Responsabilidade compartilhada com o estado, de vez que a este cabe o transporte escolar de alunos do segundo grau, os recursos destinados a essa tarefa são exíguos.

Na contra-mão

O propalado aumento no IPVA para os veículos comuns e o acréscimo em até 230% nas taxas cobradas pelo Detran, vão na contra-mão das preocupações externadas pelo governador Requião na sua luta contra os valores praticados nos pedágios implantados pelo governo anterior nas estradas federais repassadas ao Estado. Vêm num momento em que o Movimento Contra o Pedágio liderado pelo ex-deputado Acyr Mezzadri consegue a adesão da Assembléia através a CEI do Pedágio, que propõe medidas efetivas que podem levar à redução expressiva de tais valores, como explicou à coluna o presidente deputado Fábio Camargo. Sabe que para isso é necessária a disposição do governador em sentar à mesa de negociação com as concessionárias, com a intermediação da Casa de Leis, analisando os vários pontos hoje discordantes. Contra as medidas propostas pelo governo e que incidirão diretamente em aumentos para o consumidor, já que terão também que ser repassados a este, insurgem-se a Fetranspar (parceira do governo na luta contra os preços do pedágio) e a Associação Comercial do Paraná, através a manifestação do vice presidente de Serviços, Élcio Ribeiro. Embora os desmentidos oficiais, com a afirmação do líder governista, Luiz Cláudio Romanelli,  de que “o governo está com folga financeira”, a realidade aponta em sentido inverso. O objetivo de tais aumentos que deverão ser votados até dia 22 de dezembro se não ocorrer uma mobilização da sociedade para pressionar os deputados da base governamental, é sim aumentar o caixa. Como explica o economista Cristian Luiz da Silva, professor da FAE: “Há uma preocupação do governo com relação às despesas. Ele está com dificuldade de gerenciamento”. Como lembrado aqui na terça-feira, propor a redução, principalmente nos excessivos gastos com cargos comissionados e outros que tais, nem pensar!

 

Inibição paranista

Mesmo tendo dois paranaenses ocupado o cargo de Ministro da Educação (Flávio Suplicy de Lacerda e Ney Braga), o Paraná sempre ficou restrito à Universidade Federal do Paraná, enquanto outros estados eram servidos às mãos cheias, especialmente Minas, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Somando 26 universidades federais.

 

Honra ao…

Somente recentemente viu a sua antiga Escola Técnica Federal transformada em Universidade Tecnológica. Agora, por ação do ex-deputado federal petista paranaense,  professor Irineu Colombo,  que ocupa o cargo de diretor de Articulação do Ministério da Educação,  a escola Técnica vinculada à UFPR, é transformada em Instituto Federal de Educação Tecnológica.

 

…mérito

Distribuído em sete campus no território paranaense, o Instituto formará inicialmente 1,2 mil professores em áreas carentes de profissionais de ensino como  Física, Química, Biologia e Matemática, contribuindo sensivelmente para a melhoria do padrão de ensino no país. Está aí o exemplo de um paranaense que não teve vergonha de prestigiar seu estado.

 

À míngua

Impedidos de criar impostos, como os governos estaduais e federal, que facilitem suas administrações, vivendo dos parcos recursos gerados  pelo Fundo de Participação dos Municípios, em milhares de casos, uma das poucas fontes de renda dos mais de 5.500 municípios brasileiros, os prefeitos paranaenses vêem-se a braços com mais um problema.

 

Recursos insuficientes

Responsabilidade compartilhada com o estado, de vez que a este cabe o transporte escolar de alunos do segundo grau, os recursos destinados a essa tarefa são exíguos. Mais de 70% deles estão em vias de suspender o transporte, de vez que os recursos repassados pelo governo estadual, são insuficientes.

 

Grita geral

Casos há como os de Cascavel e Foz do Iguaçu que devolveram os recursos repassados pelo estado para o transporte escolar, como forma de protesto. Um problema que ainda vai provocar muita reclamação, prevê o presidente da AMP, prefeito Elias Fadel Jr..

 

Decreto absurdo

A entrada em vigor do Decreto  6170/07, que visa combater fraudes e. evitar influência política em convênios assinados com ONGs, pode ser um tiro que sairá pela culatra. Misturando alhos e bugalhos, está em vias de cometer uma grande injustiça:  impedir a dra. Zilda Arns de permanecer à frente da Pastoral da Criança que ela fundou e encabeça há 25 anos, tendo recebido inúmeras premiações mundiais pela sua seriedade. Isto por que ela é tia do senador Flávio Arns.

 

Proibição insensata

A exemplo do que ocorreu com o caso dos bingos, em que  ao apanhar um assessor do ministro José Dirceu, Valdomiro Diniz, em ilícito, o governo simplesmente cassou essa modalidade de jogo em todo o país (só permanecem os quase dez jogos bancados pela Caixa neste país em que o jogo é proibido desde 1946), ao invés de promover auditorias para verificar a seriedade das ONGs beneficiadas pelo governo, simplesmente lança-se mão de uma proibição insensata.

 

Em choque

Para a dra. Zilda, cujo programa acaba de receber o Prêmio Woodrow Wilson, concedido por importante entidade sediada em Washington, “o terceiro setor é uma grande alavanca que ajuda a população pobre”. Sugere que “o presidente Lula revogue o decreto e quando for substituí-lo, chame pessoas capacitadas a contribuir com a melhoria das relações do setor com o governo”.