Abertura da 8ª edição do Green Rio na Marina da Glória, zona sul do Rio de Janeiro.

Agencia Brasil
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou hoje (23), no Rio de Janeiro, o programa Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as cadeias produtivas que usam os recursos naturais de forma sustentável, gerando renda para pequenos e médios agricultores e para comunidades tradicionais.

“Queremos olhar para as atividades que eles desenvolvem como cadeias produtivas do setor primário brasileiro. Vamos pensar de que forma se pode agregar mais valor e gerar renda para os agricultores, extrativistas e ribeirinhos que estão lá na ponta. E pensar na possibilidade de se desenvolver agroindústrias, de alcançar os mercados internacionais”, disse secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke.

O lançamento ocorreu na abertura do Green Rio, feira de negócios que acontece anualmente desde 2012, e reúne expositores, palestrantes, empreendedores e representantes da chamada bioeconomia. Aberto ao público e com entrada franca, o evento vai até sábado (25) na Marina da Glória, na zona sul da capital fluminense.

Schwanke explicou que o programa Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade é uma remodelação de outro programa com foco no extrativismo, que foi herdado do Ministério do Meio Ambiente. A reformulação foi pensada para dar uma roupagem de profissionalização ao extrativismo e à agricultura familiar, tornando-os mais forte para a economia brasileira. Segundo ele, o setor movimenta atualmente R$ 1,5 bilhão ao ano, mas tem potencial para crescer.

“Comenta-se que só o açaí, em questão de 10 anos, poderá movimentar R$ 10 bilhões. De todas as cadeias produtivas que estamos falando, talvez essa seja a que melhor conseguiu se organizar para atender tanto o mercado nacional quanto no mercado internacional”, disse.

Segundo o secretário, a agricultura familiar tem um papel importante na utilização da sociobiodiversidade brasileira para criação de produtos de alto valor agregado, que podem ter aplicação, por exemplo, na indústria alimentícia, farmacêutica e de cosmético.