Ratinho Junior: nome é complicador na Capital

Em entrevista ao Metro Jornal Curitiba, o pré-candidato ao governo do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), diz que está na hora de romper com tradições familiares no Palácio Iguaçu. É um desafio e tanto. Em todos os prédios públicos do Centro Cívico – todos mesmo – há uma linhagem familiar tradicionalmente observada. Os Sotto Mayor e os Chemin, no Ministério Público, os Bacelar, no Tribunal de Justiça do Paraná, os Richa no governo, os Fruet na prefeitura, e agora a repetição de um governo de Rafael Valdomiro Greca de Macedo, também lá.

Há ainda os Camargo no TJ e no Tribunal de Contas, os “Litro” na Assembleia Legislativa, os Requião e os Sotto Mayor, de novo no parlamento e nos bastidores daquele, os tantos em pose de eminência parda, os tão poucos Silvas, Souzas, Santos.

SILÊNCIO DOS VENCEDORES

Em 2001, o cientista político e professor da UFPR, Ricardo Costa de Oliveira, lançou o livro “O Silêncio dos Vencedores” em que dissecava, em bases empíricas, o domínio das famílias que se perpetuam no poder no Paraná, entra ano sai ano, entra mandato sai mandato, entra cargo vitalício sai cargo vitalício. O conselheiro do TC, Fábio Camargo, filho de Clayton Camargo, desembargador do TJ, neto de Heliantho Camargo, que presidiu o TJPR; talvez seja o caso mais fresco e notório. Fabio derrotou o deputado Plauto Miró e abancou-se, sacudido e risonho, no Tribunal de Contas, sem medo de ser feliz até que a aposentadoria compulsória, aos 70 anos, leve-o, com sua beca imponente, para outras paragens.

FORÇA DO VOTO

Ratinho Jr. acha que pode romper essa tradição com a força do voto. Alea jacta est. A sorte está lançada. Entretanto, há obstáculos a considerar.

Por exemplo, o nome. Apesar de sua associação com o pai apresentador, que anda esquecido na programação do SBT, o epíteto Ratinho não entusiasma o eleitor curitibano. Talvez em outras paragens, pode ser.

MARKETING EM OBRA

Desde o início do ano, os marqueteiros do deputado estadual vêm seguindo uma estratégia que consiste, lenta e gradualmente, em retirar o nome Ratinho Jr. da propaganda do site e introduzir o novo “Carlos Massa”, um nome que diz muito sobre seu projeto de governo e pouco sobre o diminutivo que soa agora constrangedor.

Seus assessores já há muito se referem a Ratinho Jr. por, simplesmente, “Junior”.

UM TAL DE…

Descolar-se da família Ratinho e da referência ao pai animador auditório é o que Carlos Massa (sem o Jr.) quer. Não será fácil. Há sempre a tradição familiar em jogo. Ratinho, o pai, antes de ser Ratinho, era só um tal de Carlos Massa, anônimo por excelência, vindo de mala e cuia de Jandaia do Sul, no interior do Paraná, direto para a TV em cores, para o sucesso, a fama e a riqueza. Isso tem que valer alguma coisa.

CIDA E OSMAR

Cida Borghetti: sem tradição familiar na política; Osmar Dias: anda por si só…

Cida Borghetti não pertence a qualquer dinastia política. Foi ‘revelada’ por seu marido, o incansável articulador político Ricardo Barros. Ele sim é descendente de um histórico emedebista, Silvio Barros, que fez nome como prefeito de Maringá. Era apenas agrimensor, sem título universitário ou fortuna.

Com Cida pode estar nascendo uma nova linhagem. O primeiro fruto está aí mesmo, a deputada Maria Victoria, que tem rara oportunidade de apreender a arte de parlamentar com dois craques, seus pais.

Osmar Dias tem luz própria, apesar de sempre ‘respingar’ a seu favor o “brilho” do irmão Alvaro Dias.

Construiu uma carreira exemplar na Secretaria de Agricultura. Teve bom desempenho como senador e no Banco do Brasil, como vice-presidente.


JOVEM CURITIBANO FICA ENTRE MAIORES VÍTIMAS DO TABACO

Cigarros e advertência sobre câncer (imagens das carteiras de cigarro)

Informação corporativa de exemplar qualidade é essa, que envia aos meios de comunicação o Laboratório Frischmann Aisengart, sobre o avanço do tabagismo na juventude. E lança uma alerta: os jovens curitibanos colocam-se em segundo lugar, no país, entre as vítimas preferidas do tabaco.

Leia a íntegra da matéria de utilidade pública:

OS ALVOS ELEITOS

“Ao longo das décadas, a indústria do tabagismo elegeu os seus alvos.

Antes das primeiras evidências de que o hábito de fumar estava associado ao aumento de mortalidade por câncer e outras doenças, os médicos ilustravam os anúncios que afirmavam que fumar reduzia a ansiedade e depressão. Na sequência, os holofotes também foram direcionados para as mulheres, que buscavam conquistar um cenário de igualdade de direitos e para os homens aventureiros do estilo de vida propagandeado por marcas de cigarro.

A VEZ DOS JOVENS

Mais recentemente, o alvo se tornou o público jovem. No Brasil, esse impacto é mais sentido no Sul. Estudo realizado pelo Ministério da Saúde e publicado na Revista de Saúde Pública, destaca que 17,7% dos curitibanos de 12 a 17 anos são fumantes, o que representa a segunda maior prevalência de tabagismo entre jovens do país, atrás apenas de Porto Alegre (18%). A pesquisa afirma também que entre os tabagistas nessa faixa etária, ao menos 20% já são consumidores de narguilé.

ALERTA DA OMS

O maior perigo desses dados, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS), é que a maioria dos fumantes se torna dependente até os 19 anos.

“As crianças e adolescentes estão se expondo cada vez mais cedo aos males causados pelo tabagismo. É nosso dever conscientizar os nossos jovens de que não há consumo seguro, seja ele por cigarro, narguilé ou qualquer outro produto”, afirma a hematologista do Laboratório Frischmann Aisengart, Jerusa Karina Miqueloto.

PERIGO DO NARGUILÉ

Dentre as armadilhas que seduzem o público jovem, a que mais desponta é o narguilé. No entanto, a reunião de amigos em torno do produto, é um ameaça à saúde. A OMS, que oficialmente declarou que o tabagismo é uma doença pediátrica, é taxativa ao afirmar, baseada em evidências científicas, que não existe consumo seguro de tabaco, incluindo cachimbo, cigarro de palha, cigarro tradicional, cigarros mentolados ou aromatizados e o narguilé.

É TABACO TAMBÉM

Pelo fato de conter água, muitos jovens acreditam que a vaporização do narguilé não é nociva. No entanto, ele é um cachimbo que traz um tipo de fumo que é feito com tabaco, melaço e frutas ou aromatizantes. Esse fumo é queimado em um fornilho e sua fumaça, após atravessar um recipiente com água, é aspirada por uma mangueira até chegar à boca. Difundido pela indústria tabagista como uma forma inofensiva de consumo de tabaco justamente com a argumentação de que a água seria capaz de filtrar os componentes tóxicos, o narguilé é sim prejudicial à saúde. Isso porque, ao consumir o narguilé, são absorvidas as substâncias tóxicas, dentre elas os produtos da combustão do carvão utilizado para queimar o fumo.

ESTUDANTES FUMANTES

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) concluiu que fumar narguilé por uma hora seguida corresponde ao consumo de tabaco de 100 cigarros. Os autores viram também que, mesmo tendo conhecimento e consciências dos riscos do consumo de tabaco, mais da metade (55%) dos estudantes da área de saúde que são fumantes, também utilizam o narguilé. Estudos apontam que quantidade de nicotina inalada com o narguilé é pelo menos o dobro da inalada pelo consumo do cigarro normal, causando uma dependência ainda maior.

Outro agravante é que cigarro é consumido em cinco ou dez minutos, enquanto o narguilé, geralmente utilizado socialmente na roda com os amigos, é inalado por até duas horas seguidas, intensificando a quantidade de nicotina. Os dados são do relatório do Grupo de Estudo para Regulação do Tabagismo (TobReg-WHO), disponível em http://www.who.int/tobacco/global_interaction/tobreg/waterpipe/en/.

AGORA É PROÍBIDO

Um importante passo foi a aprovação em 2017 de um projeto de lei que proíbe, em Curitiba, o uso de narguilé em locais públicos abertos ou fechados, além da venda de cachimbos, essências e complementos para sua utilização aos menos de 18 anos. Essa medida, poderá contribuir para a redução do consumo e das doenças relacionadas a esse hábito.

CÂNCER DE PULMÃO

De acordo com a OMS, o uso do produto está associado com o desenvolvimento de câncer, principalmente de pulmão, assim como de doenças cardiovasculares. O consumo em longo prazo, afirma o INCA, também estaria ligado a um maior risco para câncer de boca e bexiga.

Além disso, como a mangueira é geralmente compartilhada por vários indivíduos, pode também levar a doenças infecciosas como herpes, hepatite e tuberculose.

Narguilé: altamente danoso

REGISTROS DE SAÚDE AGORA NA PONTA DOS DEDOS

Seu histórico de saúde no celular

Agilidade é a palavra que está por trás de um novo aplicativo que promete deixar mais prático e seguro o atendimento médico. O Health You, desenvolvido em Curitiba em parceria com uma empresa indiana de tecnologia, permite o acesso na ponta dos dedos aos registros de saúde, históricos médicos, exames laboratoriais, relatórios e condições gerais.

A ferramenta, que acaba de ser lançada, está disponível inicialmente nas cidades de Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

De acordo com Robson dos Reis Almeida, diretor da Health You, startup que está por trás do aplicativo de mesmo nome, com os dados compartilhados o atendimento médico se tonar muito mais eficiente e qualificado. “Queremos empoderar as pessoas, pois todo cidadão deveria ter fácil acesso e controle dos seus registros de saúde para que seu atendimento seja mais justo e qualificado, o que não acontece nos dias de hoje”, comenta. Além disso, a ferramenta promete economia para o usuário. “Ao usar o aplicativo, o usuário vai ter economia, uma vez que registrado os exames na plataforma, ele não precisa repetir em novas consultas”, complementa.

Basta clicar as teclas de acesso

ESTILO DE VIDA:

A MACONHA NÃO FAZ MAL? ENTÃO VEJA ESTE TESTEMUNHO

Redação da Aleteia (*)

A mãe de um jovem com transtornos mentais decorrentes do uso de drogas conta seu drama

Além da dependência química ocorrem transtornos mentais

Montserrat Boix é mãe de um rapaz com graves transtornos mentais. Eles moram em Barcelona. Ela deu este testemunho numa ocasião em que seu filho estava desaparecido havia 10 dias, depois de fugir da clínica psiquiátrica na qual estava em tratamento:

A maconha destruiu o cérebro do nosso filho e de muitos outros jovens. Eles começaram a fumar ‘baseados’ aos 12, 14 anos, idade em que acontecem grandes mudanças no organismo e na mente, e os neurônios deles foram afetados de modo muito negativo. Não somos só nós, os pais, que dizemos isso, mas também os médicos.

Essa mãe considera que as instituições da sociedade não estão agindo eficazmente diante das situações – graves – de famílias que têm de lidar com casos de transtorno mental. Ela conta, por exemplo, que a polícia nunca localizou o seu filho nas várias ocasiões em que ele fugiu.

Estes problemas não estão sendo levados a sério o suficiente. Parece que aqueles que propõem o consumo livre da maconha têm mais poder na sociedade e na mídia. Não se fala dos efeitos secundários, mas eles são gravíssimos.

LEGALIZAÇÃO?

Montserrat Boix fez suas declarações à Plataforma pela Família Catalunha-ONU, que, além de divulgar os problemas das famílias afetadas, prepara conferências familiares sobre saúde mental em parceria com o governo local de Barcelona.

MONTSERRAT PROSSEGUE:

Falam em legalização da maconha. Se a questão é vender em farmácias com receita médica para algum tratamento, de acordo. Mas se é para permitir a venda livre e sem nenhum controle, rejeitamos de maneira absoluta.

Esta mãe espanhola descreve a convivência com o filho, já com quase 30 anos, como “muito difícil”. Segundo ela, o filho é agressivo, não respeita quaisquer horários, não toma a medicação para tratar seu transtorno, consome drogas e foge de casa com frequência.

DESESPERADA, ELA PROSSEGUE:

Não podemos fazer nada além de temer que o nosso filho volte a cometer algum crime para ser preso e receber algum tratamento na cadeia. Ou que alguém o mate numa briga. Pessoas nessa situação acabam ou na cadeia ou no cemitério. Não é oferecido nada para os doentes mentais severos, agressivos e que consomem drogas.

Os políticos, a seu ver, se interessam muito pouco pela situação das famílias que enfrentam esse tipo de desafio. Para ela, os pais de pessoas nesta situação não deveriam perder a autoridade legal sobre os filhos afetados por doenças mentais quando eles atingem a maioridade.

Eles não estão em condições de exercer a liberdade. Não têm critério para administrá-la. [As autoridades] perguntam a eles se dão consentimento para ser internados, e eles dizem que não. Os pais não podem dizer nada. Mas depois chegam os problemas, que são enormes.

SOLUÇÕES

A solução que Montserrat propõe é a mesma já adotada em outros lugares do mundo, como a Fazenda da Esperança, no Brasil: a criação centros públicos de saúde mental em áreas rurais, para que os pacientes internados realizem trabalhos no campo e cuidem de animais, por exemplo, e não possam sair da clínica enquanto estiverem em tratamento.

Na Espanha, os antigos manicômios para pessoas com transtornos mentais foram extintos na década de 1970, mas não foram substituídos por outras instituições que, ao mesmo tempo, os tratem adequadamente e protejam o resto da sociedade.

TESTEMUNHOS

São muitos os testemunhos publicados nos boletins da Fazenda da Esperança daqueles que entraram no mundo das drogas através da maconha.

“Eu comecei usando maconha e alguns anos depois conheci a cocaína, a partir daí eu já não usava drogas, mas a droga me usava. Usei cocaína por mais de cinco anos, fui perdendo a vergonha e a dignidade, mostrei muitos defeitos de caráter.” (J.M.A., 42 anos)

“Eu comecei a usar drogas quando tinha 18 anos, eu menti para meus pais, saí com amigos que eles não conheciam. Fumei maconha, depois senti que queria outra coisa e provei cocaína. Foi quando conheci o pai do meu filho, começamos a sair. Ele vendia drogas, traficava e era criminoso. Com ele experimentei pasta base e o crack, que mais me viciou.” (G.Q., 31 anos)

“Comecei a fumar cigarro, consumir álcool e em seguida a maconha. Isso com uns 12 anos de idade. Aos 24 anos, consumia muito álcool e maconha, mas experimentei cocaína. Foi quando afundei. No início, era só nos fins de semana e, com o passar do tempo, passei a fazer uso diário.” (M.C., 32 anos)

RECUPERAÇÃO

A recuperação é um trabalho difícil, persistência de pessoas dedicadas em favor de dependentes, muitas vezes hostis. Na Fazenda da Esperança, a recuperação fundamenta-se no tripé: espiritualidade, convivência e trabalho.

  1. A espiritualidade é a base presente em todos os momentos e atividades.
  2. Na vida anterior à acolhida, a convivência encontrava-se numa situação de calamidade. Essa convivência é mudada para o dependente sempre ter apoio, distanciando-se da tentação das drogas.
  3. O processo pedagógico do trabalho na recuperação visa restabelecer força, criatividade, continuidade e autoestima do interno.

Mais informações e unidades da Fazenda da Esperança em: http://www.fazenda.org.br.

(*) Publicado no portal ALETEIA em 28/05/2018)


GOVERNADORA CONFIRMA APOIO À EQUIPE DE VÔLEI DA CAPITAL

Cida Borghetti se reuniu nesta terça-feira (29) com o técnico do time Carob House/CMP, Clésio Prado, além do ex-jogador e medalhista olímpico Giba e a ex-tenista Gisele Miró, coordenadores do grupo. A manutenção do apoio foi garantida pelo Governo do Estado e a Copel Telecom.

Governadora com a deputada Maria Vitória, dirigentes da equipe de vôlei Curitiba Carob House/CMP e diretor-presidente da Copel Telecom, Adir Hannouche

A governadora Cida Borghetti confirmou nesta terça-feira (29) a manutenção do apoio do Governo do Estado e da Copel Telecom ao time de vôlei Curitiba Carob House/CMP. A equipe que foi vencedora da Superliga B feminina de vôlei deste ano é coordenada pelo ex-jogador e medalhista olímpico Giba e pela ex-tenista Gisele Miró.

“O Governo do Estado apoia e estimula todas as práticas esportivas. Podem contar conosco e com o apoio da Copel Telecom nesta ação importante de trazer os paranaenses para o esporte. Esporte é vida e queremos trabalhar com vocês nesta campanha”, afirmou a governadora durante encontro com os atletas coordenadores.

O diretor-presidente da empresa, Adir Hannouche, ressaltou que a empresa apoia também a equipe Maringá Vôlei. “A Copel Telecom identificou no esporte uma forma de traduzir sua iniciativa cidadã. Já apoiamos a equipe de Maringá, fizemos um ajuste para atender a de Curitiba e estamos torcendo pelo sucesso das duas”, disse.

VOLTANDO À SUPERLIGA

A idealizadora Gisele Miró comemorou a notícia. “Depois de 14 anos conseguimos voltar para a Superliga e graças ao apoio do Governo do Estado vamos trazer os melhores eventos e principais jogos para o Paraná”, disse.

Com o comando do técnico Clésio Prado, 16 jogadoras fazem parte da equipe de Curitiba, entre elas a medalhista olímpica Valeskinha e a atleta Fofinha, que fizeram parte da seleção brasileira, além de esportistas de grandes times nacionais. A equipe também desenvolve projetos sociais na Capital paranaense com crianças, adolescentes e pessoas idosas. Está em andamento também um plano para atender mil crianças no Ginásio do Tarumã.

“Com esta parceria, este projeto será de longo prazo. É a manutenção do sonho de manter crianças fora das ruas e das drogas”, disse o ex-jogador Giba.

(Redação da AEN-PR, em 29/05/2018)