernanda Cândido.

Ambientado em uma das lojas da rede e produzido pela Softcine, o filme mostra a atriz ensaiando sua fala antes de entrar em cena, apresentando as condições da promoção, que será apurada no dia 17 de maio, na sede da loja mega da rede, localizada em Santa Felicidade (Curitiba-PR). Além do filme (https://www.youtube.com/watch?v=W8m94OybhyA), a campanha terá spot em rádio, Youtube e enxoval de PDV.

———————————————————————————————————————————————————

BALÉ ABRE FESTIVAL

 

Começa nesta terça-feira (24) o 24º Festival de Teatro de Curitiba. Serão 13 dias de programação intensa e cerca de 400 espetáculos diversos. A Mostra 2015 reúne 29 produções, sendo sete estreias nacionais e quatro atrações internacionais. O Fringe, com dez Mostras Especiais, apresenta 393 espetáculos. Pela primeira vez, em 24 anos de história, o Balé Teatro Guaíra fará a abertura do Festival de Teatro de Curitiba com o espetáculo Cinderela, montado em comemoração aos 45 anos da companhia. O espetáculo de dança contemporânea terá apresentação fechada para convidados nesta terça e uma apresentação aberta ao público amanhã, quarta-feira (25).

———————————————————————————————————————————————————

GRANATO, GRANDE MÉDICO

 

Emílio Granato: exemplar

No domingo a 29 de março o Laboratório Frischmann Aisengart está em festa.

Isso porque Emilio Salvador Granato, responsável técnico e pelo Canal do Médico do Laboratório, completa 80 anos. “Orgulha-nos ter como líder da nossa equipe um dos mais respeitados patologistas clínicos do Sul do Brasil, acadêmico honorário da Academia Paranaense de Medicina”, enaltece Milton Zymberg, diretor do Laboratório.

A história de Granato no Frischmann Aisengart começou em 1963, quando conheceu o casal de médicos Oscar e Fani Frischmann Aisengart, fundadores do Laboratório. Na época, ficou incumbido de cuidar da área de Hematologia. Em 1978 foi convidado para ser sócio da empresa. “Hoje sou responsável técnico pelo Laboratório e pelo Canal do Médico, comemoro mais de 50 anos de formação em Medicina, além dos 32 anos de carreira como professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), 37 anos como médico da Reitoria da UFPR e mais de 50 anos dedicados ao Frischmann Aisengart”, celebra.

GRANATO (2)

De origem simples, quando se formou em Medicina pela Universidade Federal do Paraná, ainda não existia a prática da residência médica. A solução encontrada pelo jovem doutor para se especializar foi ser médico voluntário do Departamento de Clínica Médica do Hospital de Clínicas (HC) da UFPR, que tinha, recentemente entrado em atividade. Foram quatro anos de um trabalho não remunerado, mas que rendeu ótimos frutos, segundo Granato. “Desde o início, tenho amor pelo que faço e pelas pessoas, pois o amor é a melhor coisa do mundo”, comenta.

GRANATO (3)

O médico não gosta de mencionar as premiações conquistadas mas, além de ser Acadêmico Honorário da Academia Paranaense de Medicina, Emilio Salvador Granato foi condecorado com o Diploma de Mérito Ético-Profissional e Estatueta da Medicina do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), “outorgada a médicos com 50 anos ininterruptos do exercício da profissão, sem sanção ético-profissional”.

Este, entre vários outros prêmios e homenagens que já recebeu.

———————————————————————————————————————————————————

BOLSA DE APOSTAS

 

Ricardo Barros

Ontem crescia firme em círculos políticos, em Curitiba e Brasília, a bolsa de apostas sobre quem coordenará a bancada paranaense na Câmara dos Deputados. A parada estava entre os deputados Ricardo Barros e João Arruda, e a definição é esperada para hoje.

No começo da tarde de ontem, informavam fontes de Brasília que Barros estaria “levando a melhor” na disputada que se afigura apertadíssima.

Ricardo tem a tradição consolidada de articulador de primeira.

Pró Arruda trabalham dentre outros, Requião, o senador, seu tio, e Joel Malucelli (seu sogro) e Álvaro Dias (a quem não interessa o crescimento do grupo Cida-Barros).

—————————————————————————————————————————————————————–

OPINIÃO DE VALOR

MONSTRUOSIDADE DO FASCISMO

 

Por Antenor Demeterco Junior

Não é fácil resumir as grandes lições que o escritor ucraniano Vassili Grossman (1905-1964) fez nascer dos tempos sombrios e do ventre do monstro em que viveu.

Seu livro “Vida e destino” ultimado em 1960 e que só foi publicado em 1980, é um romance fincado em fatos históricos, pleno de diálogos fictícios e de verdades contestatórias subjacentes.

Mostra que o século de Einstein e Planck foi o de Adolf Hitler, que o Renascimento Científico e a gestapo surgiram na mesma época.

E as semelhanças terríveis entre o princípio do fascismo e o princípio da física contemporânea.

O primeiro rejeitou o conceito de individualidade, o conceito de “homem”, e opera com enormes conjuntos.

Já a física contemporânea fala de probabilidades maiores ou menores de fenômenos nesse ou naquele conjunto de indivíduos físicos.

O fascismo aniquilou conglomerados nacionais e raciais baseado na probabilidade de uma resistência oculta ou aberta dos mesmos.

Nos campos de concentração foram internados “criminosos que não tinham cometido um crime”, culpados não pelo que tinham feito, mas pelo que poderiam fazer.

Ladrões e arrombadores se transformaram em privilegiados, pois eram usados para vigiar os demais.

Hitler com seus campos de extermínio e de concentração fez deles as cidades da Nova Europa.

A pergunta referente à perda ou não da aspiração à liberdade pelo ser humano tem como sua resposta o destino do homem e do Estado totalitário.

As grandes rebeliões em guetos com o de Varsóvia, os movimentos guerrilheiros nos países ocupados por Hitler, às rebeliões pós-stalinistas de Berlim (1953) e da Hungria (1956) etc., mostrou como a aspiração à liberdade é inerente ao ser humano, e, por isso indestrutível.

Pode ser reprimida, mas não exterminada.

O totalitarismo não pode renunciar à violência, e o homem não pode renunciar à liberdade de boa vontade.

Esta conclusão, para o autor Vassili, é a luz do nosso tempo, a luz do futuro.

Stalin e Hitler

Stalin liquidou a liberdade do camponês de semear e vender, e não vacilou: liquidou milhões de camponeses.

Hitler viu que o nacionalismo alemão era estorvado por um inimigo, o judeu. E decidiu liquidar milhões de judeus.

Com a fragmentação do bem, nasceu o bem dos círculos, das seitas, das raças, das classes, e ninguém que estivesse fora do círculo fechado fazia parte do grupo do bem.

Daí o derramamento de sangue em nome desses pequenos bens, pois às vezes o próprio conceito desse bem se tornava um flagelo de vida, um mal maior do que o mal.

Vassili assistiu em seu país a força da ideia do bem comum (comunismo), que resultou no extermínio de pessoas, em aldeias morrendo de fome, em crianças e camponeses morrendo na neve da Sibéria, em trens levando para a Sibéria centenas de milhares de homens e mulheres de todas as cidades da Rússia, declaradas inimigas do bem comum.

E presenciou o horror do fascismo germânico, que cobriu os céus com a fumaça dos fornos crematórios.

Os diversos tipos de antissemitismo são descritos com brilhantismo.

É ele a expressão e a medida da mediocridade humana, da incapacidade de vencer na luta pela vida em desigualdade de condições, em todos os lugares: na ciência, nos negócios, nos ofícios, na pintura.

E testemunhou que no mundo existem tolos, invejosos e fracassados.

Nos países totalitários, onde não existe sociedade, o antissemitismo pode ser estatal.

E aí o Estado tenta se apoiar nos tolos, nos reacionários, nas trevas da superstição e na raiva dos famintos.

As lições de “Vida e destino” são atuais, e os ventos vindos do Oriente Médio comprovam esta atualidade.

Foram escritas por quem viveu as grandes tragédias do século XX, destiladas das ideologias totalitárias que configuram a época em que o autor viveu.