Está marcada para esta quarta-feira uma reunião de setores de inteligência da área, para discutir o quadro atual da agricultura e as expectativas para o próximo ano.

Está marcada para esta quarta-feira uma reunião de setores de inteligência da área, com a participação também de organismos externos, como universidades, para discutir o quadro atual da agricultura e as expectativas para o próximo ano, segundo informou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

Ele afirmou que o ministério está fazendo avaliação permanente dos impactos da crise financeira mundial na agricultura, como medida preventiva para definir iniciativas que forem necessárias no próximo ano.

Apesar de todo esse cuidado, ele alertou que “não se pode garantir que as coisas que são visualizadas efetivamente irão acontecer, mas dão, pelo menos, um norte para a tomada de medidas”.

“O importante é dar condições para que as pessoas plantem,  porque a agricultura não é como a indústria que pode dar férias coletivas.

Ela tem que trabalhar de forma a viabilizar o plantio seguinte,  por isso precisa de garantia da comercialização”.

A formação de estoques internos, que estão baixos, segundo Stephanes, ajuda a recomposição, o que é bom para o produtor.

Ele lembrou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já deixou clara essa intenção e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também abordou o assunto em reunião com os ministros.

Stephanes disse acreditar que os instrumentos que o país tem à sua disposição "possivelmente serão suficientes para amenizar os impactos da crise financeira, apesar de sabermos de antemão que resolver mesmo, não serão suficientes para resolver”.

A propósito das perdas na agricultura de Santa Catarina em conseqüência da chuva, o ministro afirmou que estatisticamente são irrelevantes para a safra agrícola do próximo ano.

No entanto, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai estudar todos os casos  e verificar as medidas de apoio cabíveis. Segundo Stephanes, o estado tem previsão inclusive de escassez de chuva nos próximos meses, a exemplo do que deve acontecer também no Rio Grande do Sul e em áreas do Paraná.