Proteção aos indígenas

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A modernização de um país, seja ele qual for, não pode nunca concorrer com o direito que os povos têm de manter suas tradições. Na prática, porém, não é isso que acontece. A grilagem de terras na Serra do Mar, o turismo de escala e a falta de políticas públicas, como educação e infraestrutura, estão provocando sofrimento para comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras que vivem no litoral entre o Rio de Janeiro e São Paulo, as quais correm o risco de desaparecer. A preservação dos territórios tradicionais precisa ser um direito garantido dessas comunidades.

Tais povos, historicamente, sempre sobreviveram usando os recursos da natureza. Agora, porém, diversas regiões recebem o título de unidades de conservação, impedindo que os moradores usem os recursos naturais para sobreviver. A especulação imobiliária também é uma ameaça, pois lança a possibilidade das comunidades perderem suas terras para a construção de condomínios e pousadas. Dificuldade de acesso à energia elétrica, água tratada e serviços de saúde, além da falta de pavimentação de estradas e o descarte inadequado de lixo estão entre os principais problemas em algumas regiões. Políticas públicas devem ser implantadas com urgência para garantir dignidade dos povos indígenas, quilombolas e caiçaras.