Dom João Braz de Aviz: formação em Curitiba

Os dois cardeais brasileiros com maior influência no episcopado nacional e mundial são do Sul do país. E, por coincidência, fizeram boa parte de sua formação escolar e acadêmica no Seminário Rainha dos Apóstolos, da Arquidiocese de Curitiba.

São,respectivamente, o cardeal de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, 60 anos, e dom João Braz de Aviz, 63, prefeito da Congregação dos Institutos de Vida Consagrada e ação Apostólica, dom João de Aviz.

Dom João acaba de ser feito cardeal pelo papa Bento XVI, sendo o único latino-americano de uma lista de 22 nomes anunciada na última semana. Ele será eleitor para a escolha do futuro pontífice, juntamente com 17 dos 22 agora  escolhidos, sendo que quatro deles não poderão votar por terem mais de 80 anos.

FOCOLARINO DE CHIARA

Dom Odilo Scherer: estudos em Curitiba desde o seminário menor

O cardeal de São Paulo, dom Odilo Scherer, natural do Rio Grande do Sul, mas criado em Toledo, fez todos seus estudos religiosos em Curitiba, no Seminário Menor São José e, depois, Filosofia no Seminário Rainha dos Apóstolos, e Teologia no Studium Theologicum, todos da Arquidiocese de Curitiba. Também aluno do Rainha foi o novo cardeal, dom João de Aviz, catarinense que, cedo, aos 3 anos,  com a família radicou-se em Borrazópolis, Norte do Paraná, e depois em Apucarana, por cuja diocese foi ordenado padre.

Dom João de Aviz tem irmão padre, Amaury, que foi pároco de Santo Antonio, no bairro de Uberaba, em Curitiba, e hoje trabalha em paróquia no MS. Ocupou dioceses importantes, como Ponta |Grossa, Vitória, Maringá e Brasília, de que foi arcebispo até maio do ano passado.

O novo cardeal é ligado ao Movimento Economia de Comunhão, dos Focolares. Os focolartinos são membros de movimento católico fundado por Chiara Lubich depois da Segunda Guerra, caracterizado por ação ecumênica, posição política conservadora e pregação de uma forte noção de “repartir dons e valores”, na vida pessoal e nas atividades empresariais.

LIVROS DE BOSSMANN NA UNIVERSIDADE

O acervo bibliográfico da Universidade Federal do Paraná foi enriquecido com a doação dos livros do professor Reinaldo Bossmann, efetuada, em dezembro último, pela professora Petra Bossmann Romanus, sua filha única e herdeira. Segundo ela afirma, “não há melhor lugar para serem guardados e bem usados” os livros, em alemão e português, parte da biblioteca particular de Bossmann (falecido há 10 anos), que dedicou 30 anos de vida ao magistério na centenária instituição de ensino. Alemão de berço, nascido a 29 de outubro de 1910, dedicou-se na juventude aos estudos de Germanistica, fazendo pesquisas de campo da Eslavística, numa concepção acadêmica de integração do polonês com o alemão, tomando o canto sacro como objeto de estudo. Resultou daí sua tese de doutoramento na Universidade de Breslau, “ Der Kantlnaldruck für die evangelische Kirche Schlesiens”, em1938. Com os efeitos catastróficos da Segunda Guerra Mundial e a anexação à Polônia de sua Silésia natal, o professor Bossman foi lecionar algum tempo na Iugoslávia, mas optou por deixar o Velho Mundo e buscar vida nova no Brasil.

NA FACULDADE DE FILOSOFIA: PRIMEIRO PROFESSOR DE ALEMÃO

Já no início dos anos 50, passou a integrar o quadro docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFPR, onde substituiu o primeiro professor de alemão em nível universitário no Paraná, professor Ernesto Sigel Filho. Em 1956, com tese sobre a obra do escritor Erich Kastner, tornou-se o  primeiro catedrático de língua e literatura alemã em nosso Estado. Ao final de sua vida docente, além de lecionar Filologia Germânica no Curso de Pós-Graduação de Letras, acumulava as funções de professor titular no Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes e Coordenador da Área de Alemão do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas.

Em 1980, por idade, foi compulsoriamente aposentado, tendo publicado vários trabalhos no Brasil e na Alemanha, contribuído decisivamente para a organização do Laboratório de Línguas e para a organização do Departamento de Línguas Estrangeiras Modernas da UFPR. O “Sonderdruck-Jahrbuch fuer Schlesische Kirchengeschichte”, publicado na Alemanha em 1978, reavaliou todo o esforço de pesquisa do professor Bossmann, no momento em que sua tese de doutoramento completava 40 anos.

PESQUISAS & ATIVIDADES: AS PALAVRAS EM MODA

Publicou pesquisas sobre “Neologismos e Palavras em Moda” e “Peculiaridades da Língua Alemã”; orientou teses de livre docência e realizou conferências nas Universidades de Marburgo,

Hamburgo, Stuttgart, Erlangen, Heidelberg, Hannover e Zurique sobre temas como “A Literatura Alemã Contemporânea”, “A Língua Alemã no Brasil”, “O Teatro Épico de Bertolt Brecht”, e ‘”Dramaturgos Alemães no Brasil”. Sua tese sobre Erich Kaestner foi estudada e elogiada pelo prof. J. C. Middleton, lente de Alemão no King’s College”, e inserida na “Bibliografía da

Universidade de Londres sobre a Literatura Alemã de 1880 até à atualidade”. Homem com grande capacidade de trabalho, além de lecionar e pesquisar, foi tradutor público e intérprete judicial, inclusive na Junta Comercial do Paraná.

Sua filha única, Petra, seguiu as pegadas paternas, também lecionando língua e literatura alemã em nossa Universidade, até sua recente aposentadoria.

REDENTORISTAS AVALIAM E PLANEJAM  AÇÕES

Pe. Joaquim Parron: ‘povo não se afastou da Igreja’

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Os membros da Congregação Redentorista, padres e irmãos, reuniram-se  em Capítulo Provincial, nos dias 5 a 7 de janeiro, em Curitiba, para avaliar as ações pastorais do último ano e planejar novas atividades para 2012.

Segundo padre Joaquim Parron, superior provincial, as Santas Missões e os Santuários pastoreados pelos Redentoristas tiveram destaques nas ações de 2011.

“Enquanto alguns dizem que o povo afastou da Igreja, percebe-se o contrário em nossos santuários, pois cada dia aumenta o número de fiéis nas nossas celebrações”, destaca padre Parron.

 

REDENTORISTAS NO SURINAME

Padre Joaquim Parron e irmão Jorge Tarachuque estarão fazendo a visita pastoral na missão Redentorista do Suriname a partir de hoje até dia  19 deste janeiro.

Desde que padre Parron assumiu a coordenação da URB (União dos Redentoristas do Brasil) ele também é responsável pela missão no Suriname. Por isto, no mês de dezembro ele esteve reunido com a alta hierarquia em Roma e em Wittem (Holanda).

ENTENDA-SE  O  BRASIL

Enquanto o Governo possibilita agora  às prefeituras municipais aplicarem pedágios urbanos, para conter o “avanço” do automóvel sobre as cidades, o mesmo governo se regozija com a chegada de novas montadoras de veículos automotores. Algumas, essenciais, como a de caminhões, a ser erguida em Ponta Grossa. Outras, até para a fabricação de carros de luxo, caso da BMW. Ou da Mercedes Benz, que já admite reativar sua fábrica de automóveis em Juiz de Fora, MG.

E dê-lhe incentivo fiscal…

 EM FAVOR DO TIGRE…

De início houve muita gritaria sem conhecimento de causa, quando estourou ação de três jovens componentes do  Grupo Tigre, da Polícia Civil do Paraná, e que acabou resultando na morte de um policial militar gaúcho  em  Tramandaí, no RS.

Os policiais do Tigre – cujas intervenções em sequestros no Paraná sempre registraram libertação de todos os reféns – sofreram todo tipo de ameaças no RS, alimentadas pelas redes sociais. E, diz-se, a boca pequena, “por uma certa omissão do governador Tarso Genro, aquele que se notabilizou por santificar o  terrorista Battistti”.

… UM MOVIMENTO SILENCIOSO

Houve um movimento eficiente,  no Paraná, em defesa dos componentes do Tigre, por parte do governo do Estado e de algumas lideranças empresariais. O trabalho mais notável, silencioso e mobilizador de grupos de influência em favor dos jovens polciais foi capitaneado pelo empresário Ricardo Beltrão  Almeida. Tudo com inteligência e a independência que o caracteriza.

Ricardo, entre outras ações, garantiu toda assistência espiritual e psicológica aos policiais, a quem apresentou o trabalho pastoral de um sacerdote católico redentorista, padre Celso.

E Ricardo praticamente “fez plantão” na porta da delegacia em que os moços do Tigre estiveram recolhidos, nos primeiros dias, em Curitiba.

ALEMÃES NO BOM JESUS

Fundado por frades franciscanos no começo do século 20, o Colégio Bom Jesus, de Curitiba, passará em junho próximo por uma experiência de intercâmbio internacional incomum: da Alemanha virão alunos de uma escola estadual de segundo grau, da região metropolitana de Munique, para convivência de 12 dias com os estudantes da escola de orientação franciscana.

Liderando o grupo de alunos – e com alguns professores – virá  o professor de História da escola, Martin Lohmann, que tem tudo a ver com Curitiba, onde casou com a curitibana Carolina Bettega Castor.  Ela é filha de Belmiro e Elizabeth (Bettega) Castor.

MARCELO LORBER, O MOÇO ESPECIAL

Marcelo e o jornalista Aroldo Murá

Marcello era um jovem especial. Tinha algumas limitações do ponto de vista médico, uma certa dificuldade para entender o mundo maluco que o cercava, por exemplo.

Era inteligente, afetivo, carinhoso. Tinha também  algumas paixões, as quais jamais escondeu, como o amor aos pais, o jornalista Szyja Ber Lober e a mãe, Rosilda.

Dava a impressão que a sua grande confidente e com quem ficava inteiramente à vontade era a tia, a também jornalista Blima Lober, com quem viajava até para o exterior e em cuja casa foi levado pelo Anjo da Morte. Divertiam-se, embora entendendo o mundo não exatamente da mesma maneira. Até porque Marcelo era um moço especial, 32 anos, e que ganhava todas as atenções prioritárias dos pais, da tia e, antes, do falecido avô, o judeu polonês seu David, um homem rico de experiências humanas, algumas dolorosas, como o campo de concentração nazista da II Guerra, onde esteve segregado. Seu David e Marcelo se deram muito bem, o avô transferiu experiência de vida ao neto que, com insistência, cobrava a presença dele. Afinal, gente especial, como Marcelo, queria continuar ao lado de outro especial, como seu David.

Agora estão juntos: Marcelo partiu “para outro plano” – como  me dizia  Blima -, dias atrás.