A Prefeitura de Curitiba e a Caixa Econômica Federal estão trabalhando em conjunto para ampliar o atendimento à demanda por habitação de interesse social na cidade. A possibilidade da utilização de unidades ociosas de projetos habitacionais já implantados, como o Minha Casa Minha Vida, para o atendimento à fila da Cohab foi tratada em reunião nesta sexta-feira (12/4), no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), por técnicos da municipalidade e o comando do banco na cidade e na esfera federal.

Estiveram reunidos o diretor-executivo de Habitação da Caixa Econômica em Brasília, Matheus Neves Sinibaldi, e o superintendente regional do banco em Curitiba, Renato Scalabrin, o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur, o presidente da Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab-CT), José Lupion Neto, e o superintendente técnico da Secretaria Municipal de Finanças, Breno Pascualote Lemos.

Os encaminhamentos fazem parte do desdobramento de reunião do prefeito Rafael Greca, realizada em Brasília no início deste mês, com o presidente da Caixa Econômica Federal.

“O que buscamos é verificar a possibilidade da utilização, para atendimento à demanda por moradias, de unidades habitacionais que não estejam cumprindo a sua função social por estarem ociosas ou terem sido abandonadas”, explicou Jamur. “A ideia é saber se é possível, dentro do que a lei permite, uma parceria entre o município e a Caixa para a recuperação legal desses imóveis e a sua destinação para atendimento prioritário a mutuários da faixa 1, de mais baixa renda, relocações de famílias de áreas de risco, o atendimento à fila da Cohab ou mesmo para a locação social”, completou.

Segundo o diretor-executivo de Habitação da Caixa, Matheus Neves Sinibaldi, a agenda do banco em Curitiba está no aprofundamento dos projetos propostos, para estudar a viabilidade de cada um. “Algumas alternativas já existem no portfólio Caixa, outras teremos que achar a solução pontual e regionalizada.”

De acordo com o presidente da Cohab, há registros na cidade unidades abandonadas de programas habitacionais. “Em um levantamento prévio verificamos que dentre 416 unidades existentes em um conjunto habitacional havia perto de 100 abandodanas, sendo que oficialmente para a Caixa econômica só existiam oito”, disse José Lupion Neto.