Campus da PUCPR
Geral da UFRJ

 

A sexta edição do Ranking Universitário da Folha (RUF) diferente do balanço de ações positivas que levaram as universidades ao topo da lista parece, agora, antever a sua derrocada. Na capa em que apresenta a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como a primeira na avaliação de 195 universidades brasileiras, a Folha de S. Paulo exibe foto de um incêndio recente que atingiu a residência estudantil no campus universitário, em agosto. A crise econômica ronda a UFRJ. Não há dinheiro para pagar as contas já a partir do mês e há alunos assistindo aulas em contêineres.

ESTADO DE PENÚRIA

Ainda assim, o quadro da UFRJ não é tão dramático quanto o da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, esta sim em estado de penúria, mas cuja crise ainda não figura no ranking de avaliações. A UERJ aparece em 14º, mesmo diante de um ano letivo perdido. Salários de funcionários estão com três meses de atraso e não há dinheiro sequer para trocar as lâmpadas queimadas dos corredores escuros.

O RUF avalia o passado e o presente das universidades sem tirar os olhos do que virá pela frente. Salvam-se aquelas universidades que investem em parceria com empresas para contornar a crise.

CONCEITO ALTO

A Unicamp é uma delas. A universidade de Campinas superou a USP, saltando para o segundo lugar no RUF e já é a melhor da América Latina da THE (Times Higher Education), ranking britânico que avalia instituições acadêmicas em todo o mundo.

O mesmo ranking THE, inglês, colocou dias atrás a PUCPR com o a primeira das universidades paranaenses, estão lembrados?

A parceria com o setor produtivo elevou o conceito da universidade. Só em 2016 foram 80 pedidos de patentes, 135 tecnologias licenciadas e ganhos que somam R$ 660 mil.

PUC-PR: PRIMEIRA ENTRE AS PARTICULARES DO ESTADO

Universidades estaduais e federais do Paraná também aparecem bem colocadas no ranking. A Universidade Federal do Paraná é a 8ª colocada, as estaduais de Maringá e Londrina aparecem em 25º e 26º lugar, respectivamente, seguidas da particular Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), dos Irmãos Maristas, 32º no ranking geral, 3ª entre as particulares e 1ª entre as privadas do estado.

PLANOS AMBICIOSOS

A PUC-PR tem planos ambiciosos. Nos próximos anos vai intensificar os investimentos no corpo docente e nas parcerias com empresas privadas. O objetivo é, em curto período de tempo, alcançar as PUCs do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro que ostentam melhores posições no ranking universitário. Não se trata de uma concorrência gratuita, mas de um maior investimento em resultados que atraia parcerias no setor privado e alunos interessados em estudar em escolas de melhor conceito.

CAÇA TALENTOS

Essa, aliás, é a estratégia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo que, mesmo com mensalidades que chegam a custar cinco vezes mais que a média, atraem talentos de classes mais baixas, oferecendo bolsas integrais, moradia e alimentação.

Os efeitos da Operação Lava-Jato geraram o aumento da procura por cursos de Direito, segundo o ranking da Folha. Não é propriamente uma novidade. Por muitos anos, o vestibular da Fuvest, o mais concorrido do país, teve no Jornalismo e na Publicidade e Propaganda as carreiras mais disputadas. Havia um glamour inexplicável para aqueles que ambicionavam frequentar o banco dessas faculdades. Algo de promissor, que poderia ser explicado com o reforço das equipes jornalísticas na televisão, mas não na publicidade, onde a seleção sempre foi seleta e quase nunca exigia o canudo universitário. Caso de Washington Olivetto, o mais festejado profissional da área desta e daquela época, que em palestras nas faculdades dizia em alto e bom som: “Vejo desempregados”. Via mesmo.

PALADINO DA JUSTIÇA

O Direito se apresenta agora entre os mais concorridos cursos porque a judicialização tornou-se tão recorrente quanto nos Estados Unidos, onde qualquer desacordo entre vizinhos vai parar no tribunal. A operação Lava-Jato serviu para dar uma aura de heroísmo ao juiz, ao promotor, ao procurador. Daí, a preferência nacional pela cadeira de Direito. O rábula, o advogado de porta de cadeia, deu lugar ao paladino da Justiça. Claro que só no papel. Na dura realidade, os 214.562 novos alunos de Direito (crescimento de 35% nas matrículas em cinco anos) têm pela frente a dura experiência do estágio e o exame da Ordem dos Advogados do Brasil em que, miseravelmente, apenas 25% dos 300 mil candidatos são aprovados.

UNIVILLE CRESCE

Neurologista Norberto Cabral, da Univille

 

De qualquer forma, esse é o apenas o fragmento de um cenário de proporcionalidade calamitosa. A saída das universidades parece estar na pesquisa e no volume de artigos publicados. Não se trata de elucubrações, mas de estudos que ganham guarida na comunidade científica internacional nas diversas áreas do conhecimento.

Exemplar da revista “Lancet”

A revista “Lancet”, por exemplo, publicou artigo com 130 coautores, entre eles o neurologista brasileiro Norberto Cabral, professor da Univille (Universidade da Região de Joinville), em que ele avaliou os AVCs ocorridos na região durante dez anos e os relacionou a casos de obesidade ou sobrepeso. O estudo fez com que a Univille subisse 30 pontos no indicador de pesquisas do RUF (da 117ª para a 87ª posição) e 25 colocações no ranking geral (da 119ª para a 94ª).

INVESTIR PARA LUCRAR

O caminho das pedras parece definido para as universidades. O que parece difícil na atual conjuntura é esperar que o contribuinte invista milhões em instituições públicas sem que elas se voltem para os interesses da comunidade, para a pesquisa, para os artigos científicos e para o lucrativo mercado das patentes – que abrange desde equipamentos médicos até jogos de videogame. O dístico é: “Investir para Lucrar”. A sociedade exige o retorno.


ATÉ MACHADO DE ASSIS CITA O VISCONDE DE SOUTO

Os autores, no lançamento do livro, no Palacete dos Leão.

Francisco Souto Neto e sua prima, a jornalista Lúcia Helena Souto Martini, escreveram um livro indispensável na biblioteca de quem tem interesse pela História do Brasil, e, de forma especial, pela história das finanças e dos bancos do país.

Trata-se do “Visconde Souto, Ascensão e ‘Quebra’ no Rio de Janeiro Imperial “, Editora Prisma, de Curitiba, uma casa editorial que tem catálogo de altíssima qualidade, mas pouco conhecido.

FASCINANTE A TODA PROVA

O fascinante personagem, banqueiro natural de Portugal, foi literalmente um “tycon” do Brasil Imperial: seu banco, a Casa Souto, rivalizava com o Banco do Brasil em depósitos, lá por volta de 1850.

Nome quase lendário da vida bancária e das finanças do Brasil, Antonio José Alves de Souto, Visconde de Souto, é trisavô de Francisco Souto e Lúcia Helena Souto Martini.

FUNDOU A BOLSA DO RIO

Impossível também dissociar o Visconde de Souto de marcantes momentos da vida da corte, como o fato de ter sido ele um dos fundadores da Junta dos Corretores, atual Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e também parte da primeira diretoria da Caixa Econômica. A história do visconde – o primeiro banqueiro particular do país – envolveu ampla inserção dele na vida comunitária, com repercussão, até, em escritos de Machado de Assis. Por exemplo, em “Quincas Borba”.

OBRAS COMUNITÁRIAS

Além da contribuição à economia e finanças do Brasil, o Visconde de Souto fascina o leitor pela maneira com que o retratam seus descendentes, pela capacidade que teve de envolver-se em obras comunitárias. Em sua chácara, por exemplo, criou e manteve o primeiro zoológico do Brasil; manteve obras de apoio à alimentação e escolaridade da infância carente; presidiu a Beneficência Portuguesa do Rio, uma portentosa obra de assistência social e hospitalar.

FOI INOCENTADO

Recomendável, sob todos os títulos, é, pois, esse livro, resultado de anos de pesquisas feitas por Francisco Souto Neto e Lúcia Helena Souto Martini. Com uma observação final: o visconde foi inocentado da quebra da Casa Souto. Esse fato, lembram os autores, foi atestado pelas seis centenas de obras que consultaram, o que também dimensiona a importância do livro capitaneado pelo acadêmico Souto Neto, da Academia de Letras José de Alencar.


NA PRAÇA SALETE, PRECES MULTICULTURAIS

Belzebu

Ultimamente, ouvem-se constantes e não discretos pedidos de socorro, a pessoal do STJ, em majestoso edifício da Praça N.S.Salete – Centro Cívico.

Os telefonemas e os whatts app não trazem as respostas esperadas.

Esclareço: não se trata do Palácio Iguaçu.

Dizem que o padre capelão foi chamado de madrugada para “fazer preces especiais”. Com pedido especial: “Podem ser aquelas em latim?”

O capelão acedeu: tratou de colocar em dia seu velho Ritual Romano, todo em papel bíblia e inteiramente na língua de Ovídio. Parece que o Capeta tem mesmo ojeriza ao antigo ritual.

PASTORES CONTRA O DIABO

Pelo menos 3 pastores evangélicos ligados às muitas correntes pentecostais que hoje estão presentes no espaço, foram igualmente requisitados para “afugentar as coisas do Capeta que se armam contra dois majorengos daquele território”.

Condição básica: os ministros pentecostais deveriam ter “muita experiência em debelar feitiçarias e maus olhados”.

Não foi difícil encontrá-los.

CHAMEM AS MÃES DE SANTOS

Mesmo arriscando-se aos olhares de reprovação dos pastores, inimigos número um de religiões de matrizes afro, duas mães de santos fizeram seus “trabalhos”, em data e horário escolhido, “in loco”: sexta-feira à meia noite. Devidamente paramentadas, acompanhadas dos pertences cultuais.

Elas até pediram ajudam a uma pessoa categorizada do vizinho TCE, que entende e também domina o culto afro.

Por ora, nenhuma resposta às invocações, nem para o bem, nem para o mal.


FATO/FOTOS

COMPETÊNCIAS

Reitor da PUCPR, professor doutor Waldemiro Gremski, o vice-reitor Comunitário José Luiz Casela, e o vice-presidente Executivo, Vidal Martins, quando apresentavam ao titular deste espaço, dias atrás, as novas linhas pedagógicas que passam a orientar o ensino de Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. A ênfase na graduação é a do ensino por Competências, com que a instituição alinha-se com grandes universidades do mundo todo.

Na outra foto, professor doutor Masimo Della Giustina, chefe de Gabinete da Reitoria, despedindo-se do jornalista, depois de ter participado também da apresentação.


OPINIÃO DE VALOR

“NOVO BRASIL: MAIS HUMANO, JUSTO, MORAL E ÉTICO. E UM ESTADO MENOR E MELHOR” (I)

Por Judas Tadeu Grassi Mendes*

Judas Tadeu Grassi Mendes: inconformado com o país injusto

A mudança passa pela força do povo nas ruas, com três grandes passeatas:

  1. “Ajustar” o Judiciário;
  2. “Corrigir” o Legislativo;
  3. “Aprovar” as 10 PECs que mudarão o Brasil.

O Brasil é um país que nos últimos 40 anos cresceu muito pouco (apenas 2,5% ao ano, em média) e continua ainda sendo injusto e desigual socialmente. As principais causas são:

40% DO PIB VAI PARA GOVERNO

  1. O enorme tamanho do Estado em relação ao PIB (temos um governo que nos custa mais de 40% do PIB, ou seja, de cada R$ 100 gerados de riqueza, nossos governos “consomem” mais de R$ 40,00, ficando para os 207 milhões de brasileiros e mais de 5 milhões de empresas apenas em torno de R$ 60,00).
  • Um Estado que gasta muito com: juros, pessoal, máquina administrativa e previdência e muito pouco com saúde, educação, segurança, saneamento e infraestrutura.
  • Um Estado excessivamente burocrático, e com gestão ineficaz.
  • Um país sem cidadania, seja no Judiciário, na educação, na saúde e na segurança.
  • Governos administrados por privilégios para a minoria, seja no Legislativo, no Judiciário e no Executivo.

PODER DE QUADRILHAS

  1. Um Estado governado por quadrilhas no Executivo e no Legislativo, que:

– Superfaturam obras públicas, atacam as estatais e os fundos de pensão de estatais, para gerar propinas, roubalheiras e corrupção.

– Aprovam medias provisórias no Congresso, como benefícios fiscais (como: isenções e desonerações) para privilegiar grupos empresariais (privados), que por sua vez vão propiciar mais propinas, roubalheiras e corrupção.

– Usam bancos públicos (como Banco do Brasil, Caixa e BNDES) pra privilegiar grupos privados, em troca de propinas e corrupção.

  1. Um Judiciário, contaminado pelas influências políticas, em especial no STF, com decisões inexplicavelmente lentas e por isso protegem as elites, acobertadas pelo inaceitável e famigerado Foro Privilegiado, foco de mais corrupção.

A FORÇA DO POVO NAS RUAS TRÊS GRANDES PASSEATAS, COM OBJETIVOS CLAROS

ESTAMOS PERPLEXOS

Diante de tudo isso, nós brasileiros estamos perplexos, indignados e nos sentindo impotentes em como resolver tudo isso, ainda mais pelo enorme potencial que tem o Brasil, com tantos recursos naturais. A saída é uma só: só há um caminho para consertarmos tudo isso: o poder do povo, mas povo nas ruas, pois se individualmente somos impotentes, juntos e com propósitos (objetivos) claros, faremos os corruptos tremerem, pois eles temem povo unido. Para tanto, precisamos fazer três grandes passeatas (com mais de 2 milhões de pessoas em todas as ruas do Brasil. Para tanto, precisamos do apoio dos atuais movimentos: “O Vem pra Rua” e o “Movimento Brasil Livre: MBL”. Cada passeata tem que ter um único objetivo-foco, que são os seguintes:

FIM DO FÔRO PRIVILEGIADO

  • Primeira Passeata em novembro/2017: Objetivo-Foco: “ajustar” o nosso Judiciário, exigindo três coisas: Fim do foro privilegiado; Prisão para os condenados em segunda instância (pois há quem, dentro do STF, defendem a revisão desta decisão); Medidas para acelerar as decisões do Judiciário.
  • Segunda Passeata em agosto de 2018: Objetivo-Foco: “corrigir” o nosso Legislativo. Apesar de termos uma minoria de políticos preocupada com o país e o bem-estar do povo, a grande maioria só pensa em benefícios próprios. Por isso, numa demonstração de que o poder é do Povo, defendemos uma passeata exclusiva para conscientizar toda a população para na eleição de outubro não reeleger nenhum dos nossos atuais deputados estaduais, federais e senadores, ou seja, reeleição zero. Assim, faremos uma limpa total e teremos um novo Congresso.

NOVA CARTA

  • Terceira Passeata, em março de 2019: Objetivo-Foco: “forçar” o novo Congresso a aprovar novas leis e uma nova Constituição, no primeiro semestre de 2019. Para tanto, até o final de 2018 precisamos chegar a um consenso das mudanças que realmente queremos e precisamos, sempre levando em consideração, os seguintes princípios: morais-éticos, sociais, de extinção dos privilégios e da governança pública cidadã. A título de uma singela contribuição, vamos citar aqui 10 pecs (na parte II deste artigo) para um novo Brasil e elas servem de orientação do que queremos que o novo Congresso aprove em 2019.

(*) Prof. Judas Tadeu Grassi Mendes. Ph.D. em Economia pela Ohio State University, autor de 11 livros de Economia. Professor, empresário, palestrante e educador há 43 anos. Foi professor visitante nos EUA, no Japão e na Alemanha. Foi professor titular da UFPR por mais de 21 anos. Um inconformado com o Brasil, um país com tanto potencial, mas tão injusto com a sua população, que não tem cidadania.

(prossegue)