A artista popular Efigênia Rolim, 88 anos completados em 21 de setembro, mineira radicada em Curitiba por 40 décadas e há alguns meses morando no litoral catarinense, estará na Biblioteca Pública do Paraná na manhã de sábado, 5 de outubro, para o lançamento do livro Contos de fada Efigênia, da jornalista Adélia Maria Lopes, com ilustrações da artista Katia Horn e algumas surpresas.
Contadora de suas próprias histórias, além de poeta, artesã/escultora e designer de moda com material reciclado, a Rainha do Papel de Bala já foi contemplada com biografia, teses universitárias, documentários em vídeos e filmes, além de prêmios nacionais. O que ela desejava (e faltava), entretanto, era imortalizar seus contos nas páginas.
Suas histórias, agora em livro concretizado pela Caixa Econômica Federal por meio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba, são frutos da sua imaginação, misturadas com lendas e fatos. Assim como suas esculturas de sucata e papel de balas, há muito de realidade na ficção: elas falam de pobreza, velhice, amor, amizade e proteção ambiental.
Para mim, “Efigênia Rolim personifica dois brasis: a vocação de Minas Gerais pelas lendas e histórias, música e artesanato e, ao mesmo tempo, a aptidão curitibana pela sustentabilidade e poesia”. E lembro que, “considerada uma autêntica representante dos guardiões da tradição oral do Brasil, desde 1993, ela vem narrando histórias em salas de aula, feiras, festivais e nos mais diversos encontros culturais pelo país”.

 

Ela estava com 85 anos quando gravou seus “contos de fada”, captados por mim também em rascunhos esparsos por cadernos.

Selecionei 21 histórias, que ganharam criativas ilustrações da artista Katia Horn e caprichado projeto gráfico de Adriana Alegria, que conta também com uma foto clássica de Efigênia, feita em estúdio por Vilma Slomp. Lúdico também na forma, o livro traz encartes de nove postais, que convidam as crianças a recortar, desenhar e deixar a imaginação à solta, além do livrinho de poesia Pássaros se beijando, todos da contadora de história.
O artista plástico Hélio Leites, que deu mais asas para Efigênia voar, ao vê-la com seus bonequinhos de papel de bala pela rua no início dos anos 1990, fará a contrapartida do projeto, realizando oficinas com alunos das escolas municipais. As crianças já estão “brincando” com o livro na rede de bibliotecas da Fundação Cultural de Curitiba.

Agende-se: Biblioteca Pública do Paraná, das 10h às 12h30 do dia 5, primeiro sábado do mês das crianças. Além da sessão de autógrafos de Efigênia Rolim, estarão expostos suas obras recentes e as ilustrações.