Requião na Coréia do Norte

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Requião aproveita os últimos dias como senador para conhecer lugares exóticos, tipo a ditadura mais fechada do mundo, da Coréia do Norte e seu líder paspalhão, Kim Jong um,. Com ele viajam Vanessa Grazziotin, do PC do B. e Antonio Carlos Valadares, do PSB.  O retorno está marcado para o dia 02 de dezembro.

De acordo com o requerimento apresentado por Grazziotin, “os objetivos da missão são o estreitamento da cooperação entre a Assembleia Popular Suprema da República Popular Democrática da Coreia e o Senado Federal, mediante encontros com parlamentares e outras autoridades daquele país”.

Valor da conta: R$ 127,3 mil. Além de R$ 16 mil em diárias para cada senador — para cobrir despesas com hospedagem, segundo informou o gabinete de Vanessa Grazziotin —, o Senado bancou os seguros de viagem entre R$ 330,24 e R$ 495,51, os deslocamentos de cada senador a Guarulhos e as passagens dos trechos Guarulhos-Dubai-Pequim-Dubai-Guarulhos a R$ 23.816,96, cada.

Ratinho Jr vai privatizar

Em entrevista ao jornal Valor Econômico durante viagem a Nova York, o governador eleito Ratinho Jr deu sinais de que pode privatizar algumas estatais vinculadas ao Governo do Paraná como a Copel Telecom e a Compagás. “Vamos discutir a venda da Copel Telecom em um momento oportuno”, disse. O governador ainda afirmou que, passando à iniciativa privada, a companhia de telecomunicações pode ter mais agilidade e ser mais competitiva.

Novos comandos

O general Luiz Felipe Carbonell, secretário de Segurança no governo Ratinho Junior, anunciou hoje os nomes dos futuros comandos da Polícia Militar e da Polícia Civil. Silvio Jacob Rockembach será o delegado-geral e o coronel Péricles de Mato assumirá o comando geral da Polícia Militar. O major Welby Pereira Sales será o Chefe do Gabinete Militar da Governadoria.

Apelido

Está proliferando nas fileiras do PT, onde ganha muitas risadas, o apelido agora destinado à presidente do partido, Gleisi Hoffmann, especialista em comentários insólitos no Twitter: “Crazy Hoffmann”. Quem batizou foi o humorista José Simão, o mesmo que, há anos, chamou Geraldo Alckmin de “picolé de chuchu”.

Famoso

O ex-ministro Antônio Palocci, que vai passar o Natal em casa (usará tornozeleira e poderá sair durante o dia para trabalhar), deverá se fixar no famoso apartamento de R$ 6 milhões em São Paulo.

Atrasada

No Rio, Adriana Ancelmo, que mora no luxuoso apartamento que dividia com o marido Sérgio Cabral, está com o pagamento do condomínio atrasado três meses. No ano passado, o condomínio também sofreu grande atraso, sendo pago posteriormente de uma só vez. Adriana tem cinco empregados e um motorista lá, que estão com seus salários em dia – e até são registrados.

De novo

Nem a presença da drag queen Pabllo Vittar cantando Over The Rainbow, num figurino que lembrava uma Barbie na terra do Oz, conseguiu alavancar a audiência do programa Amor & Sexo, na Globo, esta semana, que ficou em terceiro lugar de novo. Ratinho e filme do SBT em segundo e A Fazenda, da Record, em terceiro.

Passou da conta

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) se aproximou tanto do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), com o objetivo de garantir sua reeleição como presidente da Câmara, que aliados mais antigos já ameaçam desembarcar do seu projeto. Deputados do PT, PDT e do MDB já acham Maia “bolsonarista demais”, por isso consideram apoiar outro postulante. Caso não abra o olho, Maia pode até perder o cargo.

Nem pensar

Perderá quem aposta em briga de Bolsonaro e Rodrigo Maia: fazem política no Rio, convivem há anos na Câmara, torcem pelo Botafogo. Os candidatos a presidente da Câmara estão em campanha aberta desde o fim do segundo turno. Pedem votos e fazem intrigas. Um dos mais ativos rivais de Maia na disputa é o atual primeiro-vice-presidente, deputado Fábio Ramalho (MDB-MG).

Em campo

Onyx Lorenzoni, futuro chefe da Casa Civil, deverá estar presente no próximo dia 7, em almoço promovido pelo grupo Lide, agora dirigido por familiares de João Doria, que também estará lá e quer se aproximar cada vez mais de Jair Bolsonaro. Onyx também esteve em almoço oferecido pelo famoso mensaleiro Valdemar Costa Neto à bancada do PT. Valdemar, historicamente, é um dos grandes defensores da fórmula do “toma lá, dá cá”.

Que tiro é esse?

Osmar Terra é o primeiro nome do MDB a ganhar um ministério no futuro governo Bolsonaro: é a Pasta do Desenvolvimento Social, Esporte e Cultura. Ao comentar sua indicação, Terra perdeu a chance de ficar calado, dizendo que “não entende nada” de esporte e cultura e ainda adicionando: “Só toco berimbau”. Detalhe: o pessoal do núcleo mais próximo a Bolsonaro achou graça.

 

Indulta ou não indulta?

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou hoje (29) a favor da validade do decreto de indulto natalino editado pelo presidente Michel Temer no ano passado.  No entanto, o julgamento foi suspenso por pedidos de vista dos ministros Dias Tofffoli e Lux Fux.

Com o adiamento, continua valendo a liminar proferida pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, que suspendeu parte do texto do decreto. Apesar da maioria formada (6 votos a 2), os ministros começaram a discutir no fim da sessão se o resultado poderia prevalecer mesmo após o ministro Luiz Fux pedir vista do processo, fato que provocaria a suspensão do julgamento.

A proposta de continuidade foi feita pelo ministro Gilmar Mendes, que votou a favor da validade.  Após um impasse na questão, o presidente, Dias Toffoli, pediu vista. A sugestão foi criticada pelo ministro Barroso. Segundo o magistrado, o pedido de vista deveria ser respeitado pela Corte e o julgamento suspenso.

Guerra pessoal

O ministro Gilberto Occhi (Saúde) e a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, têm travado uma guerra de contornos pessoais que foi parar na Justiça. Após Occhi deixar a presidência da Caixa, passou a ser investigado em auditoria a mando de Vescovi, que preside o conselho de administração do banco, ignorando trâmites usuais. Revoltado, Occhi decidiu processar Vescovi por dano moral.

À espera de convite

Membros do conselho acreditam que Vescovi criou a auditoria para se cacifar junto a Bolsonaro esperando convite para presidir a Caixa. Tem sido atribuída a Ana Vescovi manobra para alterar o estatuto a fim de retirar do Planalto a prerrogativa de nomear presidente da Caixa.

Palavra de delator

O doleiro Lúcio Funaro acusou Occhi, em delação, sem apresentar provas, de ter “meta de propina” quando vice-presidente na Caixa.

Comemoração

A Febraban – Federação Brasileira de Bancos está comemorando, com anúncios de página dupla nos jornais, 10 anos da autorregulação que teria ajudado o sistema bancário a ser um dos mais modernos do mundo. A autorregulação foi inspirada nos desejos dos consumidores ouvidos por um comitê e fala sobre ética, integridade, transparência, sustentabilidade e excelência.  E nada fala – embora sempre mereça comemoração interna das instituições bancárias – sobre juros, spread e taxas. Esta semana, segundo o BC, os juros do cheque especial estavam em 300% ao ano e do cartão de crédito em 275% ao ano.

Coletivo

No próximo dia 18, 150 casais homoafetivos estarão casando em Recife, no restaurante Altar Cozinha Ancestral. Líderes de religiões de origem africana conduzirão a cerimônia, quando Fafá de Belém cantará. Mais: está virando moda casais homoafetivos postarem sues datas importantes nas redes como motivo de celebração. Agora, é a fez de Luiz Fernando Guimarães, 69 anos, festejar 22 anos de casamento. O marido é Adriano Medeiros.

 

Questão de peito

O Instagram tirou do ar do perfil da revista Marie Claire fotos da atriz Letícia Colin com seios de fora alegando “pornografia”. Na matéria da revista, ela defendia o empoderamento das mulheres através do busto nu. A censura não teve muito efeito: as fotos voltaram às redes sociais por outros caminhos e já nasceu um movimento a favor de Letícia com participação de Susana Pires, Nanda Costa, Tainá Müller e outras. Essas, a propósito, já exibiram seus seios em outras publicações.

Em baixa

A rede de hotéis Othon está pedindo recuperação judicial depois de prejuízos de R$ 34,3 milhões no primeiro semestre e de ter fechado suas unidades em Salvador e Belo Horizonte. O Othon do Rio de Janeiro ainda resiste. Lá, 13 hotéis fecharam suas portas neste ano. No primeiro semestre, a ocupação média dos hotéis do Rio ficou em 38% (na Barra da Tijuca 25%). A baixa ocupação levou à queda das diárias, o que piorou a situação. Motivo básico: a violência na cidade.

É o Rio!

A prisão do governador Luiz Fernando Pezão, por crime de lavagem de dinheiro, ajudar a pintar mais com as cores da corrupção e violência a imagem do Rio de Janeiro.

Caindo Fora

O Brasil não quis sediar a Conferência do Clima da ONU, no ano que vem. O novo governo dá sinais de que quer pular fora da agenda ambiental e Bolsonaro fala em abandonar o Acordo de Paris, assinado por 195 países, repetindo o que fez Trump nos Estados Unidos. E poderá sofrer novas barreiras à exportação de produtos agrícolas. O que o presidente eleito parece não entender é que o Planalto não é a Casa Branca..

As propinas da OAS

Pelo menos três ex-funcionários do departamento de propina da OAS que assinaram acordo de delação premiada na Lava Jato afirmaram em depoimento à Polícia Federal que Cesar Mata Pires Filho, herdeiro da companhia, sabia dos pagamentos de “vantagens indevidas” referentes à obra da Torre Pituba, sede da Petrobras na Bahia.

Mata Pires Filho e mais 21 pessoas, foram alvo de mandado de prisão, na última sexta (23), assinado pela juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na Lava Jato. Eles são acusados de participar de um esquema de fraude e desvios de verbas do empreendimento. O empresário estava fora do país e se apresentou à polícia, em Curitiba, na madrugada de segunda-feira. Nesta quinta a juíza estipulou uma fiança de R$ 28,9 milhões para que o empreiteiro deixe a carceragem da Polícia Federal.

A Torre Pituba é um empreendimento feito com dinheiro da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, e realizado em conjunto pela OAS e Odebrecht. O projeto previa que o prédio construído fosse alugado para a Petrobras por 30 anos.

 

De longe

Quem diria: os snipers que o governador eleito Wilson Witzel quer introduzir no Rio já batiam, ponto no sertão nos anos 30. O historiador Frederico Pernambuco está lançando o livro Apagando o Lampião: vida e morte do reio do cangaço e nele, Virgulino Ferreira da Silva não perdeu a vida em combate. Foi executado com um único tiro disparado a cerca de oito metros, na Grota de Angico, por Sebastião Vieira Sandes, da PM de Alagoas, em 20 de julho de 1938.

Cangaço S.A.

Ainda o novo livro sobre a vida e morte de Lampião: em 1917, ele aprendeu o que era capitalismo com o coronel Delmiro Gouveia e quando morreu, tinha dez “franqueados” atuando em diferentes pontos do Nordeste onde, entre outras atividades, se exercia a agiotagem com juros escorchantes e agressões aos maus pagadores. Herança: morto, Lampião deixou mil contos de réis, cinco quilos de ouro e 70 peças também de ouro presas em sua roupa.

Consultor especial

O coronel Ozires Silva, fora de cena há anos, tem sido consultado por assessores de Bolsonaro, sobre a fusão da Embraer com a Boeing. Há quem diga que, por influência de Ozires, o general Hamilton Mourão já se mostra simpático ao negócio. Ozires também tem dado conselhos sobre projetos estruturantes de economia física. Para quem tem memória curta: ele foi ministro da Infraestrutura no governo Collor.

Pronto-socorro

Quando na prisão em Curitiba, Antônio Palocci, vira e mexe, era chamado (ele é médico) para cuidar de algum preso que se sentia mal no claustrofóbico conjunto de três celas que abrigam envolvidos da Lava Jato. Atendia, conversava e, de vez em quando, dava um remédio. Um dia, um policial quis saber qual era o santo remédio e Palocci: “Rivotril”.

 

Bolada

As denúncias contra o governador Luiz Fernando Pezão (ele foi preso), no Rio, envolvem a ação confessada de Carlos Miranda, que entregava pessoalmente propina mensal de R$ 150 mil de março de 2007 a março de 2014, sempre em envelopes azuis para despistar. A soma alcança R$ 12,7 milhões, fora mais um milhão referente aos décimos terceiros. O Ministério Público Federal tem outra conta: R$ 25 milhões entre 2007 e 2015.

Só palpite

O presidente Michel Temer conta que o presidente eleito Jair Bolsonaro, quando esteve com ele em Brasília, para instalar a transição, chegou a pedir conselhos sobre a Presidência. Na época, Temer respondeu que “a presidente não se dá conselho, mas se quiser um palpite, eu dou”. O palpite era que deveria prestar atenção na tradição seguida pela diplomacia do Brasil nas relações internacionais, na parceria com a China, especialmente.

Doce de leite

Na quinta-feira (29), Jair Bolsonaro, recebeu às sete horas da manhã, em sua casa no condomínio da Barra, John Bolton, conselheiro da Segurança Nacional de Donald Trump, para tratar do futuro das relações entre EUA e o novo governo brasileiro. Os dois sentaram-se à mesa para um café da manhã e Bolsonaro ofereceu ao visitante sua predileção: pão com doce de leite. Bolton gostou.

Voltando à cena

Nesses dias, Luciano Coutinho e João Carlos Ferraz, respectivamente presidente e vice-presidente do BNDES, entre 2007 e 2016, tiveram encontros separados com integrantes da atual direção do banco, que também recebeu a visita do ex-ministro Nelson Jobim. Ele é o padrinho de Solange Vieira que integra equipe de Paulo Guedes na transição, presidindo a Fafes, fundo de pensão dos funcionários do BNDES.

Legado atômico

O governo Temer vai deixar um legado atômico para Jair Bolsonaro. O ministro Moreira Franco encaminhou à equipe de transição de Bolsonaro um projeto que prevê a venda de até 49% da Eletronuclear. O estudo técnico foi concluído pelo Conselho Nacional de Política Energética e a entrada de um investidor privado teria como premissa a conclusão de Angra 3, com custo estimado de R$ 20 bilhões. Duas corporações já estariam interessadas: a China General Nuclear Power Group e a Nuclear Power Corporation of India.

No comando

Mesmo retornando aos trabalhos da Câmara Municipal do Rio, Carlos Bolsonaro voltou a comandar as redes sociais do pai.

Fora!

No último fim de semana, pequeno grupo com cartazes escritos à mão protestava nas proximidades da casa do governador eleito João Doria, no bairro dos Jardins, em São Paulo. E mesmo ele não tendo nem sentado ainda na mesa da Casa Civil de Doria no governo paulista, os cartazes diziam: “Fora, Kassab!”. O ainda ministro Gilberto Kassab ironiza: acha que andou pisando “no calo de algum vizinho do governador”.

Arrependido

Há boatos que o ex-juiz e futuro ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, começa a se arrepender de ter aceitado o convite para comandar a pasta. Ele não estaria conformado com a quantidade de futuros colegas com alguns problemas judiciais e com a escolha de outros nomes para secretarias de ministérios que teriam alguma ligação com os governos o PT.

 

Prioridade

Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, jantou esta semana com Dyogo Oliveira, atual presidente do BNDES. O assunto era estratégias econômicas para o governo de Jair Bolsonaro. Dyogo afirma que foi um encontro de amigos para discutir temas macros e fala que alertou Guedes que a prioridade de todas é a reforma na Previdência. Para quem não se lembra Oliveira foi Planejamento, Desenvolvimento e Gestão do governo Temer antes de assumir o BNDES.

Bate-boca

Na quarta-feira (28) o Senado quase virou um ringue de lutas. Foram muito bate-bocas entre eles, o de Lasier Martins (PSD-RS) e Renan Calheiros (MDB-AL). Só que o mais caloroso foi entre Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Ana Amélia (PP-RS), que até se xingaram. “Mentirosa”, vindo de Ana Amélia e o já tradicional “golpista” de Gleisi.