A indústria farmacêutica nacional encerrou 2007 com faturamento de R$ 23,56 bilhões, uma expansão de 9,9% em relação ao ano anterior.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo maior poder aquisitivo da população brasileira e pela expansão das compras governamentais, analisa o presidente da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Gabriel Tannus.

As vendas do setor, em unidades, apresentou alta de 5,4%, para 1,515 bilhão de unidades, segundo dados estimados pela entidade com base nos números do IMS, que mede a comercialização de medicamentos para as farmácias. A diferença entre os dois indicadores foi causada pelo crescimento das vendas de medicamentos mais caros, o que por sua vez só foi possível graças ao aumento de renda da população.

Tannus acredita que, apesar da manutenção do crescimento da economia nacional, a indústria farmacêutica terá um crescimento menos expressivo neste ano. A entidade prevê que a venda do setor, em unidade, registre expansão de 4,5%, alcançando 1,583 bilhão de unidades. Já a receita deverá apresentar uma alta de 8,6%, para R$ 25,60 bilhões, em reais, e de 15,5%, para US$ 14,05 bilhões, em dólares. "Acredito que essas projeções sejam conservadoras", destaca Tannus.

No início do ano passado, a entidade acreditava que o setor registrasse crescimento de 3,5% em 2007, abaixo portanto da marca de 4,5% obtida ao final do ano. "Mas é importante lembrar que nossas projeções foram feitas antes dos últimos acontecimentos na economia dos Estados Unidos, que devem provocar efeitos na economia de outros países", afirma.

A Interfarma também divulgou ontem dados do Grupemef, que incluem as vendas para hospitais e para o governo, além das vendas às farmácias. Neste levantamento, as vendas da indústria farmacêutica cresceram 7,4% em 2007, em receita, para R$ 27,83 bilhões. Em unidades, no entanto, a alta foi menos acentuada, de 1,8%, para 1,792 bilhão de unidades, segundo estimativas da entidade.