A tensão marcada pela insegurança política e pelo temor de mais um desastre na economia, com estagnação na indústria, investidores assustados e desemprego elevado até o fim do ano. O país vive suspenso à espera da votação da reforma da previdência e vendo crescer as manifestações pró e contra Bolsonaro. O dólar voltou a subir, passando de novo de R$ 4,10, e a semana se abriu com novas previsões sombrias sobre o crescimento econômico, agora estimado em apenas 1,24%, e sobre o desempenho da indústria.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou a intenção de enviar ao Congresso, logo depois de aprovada a reforma da Previdência, uma proposta de revisão do sistema tributário. Mas o dólar só recuou quando ele negou haver briga entre Poderes. Se Câmara e Senado têm uma “proposta melhor” para a Previdência, concedeu, “ponham em votação”. Conflitos com o Congresso já foram negados em outros momentos, mas a ação real do governo está refletida na incerteza quanto a ajustes e reformas, no baixo nível de atividade e na piora das expectativas.

A mediana das projeções do mercado para este ano aponta crescimento de apenas 1,24% para o Produto Interno Bruto (PIB). É pouco mais que a taxa de crescimento – 1,1% – contabilizada em cada um dos dois anos anteriores. Não se descarta, nesta altura, o risco de nova recessão. Na mesma pesquisa, a mediana das estimativas para a produção industrial acaba de recuar de 1,70% para 1,47%. Os números são da Focus, a consulta semanal do Banco Central a cerca de cem entidades financeiras e consultorias.

Industria em baixa

A indústria tem puxado para baixo o nível geral dos negócios. A produção industrial afeta uma teia muito ampla de atividades. Além disso, o setor é a principal fonte, no Brasil, dos empregos internacionalmente classificados como “decentes” – com carteira assinada, salários no mínimo razoáveis e benefícios indiretos, como acesso facilitado a planos de saúde.

Pediu suspeição

O ex-governador Beto Richa quer sair da jurisdição do juiz Fernando Bardelli Fischer, da 13.ª Vara Criminal de Curitiba. Ele alega suspeição do juiz, que teria vazado informações sigilosas para a imprensa do processo em que Richa é um dos réus e diz respeito às investigações da Operação Rádio Patrulha.

Acusações graves

Richa cita como exemplo a divulgação pela imprensa de partes do processo que nem a sua defesa tinha conhecimento. Lembra que em sua primeira prisão, em 11 de setembro de 2018, a imprensa soube antes e fez a cobertura do ato. O juiz, segundo Richa, atua movido por “viés político e consequente quebra da imparcialidade para julgamento do feito”. Os advogados do ex-governador ainda acusam o juiz Fernando Fischer de dificultar o acesso a informações juntadas ao processo pelo Ministério Público e de dar prazo exíguo para manifestações da defesa.

Bolsonaro não vai

O presidente Jair Bolsonaro decidiu não participar das manifestações marcadas para o domingo 26 em defesa do governo e orientou seus ministros a também não comparecerem, afirmou nesta terça-feira, 21, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. O presidente inicialmente chegou a considerar comparecer ao ato, que foi chamado por apoiadores para se contrapor às manifestações do último dia 15 contra bloqueio nos recursos para a Educação.

Pegou pesado

O deputado Romanelli (PSB) afirmou que o acordo de leniência assinado entre o Ministério Público Federal e a concessionária Rodonorte precisa ser revisto para incluir a duplicação integral da rodovia do Café (BR-376) e da PR-151, trecho entre Piraí do Sul e Jaguariaíva. “O nosso pedido é que o próprio Ministério Público Federal possa fazer uma revisão desse acordo de leniência para incluir as obras de duplicação das rodovias. São obras necessárias e estruturantes para o estado do Paraná”, afirmou o deputado durante audiência pública na Assembleia Legislativa.

Acabou a farra

A Itaipu Binacional conta agora com uma norma de concessão de patrocínio mais rigorosa. A principal mudança é para fortalecer os apoios financeiros para eventos de geração de energia elétrica e segurança hídrica, ligados diretamente à atividade fim da usina. Até 2020 o processo deverá também incluir o lançamento de edital de seleção pública. A determinação do diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, prevê a otimização de recursos públicos para ações que deixem legado para a população sem que haja aumento de tarifa da energia elétrica. Pelo contrário, todas as medidas têm como proposta reduzir o valor do custo da eletricidade de Itaipu para os clientes.

Cadê o Luiz Abi?

O Ministério Público Federal (MPFPR) pediu autorização à Justiça Federal para enviar um pedido ao Líbano para localizar Luiz Abi Antoun, réu na Operação Integração. Segundo informações de familiares, o primo do ex-governador Beto Richa, está no Líbano desde setembro de 2018. O pedido de expedição de carta rogatória foi feito em 13 de maio.  A Justiça acatou a denúncia contra Abi por organização criminosa e corrupção passiva no âmbito da Integração em março desde ano e desde então não foi localizado por um oficial de Justiça.

Londrina, Líbano…

De acordo com o pedido do Ministério Público, o oficial de Justiça já foi a dois endereços no centro de Londrina, que constam no processo, mas recebeu a informação, da própria mulher de Luiz Abi Antoun, de que ele está no Líbano, em tratamento de saúde e não tem previsão de retorno. Segundo o MPF, a mulher não soube informar endereço ou telefone do marido.

Na mesma cela

Sempre se disse que era um risco convidar os dois para o mesmo convescote. Pois, pois, agora é inevitável. Foram alojados na mesma cela do Complexo-Médico Penal, na Região Metropolitana de Curitiba, informa Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Os dois ainda dividem o espaço com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, o ex-senador Gim Argello e outros três presos. Diz ela que os 38 detentos da Lava Jato e de outros crimes ligados à corrupção que estão no presídio foram transferidos da Galeria 6 para uma ala do hospital penitenciário do complexo. Eles não dormem mais a dois presos por cela, mas são oito em cada dormitório.

‘Não atrapalhem’

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, fez um “pedido” para seus colegas de PSL mais explosivos: “Não atrapalhem” as negociações para que a reforma administrativa consiga ser votada no Plenário da Câmara nesta semana. “A gente precisa ter mais maturidade política e menos discurso ideológico de palanque. O presidente (Jair Bolsonaro) quer isso. Eu quero isso. A gente tem que fazer a peneirada para ver quem está atrapalhando e tirar da frente do caminho”, disse a deputada. As informações são do BR18.

Postura agressiva

Na semana passada, durante reunião do colégio de líderes da Câmara, o líder do PSL, Delegado Waldir, adotou uma postura agressiva diante do Centrão que impediu que as MPs fossem pautadas. “Temos um Congresso que está disposto a votar a matéria, um grupo de líderes disposto a seguir com as votações. O que tem que acontecer é uma boa conversa e todo mundo baixar a guarda. Chega de clima beligerante”, completou Hasselmann.

Reforma em 3 semanas

Presente à cerimônia de lançamento da campanha em favor da Previdência, Onix Lorenzoni, ministro da Casa Civil, afirmou: “A nova Previdência vai ser aprovada agora no início de junho. Sabe por quê? Porque os homens e mulheres, as mulheres e os homens, que estão no parlamento brasileiro sabem que ela é fundamental para o presente e futuro do país que todos nós amamos”.

PIB travado

A tensão se manteve no fim de semana, sem trégua, e a segunda-feira já começou marcada pela insegurança política e pelo temor de mais um desastre na economia, com estagnação na indústria, investidores assustados e desemprego elevado até o fim do ano. É preciso haver menos barulho em Brasília, disse logo cedo o presidente da bolsa paulista, a B3, Gilson Finkelsztain. O mercado de ações até se animou, mas o dólar voltou a subir, passando de novo de R$ 4,10, e a semana se abriu com novas previsões sombrias sobre o crescimento econômico, agora estimado em apenas 1,24%, e sobre o desempenho da indústria.

Direito ao silêncio

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo, concedeu habeas corpus (HC 171399) para assegurar a Joaquim Pedro de Toledo, gerente-executivo de Geotecnia da Vale S. A., o direito de não responder a perguntas dos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga o rompimento da barragem da empresa em Brumadinho (MG). O depoimento está marcado para esta terça, 21, às 13h.

Paulo Martins mobiliza

O deputado federal Paulo Eduardo Martins está convicto: o povo precisa mostrar apoio à Reforma da Previdência. “Isso é fundamental para a aprovação. Estou conversando constantemente com a população e, pelo que vejo, a maioria já entendeu que isso é necessário para que o país não mergulhe efetivamente no caos. A necessidade da reforma tem que ecoar nas ruas”, destaca o presidente do PSC no Paraná.

Não é fácil

O parlamentar admite que a rotina na Câmara não tem sido fácil e que as vitórias do governo não são difundidas da mesma forma que as derrotas. Foi assim com a MP 871, que combate fraudes do INSS. Paulo Eduardo Martins foi o relator do texto que foi aprovado na comissão mista e que deve ir à votação nos próximos dias. “Sobre isso, quase não se falou. E a medida é de extrema importância até para a própria Previdência, pois pode garantir uma economia anual na casa de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. E necessitamos dessa aprovação também”, destacou.

Escola Sem Partido

O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), anunciou hoje (20) que o projeto de lei conhecido como “Escola Sem Partido”, irá a Plenário no próximo dia 28 de maio. O projeto, que pretende terminar com o ‘direcionamento ideológico’ nas escolas, é polêmico. “Esse assunto vem sendo objeto de debates há mais de um ano, e agora passou por todas as Comissões da Casa. Cabe então ao presidente pautar”, disse Traiano.

TJ libera bebidas

A cerveja está de volta aos estádios de futebol do Paraná. Os desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) revogaram há pouco a liminar que suspendia a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios paranaenses. A sessão foi realizada na tarde desta segunda-feira (20), pelo Órgão Especial (OE) do TJ, e teve 18 votos a favor e 4 contra.

Ruas vazias

Inspirados pelo texto que Bolsonaro passou para a frente onde o Brasil é descrito como um “país ingovernável” fora dos “conchavos políticos”, os bolsonaristas mais fanáticos estão convocando a população para manifestações no próximo dia 26 contra o Supremo, Congresso e Forças Armadas. Querem o que Bolsonaro quer: governar sem ter de dar satisfação para ninguém. Apoiadores de Bolsonaro mais lúcidos, contudo, estão contra Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso e a deputada estadual (dois milhões de votos) Janaína Paschoal (PSL-SP) integram esse bloco: a primeira acha que será “um tiro no pé”; a segunda quer “as ruas vazias”.

Lembrando Jânio

Essa ideia de Bolsonaro governar sozinho faz lembrar Jânio Quadros que, em agosto de 1961, resolveu renunciar sete meses depois da posse, após de uma tentativa frustrada de emparedar o Congresso. Trinta anos depois, Jânio confessava: “Imaginei que o povo iria às ruas, seguido pelos militares e que seria chamado de volta. Deu tudo errado”. No poder, o máximo que Jânio fez foi proibir briga de galo e maiô de duas peças.

 

Abrindo atalhos

Agora, Bolsonaro tem oferecido a deputados a possibilidade de enviar ao Executivo suas propostas para que entrem em vigor imediatamente na forma de decretos. Teve até cerimônia no Planalto para lançar esses atalhos. Ele acha que “parlamentares têm dificuldade em aprovar uma lei” – e tem experiência disso devido a seus tempos de parlamentar.

 

Inspiração

Ainda os atalhos que Bolsonaro está oferecendo aos parlamentares: ele adora assinar decretos, que podem ser discutidos e derrubados na Câmara, como o recente sobre medidas inconstitucionais sobre armamento. O Chefe do Governo se inspira em Donald Trump: em dois anos e meio de governo, ele assinou mais de 150 ordens executivas e memorandos presidenciais, que equivalem a decretos no Brasil. Antes de completar um ano, já havia assinado 50, superando Lyndon Johnson. Trump também se queixa de liminares que “não o deixam governar”.

 

Na dúvida

“Com Vélez, o problema era a audiência de projeto. Com Weintraub, é o projeto de guerra ideológica” – é Tabata Amaral, 25 anos, mais de 260 mil votos e a deputada da oposição mais bem votada em São Paulo e a segunda no país (o primeiro foi Marcelo Freixo do PSOL-RJ). Seu partido, o PDT, quer que ela seja candidata à prefeitura de São Paulo: ela está pensando, depois de ganhar holofotes na guerra da Educação. Mais: é a primeira a falar, em seus artigos, sobre renúncia ou impeachment.

 

Contra sindicatos

O governo quer enfraquecer centrais sindicais antes da reforma da Previdência: deputados da situação, à frente Joice Hasselmann, têm feito corpo a corpo com líderes partidários para apressar a votação da MP 873 (perderá a validade em 28 de junho). A medida restringe financiamentos dos sindicatos, extinguindo desconto nas folhas obrigatório das contribuições. Na contramão, a Associação Nacional de Servidores da Previdência e Seguridade Social, já obteve liminar contra a MP.

 

Assustado

O autor do texto divulgado por Bolsonaro, professor e servidor público Paulo Portinho, que trabalha na CVM, ficou assustado com a repercussão do que escreveu. Filiado ao partido Novo, não quer ficar exposto e o que escreve “é para pessoas que participam de minha rede pessoal”. Foi candidato a vereador no Rio, não se elegeu e votou em João Amoêdo (Novo) no primeiro turno; no segundo, preferiu não votar entre Bolsonaro e Haddad.

 

Canaã em campo

Edir Macedo, o poderoso da Universal, já tem, direta ou indiretamente, uma rede de televisão, um banco e um partido. Agora, está entrando em campo: fundado em agosto passado em Irecê na Bahia, o Canaã Esporte Clube é um time vinculado à Igreja Universal. Está na segunda divisão do campeonato e vai disputar a final do estadual sub-20.

 

“Janja”

Rosangela da Silva, socióloga, que é visita constante na sala-cela de Lula na Polícia Federal de Curitiba, poderá ser a nova mulher do ex-presidente que quer casar “tão logo saia da cadeia”. Ele próprio contou que está apaixonado ao ex-ministro Luis Carlos Bresser Pereira que o visitou e depois espalhou a notícia. Lula e “Janja” (é seu apelido) já namoravam antes da prisão dele. O ex-chefe do governo tem 73 anos e ela, pouco mais de 40 anos.

 

Novo romance

A jogadora brasileira Marta, que atua no Orlando Pride, na Flórida, está namorando parceira do time chamada Toni Delon Presley. Ela passou um tempo sozinha, depois de romper com a sueca Jessica Boorklund.

 

Visitas íntimas

Ainda o romance de Lula com a socióloga Rosangela da Silva: há quem aposte que o ex-presidente teria conseguido – e sem passar por autorizações judiciais – licença para visitas íntimas de sua namorada na sala-cela na superintendência da PF em Curitiba. Seus advogados não tocam no assunto e agentes de segurança da cela de Lula não abrem a boca.

 

O que é isso?

Na sexta-feira (17) às 18h52, na GloboNews, de repente, a imagem que entrou no ar mostrava Quico e Chaves falando sobre Dona Florinda durante 58 segundos, o que, na televisão é uma eternidade. Depois, apareceu Leilane Neubarth, âncora do horário e seguiu com seu noticioso, sem nenhum comentário. As aventuras de Chaves são exibidas também no canal Multishow, da Globo e vizinho da GloboNews.

 

Imitando a vida

No final de O Sétimo Guardião, os personagens de Dan Stulbach e Letícia Spiller (ele é prefeito na novela) discutem sobre o destino das “caixas de dinheiro” que ela havia escondido. Aí, ela confessa que entregou para um doleiro “que tem um escritório num posto de gasolina”. Assustado, ele pergunta: “Tem um lava jato lá?”. Ela confirma e ele desaba; “Acho que não vamos ver mais o nosso dinheiro”.

 

Tesoura

Bolsonaro quer interromper o contrato da Petrobras com a McLaren: era de R$ 782 milhões em cinco anos. Se a McLaren estrilar, decidem na justiça. Também foi cortado o contrato da estatal que permitia o funcionamento do Teatro Rival no Rio, que tem mais de 80 anos e é administrado por Angela Leal. Sem o apoio da Petrobras, o teatro deverá fechar suas portas.

 

De volta

A vitoriosa série Game of Thrones deverá gerar filhotes nos próximos meses. Um deles será Conquista de Aegon ou A dança dos dragões, quando alguns personagens deverão reaparecer além dos dragões. Um poderá ser a sacerdotisa Melisandre, interpretada por Carice van Houston, que morreu na oitava e última temporada da série.

 

Mudando de barco

O apresentador José Luis Datena, de Brasil Urgente, já está se desfiliando do DEM, só que ainda não decidiu se vai ou não para o PSL do presidente. O partido que quer lançá-lo como candidato à prefeitura de São Paulo. Em eleições anteriores, Datena sempre criou uma expectativa de disputar algum cargo. Em cima da hora, contudo, pesou o que ganha na Bandeirantes.

 

De fora

Alguns avisos e convocações para concentração marcada para o próximo dia 26 acrescentam um destaque que garante que as Forças Armadas apoiam essas manifestações. Ledo engano: o Exército quer ficar longe dessas passeatas. Bolsonaro, à propósito, quer superar o número das manifestações contra corte de verbas nas universidades. As passeatas em 170 cidades somaram cerca de dois milhões de pessoas.

 

Não entregou

O economista e ex-ministro Luis Carlos Mendonça de Barros diz que a situação de pré-crise, por conta de sua análise, tem seu motivo evidente: “Paulo Guedes prometeu um programa que era céu de brigadeiro e não está entregando, daí a decepção dos últimos dias”.

 

Estilo Enéas

Eduardo Bolsonaro, conhecido como 03, filho do presidente, disse abertamente que apoia o uso de armas nucleares. Muitos veteranos lembraram que quem também tinha o mesmo pensamento era o ex-deputado federal Enéas Carneiro, falecido há 12 anos.

 

Peregrinação

Em sua peregrinação a programas populares da televisão, onde fala sobre a reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro deu o ar da graça, sábado (18), no programa Mega Senha, de Marcelo de Carvalho, na Rede TV!. O programa não estava no roteiro pré-estabelecido, mas a emissora ofereceu novo espaço, depois de Bolsonaro ter participado do programa de Luciana Gimenez. A Rede TV! espera ser bem aquinhoada com comercias do governo.

 

Escolhido

O presidente Bolsonaro postou, em suas redes sociais, vídeo do pastor francês Steve Kunda que diz que o Capitão foi “escolhido por Deus” para comandar o governo. E Kunda vaticina: “Antes do seu nascimento, Deus fala através de Isaias. ‘Eu escolho meu servo Ciro’. E o senhor Bolsonaro é o Ciro do Brasil”.

 

Reeleição

Durante a campanha, Bolsonaro praguejava contra a reeleição: agora, admite abertamente aos aliados que, se a economia reagir e o Brasil voltar aos trilhos, disputará mais um mandato em 2022. E ele nomeará Sérgio Moro para o Supremo: será a melhor forma de tirá-lo de uma possível candidatura ao Planalto. Mais: Bolsonaro já fala que derrubará a candidatura de João Doria com facilidade.

 

Olho nos ciganos

A ministra Damares Alves, da Mulher, Família e Diretos Humanos, agora está preocupada com os ciganos brasileiros. Ela tem dito que, no Brasil, há 800 mil ciganos e que eles merecem a mesma atenção e cuidado que o país dispensa a outras minorias, como os índios. Contudo, Damares não tem nenhuma ação formatada para brindar os ciganos.

 

Não pode

Mesmo que esteja assustado com o rumo que está tomando a investigação do MP sobre o senador Flávio Bolsonaro e mais 55 funcionários, 12 pessoas ligadas à sua família e mesmo sua mulher Michelle, o presidente sabe que nunca será condenada, por crimes que não tenham sido cometidos em ligação direta com o exercício de seu mandato. A ele nada acontecerá mesmo que o filho (ou filhos), a mulher e a ex-mulher sejam condenados por mau uso do dinheiro público. O problema é outro: se ruir o núcleo dos filhos, sua integridade moral e psicológica ruirá junto.

 

Em campo

Mesmo não se candidatando à lista tríplice organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República, Raquel Dodge, procuradora-geral da República, poderá ser reconduzida a seu cargo em setembro porque já coleciona apoios importantes do governo que consideram seu nome a opção “mais confortável” para Bolsonaro. O Chefe do Governo, à propósito, já tem antecipado que não irá se decidir, obrigatoriamente, entre nomes da lista tríplice.

 

Volume II

Com anotações reunidas desde junho de 2018, quando estava em liberdade e que levou para a prisão, José Dirceu irá dedicar ao volume II do livro de memórias que pretende escrever na cela. E deverá colocar um depoimento do ex-presidente Lula contando a história dele em capítulos com o nome “A era Lula”. Terá tempo suficiente para isso tudo. Detalhe: escreverá à mão.

 

Surreal

O presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência na Câmara, Marcelo Ramos (PR-AM), classificou o ato convocado por bolsonaristas contra o Supremo, Congresso e Forças Armada, no próximo dia 26 surreal. “Os partidos de centro não são responsáveis pela falta de articulação do governo”.

 

Não mudará nada

A deputada estadual Janaína Paschoal, que pede para ninguém comparecer ao ato organizado pelos Bolsonaritas, que mesmo que o ato seja um sucesso nada mudará. “Não há no Brasil registro da ruptura de instituições do Estado de Direito provocada pelas ruas, mas apenas por conspiração das cúpulas políticas e das armas. Bolsonaro conseguiu a chefia do Executivo pela força do voto e protestos contra Congresso e STF não mudarão em nada a autonomia dos três Poderes, garantida na Constituição”.

Frases

 “Acordo de leniência com o pedágio tem que ser revisto.”

Deputado Romanelli