A verdade é que cresce rapidamente o número de brasileiros que reprova o governo Bolsonaro. De acordo com pesquisa nacional divulgada pelo Instituto Datafolha nesta segunda-feira 2, a reprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro (índice de pessoas que consideram a administração ruim ou péssima) chegou a 38% um aumento percentual de cinco pontos em relação ao último levantamento divulgado pelo instituto, em julho. Uma parcela de 30% dos entrevistados classifica o governo como “regular” e 29% o consideram “bom” ou “ótimo”.

O Datafolha ouviu 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios. Na comparação com o último levantamento do tipo, a aprovação do presidente diminuiu – dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para ou mais para menos -, de 33% em julho para 29%. Já a avaliação do governo como regular ficou estável: de 31% para 30%.

Em recortes populacionais, os declarados “ateus” são o grupo que mais rejeita Bolsonaro (76% dos entrevistados) e chamam a atenção os índices de rejeição entre moradores do Nordeste (52%), desempregados (48%) e mulheres (43%). Já entre os grupos que mais aprovam o governo, destacam-se empresários (48%), evangélicos neopentecostais (46%), moradores do Sul e Centro-Oeste (37%) e homens (33%).

Entre os que declararam voto a Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018, uma parcela de 57% creem que o governo é “bom” ou “ótimo”. Entre quem votou em Fernando Haddad (PT), 69% reprovam a atual administração.

Romanelli critica Oriovisto:

O deputado Romanelli (PSB) criticou o projeto de lei do senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR) que prevê a fusão de municípios menores de cinco mil moradores. “Já que o senador está com bastante tempo livre, podia aproveitar e conhecer a realidade dos pequenos municípios”, disse Romanelli no Twitter.

Mais pau

“Devia ainda propor um novo pacto federativo que transfira recursos da união para estados e municípios”, completou. Para Romanelli, a extinção de pequenos municípios vai na contramão do interesse do cidadão do interior, que paga impostos e que não teria a quem recorrer para seus problemas, a não ser a burocracia central.

Guerra no ninho

Os diretórios do PSDB de Belo Horizonte e de Minas Gerais vão apresentar nesta segunda (2) à direção nacional do partido pedidos de afastamento dos presidentes da sigla na capital e no estado de São Paulo. A ala paulista do tucanato patrocina ofensiva contra Aécio Neves (PSDB-MG). Os mineiros decidiram responder. À frente do PSDB paulistano, Fernando Alfredo será acionado por ter dito à coluna Mônica Bergamo, da Folha, que “boa parte da turma” que votou contra a expulsão de Aécio “é para quem ele distribuiu dinheiro”. Já sobre o presidente PSDB paulista, Marco Vinholi, pesam os termos que ele usou no recurso contra a derrota sofrida na executiva nacional, que vetou punição a Aécio por 28 votos a 4.

Novo rosto da Lava-Jato

Chamuscada com as revelações expostas nas mensagens de Telegram entre seus integrantes, a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba está oxigenando suas faces públicas. As informações são de Lauro Jardim n’O Globo. Saem da linha de frente gente como Deltan Dallagnol e aparecem novos rostos, como os dos procuradores Felipe Camargo e Alexandre Jabur.

Questão de honra

O governador de São Paulo, João Doria, não engoliu o arquivamento do processo de expulsão do PSDB do deputado Aécio Neves (MG). A derrota, na executiva tucana, representou grande humilhação para Doria e o tucanato paulista, por isso virou uma questão de honra retomar o caso. A tendência é Dória se associar ao prefeito paulistano Bruno Covas, para quem não há espaço para ele e Aécio no PSDB.

Má companhia, não

O núcleo duro da pré-campanha ao Planalto acha que Doria não pode disputar a eleição de 2022 com “ladrões evidentes” filiados ao PSDB. Doria está sendo pressionado pelos correligionários paulistas a esticar a corda, ciente de que, se ela arrebentar, terá de sair do partido. Com Aécio e outros tucanos enrolados no PSDB, Dória teme perder autoridade para atacar a ladroagem de adversários óbvios como o PT.

Sem destino certo

O governador avalia que o PSDB é sua melhor opção partidária. Desfiliando-se, teria de criar um novo partido.

Presepadas

O descontrole nos gastos de ONGs ambientalistas envolveu até o governo do Acre, que levou R$60 milhões do Fundo Amazônia para “apoiar a política pública de valorização do ativo ambiental e florestal” e embromações do gênero. Auditoria do Ministério do Meio Ambiente, já em poder do Tribunal de Contas da União (TCU), apontou um vasto conjunto de irregularidades no Acre, da falta de prestação de contas à falta dos equipamentos que prometeu adquirir com o dinheiro recebido.

Meu pirão primeiro

Foram auditados 18 contratos, R$252,2 milhões. A maioria das ONGs gasta mais (até 87%) com seus integrantes do que nas ações efetivas. A ONG Instituto de Pesquisa Ambiental (Ipam), gastou mais em “gestão de projeto” (R$6,1 milhões) do que com equipamentos e materiais. O que impressiona, na auditoria dos contratos de ONGs que atuam na Amazônia, é a leniência do BNDES com as graves irregularidades.

Puro besteirol

A “descoberta” de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), é puro besteirol. Fez parecer que era “foragido da Justiça” e não apenas alguém que a imprensa não conseguia encontrar.

Movimento

A cada solavanco provocado pelo presidente Jair Bolsonaro, em suas “coletivas na grade”, aumenta a fila de interessados em trocar de partido e ingressar no PRTB, a sigla do vice Hamilton Mourão.

Novos processos

Setembro começa com a expectativa do prestigiado evento Seminário Novos Processos e Tecnologia, dia 23, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Seu presidente, ministro João Otavio de Noronha, fará a palestra de abertura sobre “Como Aperfeiçoar o Sistema de Justiça no País”.

Encontro veicular

O ministro Paulo Guedes (Economia) e dois secretários discutiram na Associação dos Fabricantes de Veículos propostas para “aumentar a competitividade no setor automotivo”. Reduzir preços, nem pensar.

Que vergonha

Bomba nas redes sociais, mas não nas manchetes, vídeo mostrando que no auge das queimadas, fotografias do satélite da Nasa mostravam 2 mil focos de incêndio no Brasil, enquanto a floresta tropical africana ardia com 3 mil focos no Congo e 7 mil em Angola. Sob silêncio geral.

Alto lá

A destruição de equipamentos agrícolas por fiscais ambientais no ato da autuação, como prevê lei de 2008, tem gerado revolta e o deputado José Medeiros (Pode-MT) quer alterar a legislação. Segundo ele, não há direito de defesa nesse caso. “Só a Justiça tem esse poder”, disse.

Emprego nas pequenas

O Novo comemorou dados do emprego em Minas Gerais, de Romeu Zema. Segundo o partido, 79% dos 100 mil novos empregos formais no primeiro semestre foram criados por micro e pequenas empresas.

Compostura, senhores

Foi recebido como soco no estômago, em Brasília, o banquete em São Paulo organizado por criminalistas, regado a vinhos e uísques caros, para comemorar a decisão da Segunda Turma do STF que pode garantir impunidade de corruptos notórios, alguns presentes ao ágape.

Pergunta na Justiça

O que é pior: anular sentenças da Lava Jato ou mandar para casa o assassino de um menino de 6 anos?

CPI mista das Fake News

Instalada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News. Na mesma reunião, marcada para as 11h, devem ser definidos os nomes do presidente, do vice-presidente e do relator do colegiado, que vai investigar a veiculação de notícias falsas. Composta por 15 senadores e 15 deputados (e igual número de suplentes), a CPI mista terá 180 dias para investigar a criação de perfis falsos para influenciar as eleições do ano passado e ataques cibernéticos contra a democracia e o debate público. A prática de ciberbullying contra autoridades e cidadãos vulneráveis, também será investigada pelo colegiado, assim como o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

PSL dividido

A disputa pela vaga de candidato do PSL a prefeito nas duas maiores capitais do país — São Paulo e Rio de Janeiro —, nas eleições de 2020, já escancara rachas no partido de Jair Bolsonaro. No Rio de Janeiro, a legenda está dividida entre os que defendem a candidatura do deputado estadual Rodrigo Amorim e os que preferem o deputado federal Hélio Lopes — conhecido como Hélio Bolsonaro, chancelado pelo próprio presidente, de quem é amigo e confidente. Já em São Paulo, a principal postulante ao cargo é a deputada federal Joice Hasselmann, que enfrenta resistência na executiva estadual.

Crivo do Bolsonaro

No sábado, Bolsonaro afirmou, em almoço com jornalistas, que todos os candidatos do PSL terão que passar pelo seu crivo e defendeu lançar candidaturas próprias em, no máximo, dez capitais. O racha no PSL do Rio foi uma das primeiras crises do partido, com a demissão de Gustavo Bebbiano da Secretaria-Geral da Presidência. Braço direito de Bolsonaro, já era tido como candidato natural do partido no Rio. Mesmo sem o apoio, Bebianno diz a interlocutores que segue no páreo.

Lava Toga

Um grupo de senadores conseguiu reunir as assinaturas necessárias para protocolar novo pedido de criação da chamada CPI da ‘Lava Toga’. A rubrica de Mara Gabrilli (PSDB/SP) completou as 27 necessárias – um terço da Casa – para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar integrantes do Supremo. O novo requerimento tem como principal alvo o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, e a abertura do inquérito das fake news. O pedido deve ser protocolado hoje, indica o senador Alessandro Viera (Cidadania), que assina o requerimento e encabeça a lista dos parlamentares que pedem a investigação. Caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP ) autorizar a comissão. Trata-se da terceira tentativa dos senadores de instalar uma CPI para investigar integrantes do Supremo.

Engaveta?

Alcolumbre já engavetou a proposta em ocasiões anteriores, apesar de apoio necessário na Casa. A última vez foi em abril, quando o senador alegou não ser o ‘momento oportuno’ para autorizar a comissão. O novo texto apresenta como principal motivação para instalação da CPI a atuação de Toffoli na abertura do inquérito das fake news. A investigação que apura supostas notícias falsas contra autoridades é conduzida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. A tentativa de criar a CPI ressuscitou no Senado a partir de uma decisão de Alexandre, tomada no âmbito da investigação das fake news. No início do mês o ministro decidiu suspender fiscalizações da Receita sobre 133 contribuintes por indícios de irregularidades e afastar dois servidores do Fisco por ‘indevida quebra de sigilo’.

Ilegalidades

A decisão é uma das ‘ilegalidades’ apontadas pelos senadores. Eles mencionam ainda as determinações de retirada de matérias que citavam Toffoli e de envio de cópia do inquérito da Operação Spoofing.

Preferência

O senador Flavio Bolsonaro, agora comandante do PSL no Rio, prefere a candidatura de Rodrigo Amorim, que também é ligado ao governador Wilson Witzel (PSC) e se aproximou do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB). Witzel, no entanto, tem feito críticas ao presidente Jair Bolsonaro.

No caixa

Aposentados e pensionistas do INSS que ganham mais do que um salário mínimo começaram a receber ontem a primeira parcela do 13º salário, junto com o benefício de agosto. O pagamento vai até 6 de setembro. A data varia de acordo com o valor e com o número final do benefício, excluindo-se o dígito. Para quem ganha menos de um salário mínimo, o pagamento começou antes. O pagamento será de 50% do valor do benefício e não haverá desconto de Imposto de Renda.

Destino das multas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, deve decidir na próxima semana a destinação dos R$ 2,5 bilhões pagos em multas pelo Petrobras que estão sob poder da corte. O governo Bolsonaro reivindicou que uma parte do dinheiro vá para educação e outra seja usada para socorrer a Amazônia.

Vítimas do Bitcoin

Apontado pela Polícia Civil (PCDF) como um dos maiores estelionatários do Distrito Federal, tendo provocado prejuízos milionários a investidores do mercado financeiro e de moedas digitais, Marlon Gonzalez Motta, 23 anos, foi sequestrado por dois empresários na manhã do último domingo (25/08/2019), quando deixava uma festa realizada na Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade), no Setor de Clubes Sul.

Basta de gols contra

De artigo de Fernando Henrique Cardoso: Aparentemente, o presidente e seu círculo mais íntimo parecem não haver entendido que não estamos mais na guerra fria. Estava na Argentina quando irromperam as queimadas no Brasil. A diplomacia a que me imponho por haver sido presidente me obriga a tratar com especial cuidado questões nacionais quando estou no exterior, ainda que em país irmão. De volta a casa, não posso deixar de constatar, com preocupação, os graves danos causados pelo governo atual à imagem do País no exterior.

Dívida de Itaipu

Quem visita Itaipu Binacional se impressiona com a grandiosidade da usina. Situada no oeste do Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai, a construção tem 20 unidades geradoras em funcionamento. Com sua produção, que bateu recordes mundiais três vezes na última década, Itaipu abastece 15% do mercado brasileiro e 90% do paraguaio. As informações são da Gazeta do Povo.

Saíram da cadeia

Acostumada à fama de suas imponentes cataratas, Foz do Iguaçu, no Paraná, ganhou outro tipo de visibilidade nos últimos três anos. Nesse período, passou de exemplo de combate à corrupção a símbolo da impunidade na política. A história começou em 2016, quando a Operação Pecúlio, da Polícia Federal, colocou atrás das grades não só o prefeito, mas nada menos do que 12 dos 15 vereadores. A princípio chocada com as denúncias, a população acabou sentindo orgulho por ver a cidade se destacar pela intolerância às ilegalidades. Sensação que duraria bem pouco, com a volta dos acusados ao poder. As informações são de Henrique Gomes Batista n’O Globo.

Sem compromisso

O presidente Jair Bolsonaro voltou a colocar em dúvida, neste sábado, 31, a possibilidade de indicar o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), e acenou para outro auxiliar cotado, o advogado-geral da União, André Mendonça. Até o fim de seu mandato, o presidente terá ao menos duas vagas na Corte para preencher.

Para 75%, é legítimo

Para 75% dos brasileiros, o interesse internacional na Amazônia é legítimo e a floresta está correndo riscos. A gestão de Jair Bolsonaro (PSL) no combate ao desmatamento e a queimadas, por sua vez, é vista como ruim ou péssima por 51%. Esses são alguns achados de pesquisa do Datafolha realizada nos dias 29 e 30 de agosto, uma semana após o início da crise envolvendo focos de incêndio descontrolados na região amazônica, que levou o Brasil a entrar em rota de colisão com países europeus, França em especial.

Oriovisto preocupado

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) chamou atenção para audiência ocorrida nesta terça-feira (27), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com a presença do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. O senador afirmou que foi uma discussão “profícua”, na qual foram analisados o que ele classificou como assuntos importantíssimos para a economia brasileira, como taxas de juros e o papel do Banco Central.

Reduzir salário de servidor

Ao mesmo tempo em que anunciou o Orçamento do ano que vem, o governo já busca alternativas para viabilizar o Orçamento de 2021 , preocupado com o estouro do teto dos gastos, cada vez mais pressionado pelo crescimento das despesas obrigatórias. Técnicos da equipe econômica adiantam que um conjunto de medidas está sendo analisado a fim de abrir margem nas contas públicas.

Infraestrutura no buraco

O Brasil continuará empacado, por muitos anos, se depender de investimento federal para crescer. Os R$ 49,9 bilhões investidos pelo governo central nos 12 meses até julho foram menos de metade do valor aplicado no período encerrado em julho de 2014, ou R$ 102,7 bilhões. Este foi o pico da série histórica. Calculados a preços de julho de 2019, esses valores foram recém-divulgados pelo Tesouro Nacional. Nos 12 meses findos em julho deste ano o investimento da União correspondeu a 0,71% do Produto Interno Bruto (PIB). No topo, a equivalência foi de 1,34%.

71 novos voos no Paraná

Um acordo assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e o Grupo Latam Airlines vai abrir 71 novos voos no Estado. A empresa destaca que haverá ampliação de 17% das operações Paraná, fazendo do Estado o quarto maior mercado da companhia no Brasil. O anúncio feito nesta sexta-feira (30), no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

Diretos

A Latam passa a ofertar novas opções de destino a partir do Paraná. Entre elas está o voo Maringá-São Paulo (Guarulhos), antiga demanda da região Noroeste do Estado. O voo terá acesso direto via Guarulhos a outros 13 destinos da companhia no Brasil e a 14 no exterior. A companhia também amplia as operações com a criação dos voos diretos Curitiba-Rio de Janeiro (Santos Dumont) e Curitiba-Porto Alegre, além do aumento de frequências dos voos de Foz do Iguaçu para Brasília, São Paulo (Guarulhos) e Rio de Janeiro (Galeão).

Malha aérea

“Estamos trabalhando para que o Paraná tenha uma malha aérea ampla e moderna, que atenda às demandas de quem quer visitar e investir no nosso Estado. Esta parceria com uma companhia tão importante como a Latam, que acreditou no potencial do Paraná, certamente contribuirá com os nossos objetivos de desenvolvimento de todas as regiões do Estado”, afirmou o governador.

Frases

 “Oriovisto não conhece a realidade das cidades.”

Luiz Claudio Romanelli, deputado.