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Apesar da decisão da cúpula estadual do PMDB de intervir no diretório de Curitiba, e designar o deputado estadual Stephanes Júnior como interventor, o senador Roberto Requião não jogou a toalha.

Tanto é assim que convocou uma convenção para o próximo dia 6 para eleger o novo diretório e a nova direção do partido na Capital.

A convenção, de acordo com o edital, será das 8 às 14 horas, no Hotel Caravelle.

Eleições/2.014

Se as eleições ao governo do Estado fossem hoje, o governador Beto Richa teria 45% dos votos em Foz do Iguaçu. A ministra Gleisi Hoffmann teria 34,5%, e o senador Roberto Requião, 20,5%.

É o que mostra uma pesquisa feita pela Vox Data em Foz do Iguaçu nos dias 24 e 25 de junho, ouvindo 500 eleitores, e divulgada nesta quinta-feira pela rádio CBN de Cascavel.

Na pesquisa espontânea, 93% dos entrevistados disseram que não sabem ainda em quem votar; 4% citaram o governador Beto Richa; 2% a ministra Gleisi Hoffmann; e 0,5% o senador Roberto Requião e o ex-senador Osmar Dias.

Senado

Na disputa pela única vaga ao Senado, o senador Alvaro Dias tem 38% das intenções de perto. Em segundo lugar, com 28,5%, o ex-senador Osmar Dias. O ex-governador Orlando Pessuti teria 21,75% dos votos e o deputado federal André Vargas, 12%.

Presidência

Na pesquisa espontânea, 94% disseram que ainda não têm candidato. A presidente Dilma Rousseff e o presidente do STF, Joaquim Barbosa, foram citados por 2%. Na sequencia aparecem os tucanos Aécio Neves (1%), Geraldo Alckimin e Fernando Henrique Cardosos (0,5%).

Na pesquisa estimulada, Dilmna aparece com 30,75%; Aécio Neves com 23%; Marina Silva, com 15%, e Eduardo Campos, com 10%. Não sabem, 21,25%.

Beto

Se os números sobre a corrida eleitoral podem dar dor de cabeça aos inquilinos do Palácio Iguaçu, os que mostram a avaliação do governo Beto Richa são ainda mais preocupantes.

De acordo com a Pesquisa Vox Data/CBN Cascavel, apenas 9,25% dos eleitores de Foz do Iguaçu consideram que o governo é “ótimo” e 25,5% o consideram “ruim”.

Para 26.5% o governo Beto Richa é “bom”; outros 28,5% classificam como “regular”. O governo é “péssimo” para 10,25%.

Dilma

Os números também não favoráveis à presidente Dilma Rousseff. Apenas 8,25% dos eleitores ouvidos em Foz do Iguaçu consideram “ótimo” seu governo. Para 26,5% o governo é “ruim”.

O governo Dilma é “bom” para 19,25% e “regular” para 27,25%. Para 18,75% o governo é “péssimo”.

Pressão das ruas

As manifestações de rua levaram os políticos a agir. Além das decisões tomadas por governadores e prefeitos, deputados e senadores aprovaram, nos últimos dias, propostas que estavam emperradas há anos. Aqui alguns exemplos: São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, entre outras Capitais, reduziram a tarifa de transporte coletivo. São Paulo suspendeu o reajuste do pedágio nas rodovias paulistas.

Câmara Federal sepultou a PEC 37, que limitaria o poder de investigação criminal do Ministério Público;  cancelou a verba de R$ 43 milhões que seriam destinados ao Ministério das Comunicações para a Copa do Mundo.

Tem mais (I)

A  Câmara Federal aprovou projeto apresentado em maio que reserva 75% das receitas dos royalties do pré-sal para a educação e os outros 25% para a saúde.

A Comissão de Constituição e Justiça  da Câmara aprovou a proposta de emenda à Constituição  que inclui o transporte entre os direitos sociais do brasileiro. A PEC 90/2011 é uma das bandeiras do Movimento Passe Livre, que defende a adoção de tarifa zero no transporte público.

O Senado aprovou projeto que estabelece novas regras de distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) a partir de 2016.

Tem mais (II)

A Comissão de Constituição e Justiça  da Câmara aprovou uma proposta de emenda à Constituição que acaba com o voto secreto na análise de cassações de mandatos de deputados e senadores.

O plenário da Câmara aprovou a redução para zero das alíquotas das contribuições sociais para o PIS/Pasep e a Cofins que incidem sobre o transporte coletivo.

O Senado aprovou projeto que torna corrupção um crime hediondo.

Cassação suspensa

O juiz eleitoral Kennedy Josué Greca de Mattos concedeu liminar suspendendo a cassação do prefeito de Campina Grande do Sul, Luiz Carlos assunção, e de seu vice, Nilson Pires Falavinha, decretada pela juíza Adriana Benini, da 195ª Zona Eleitoral. A juíza, inclusive, havia determinado a realização de novas eleições no município.

O juiz eleitoral concedeu efeito suspensivo em ação cautelar impetrada pelo prefeito cassado.

MP

Depois do arquivamento da PEC 37, a Câmara Federal começa analisar a proposta do deputado tucano Carlos Sampaio, líder do PSDB na Casa, que regulamenta a investigação criminal no Brasil, em especial a atuação conjunta da Polícia Judiciária e do Ministério Público, bem como as formas de interação deste com os órgãos técnicos que colaboram com a apuração de infrações penais.

Segundo a Agência Câmara, o projeto é fruto do trabalho feito por órgãos ligados ao Ministério Público Federal.

O objetivo é estabelecer um regramento nacional, uma unificação do procedimento de investigação para promotores e delegados. Não retira nem restringe o poder de investigação do Ministério Público. Apenas estabelece regras, disse o autor da proposta.

Agenda propositiva

Os presidentes do PSDB, senador Aécio Neves, do `PPS, deputado Roberto Freire, e do DEM, senador José Agripini, emitiram hoje uma nota oficial no qual afirmam que a oposição ao governo Dilma Rousseff está “firmemente empenhada em buscar soluções e respostas para os problemas e anseios que os brasileiros têm manifestado nas ruas, de forma democrática e pacífica”.

Por esta razão, diz a nota, os três partidos “ofereceram ao amplo debate uma agenda propositiva, que há tempos defende, com medidas práticas e factíveis de curtíssimo prazo, nos campos do imprescindível combate à corrupção, ampliação da transparência na área pública e fortalecimento das políticas nacionais de saúde, segurança, educação, infraestrutura e combate à inflação”.

Golpe

Os três partidos voltaram a condenar a estratégia do governo federal de, “ao ver derrotada a tentativa golpista de uma constituinte restrita, buscar, agora, multiplicar a polêmica em torno da realização de plebiscito sobre a reforma política”.

— Se tivesse, de fato, desejado tratar com seriedade esta importante matéria, a presidente já teria, nesses dois anos e meio, manifestado à nação a sua proposta para o aperfeiçoamento do sistema partidário, eleitoral e político brasileiro, diz a nota.

Os presidentes afirmam que os três partidos são “favoráveis à consulta popular. Mas não sob a forma plebiscitária do sim ou não. Legislação complexa, como a da reforma política, exige maior discernimento, o que só um referendo pode propiciar”, afirmam.