Todos os cidadãos brasileiros que trabalham honestamente para garantir o seu sustento, e o de sua família, têm o direito de fazer greves para reivindicar os benefícios trabalhistas que, porventura, não estejam sendo a eles entregues corretamente por seus empregadores.  Esse direito é inegociável e precisa ser garantido ao povo pela Constituição e pelas autoridades que a defendem. A greve, portanto, pode ser algo bastante saudável e necessário para trazer melhorias às classes do mercado de trabalho. No entanto, existe aí uma situação perigosa.

Pode ser que alguma classe de trabalhadores, ou alguns de seus participantes de forma isolada, exerça o direito à greve de maneira exagerada. Nesse caso, autoridades competentes precisam estar atentas para impedir tais atos. É o caso da paralisação de caminhoneiros ocorrida em 2018 em todo o país, que passou dos limites e provocou um verdadeiro caos na sociedade brasileira, uma crise que extrapolou os limites do bom senso. A greve não teve somente como consequência uma crise de abastecimento, mas atingiu direitos fundamentais dos cidadãos. É trabalho do poder público estar atento para que situações como aquela não se repitam.