Projeto dos alunos do Sion Solitude selecionado no Concurso do Museu do Holocausto: série fotográfica “Para que servem as mãos de uma criança?”

Os fundamentais temas do holocausto e do trabalho infantil foram trazidos à tona em concurso promovido pelo Museu do Holocausto, em Curitiba, convidando estudantes a refletir sobre questões atuais como intolerância e a exploração de jovens e crianças até os dias atuais. Trabalhos do Colégio Sion Curitiba estão entre os sete selecionados do concurso ““O trabalho infantil: do Gueto de Lodz aos dias de hoje”, que convida a reflexões sobre a trajetória do trabalho infantil. Eles lançaram mão de elementos artísticos, como literatura, ilustração e fotografia para trabalhar o tema, sempre com a fundamentação histórica e um desenvolvimento criativo e artístico multidisciplinar.

Os projetos do Sion selecionados são: “O caminho para a liberdade”, coordenado pelas professoras Martha Morales (História) e Luciana Rodrigues de Souza (Português), da sede Batel; e “Para que servem as mãos de uma criança”, coordenado pela professora Yuki Sabanay, do Sion Solitude.

O conjunto dos trabalhos produzidos resultará em uma exposição organizada pelo Colégio Sion.

CAMINHO PARA A LIBERDADE

Ilustração do projeto “O caminho para a liberdade” desenvolvido com alunos do Colégio Sion Batel e selecionado pelo Concurso do Museu do Holocausto, abordando o trabalho infantil

O trabalho desenvolvido com os alunos do Sion Batel foi interdisciplinar, conjugando as disciplinas de História e Português, e envolveu o terceiro ano do Ensino Médio. “Consideramos interessante fazer o trabalho em diálogo entre as duas disciplinas. Casou com o terceiro ano porque os alunos estão em um período bem sensível para trabalhar a questão – e também porque é um conteúdo de História para eles, relacionado com a 2ª Guerra”, explica a professora de Português, Luciana de Souza.

“Dentro da perspectiva histórica, discutimos a constituição do próprio conceito de infância e como está ligada à educação. Assim como de que maneira a educação e o trabalho infantil se articulam, avaliando como o trabalho pode ser algo edificante, mas que no caso da infância poderia ser mais prejudicial que positivo”, aponta a professora de História, Martha Morales.

Com este pano de fundo, os alunos construíram textos propondo soluções para questões envolvendo o debate sobre o trabalho infantil, como identificar este tipo de situação, atitudes que podem ser tomadas e como desvinculá-lo de uma prática aceita culturalmente na sociedade brasileira. O resultado final, enviado para o concurso, foi um texto ilustrado, explorando a linguagem de forma verbal e não-verbal.

MÃOS DE CRIANÇA

No Sion Solitude, o projeto foi desenvolvido nas disciplinas de Artes, Língua Portuguesa e História, envolvendo as alunas do segundo ano do Ensino Médio. “Partimos de discussões em sala de aula, em que conversamos sobre como poderíamos trazer para a arte este tema, como poderíamos expressar a questão do trabalho infantil da perspectiva de um objeto artístico”, revela a professora de Artes, Yuki Sabanay.

“Até que começamos a falar sobre as mãos das crianças. Surgiu então a pergunta: ‘Para que servem as mãos de uma criança?’”, conta. “Então tivemos a ideia de colocar as perguntas na própria mão e transformar isso em um trabalho fotográfico.”

A série fotográfica resultante, com mais de 40 imagens, “cada uma com sua particularidade e significado”, teve forte inspiração na obra do artista contemporâneo Bansky, em trabalhos como Slave Labor, de 2012.

“Tivemos a ideia de mostrar as mãos de uma criança, e as nossas próprias”, relata uma das alunas participantes. “Mostramos então coisas que uma mão poderia fazer e para que são usadas as mãos.”

 

 

FOTOS

 

Crédito fotos: Divulgação

 

FOTO 01_Projeto Sion Solitude

 

FOTO 02_Projeto Sion Batel

Ilustração do projeto “O caminho para a liberdade” desenvolvido com alunos do Colégio Sion Batel e selecionado pelo Concurso do Museu do Holocausto, abordando o trabalho infantil