Noticia boa

A produção brasileira de petróleo e gás em maio chegou a 3,473 milhões de barris por dia, o que coloca o país como um dos grandes produtores mundiais dessa commodity. Em números detalhados, o montante de petróleo extraído das jazidas nacionais – especialmente no pré-sal – subiu a 2,73 milhões de b/dia, enquanto o gás aproveitado desses poços chegou a 118 milhões de metros cúbicos.

Esse volume de extração confirma o acerto da diretriz implantada sob a nova gestão da Petrobrás de concentrar os esforços na exploração de petróleo, repassando via privatização ou parcerias a operação de refino, distribuição de gás, transporte, etc.

 

ACORDO COM UE

O anúncio do acordo de associação entre a União Europeia e o Mercosul, feito na semana passada durante a reunião do G-20 (em Osaka, no Japão), “elevará a um novo patamar as já sólidas relações econômicas e políticas do Brasil com a União Europeia e seus Estados-membros”, declarou oficialmente o governo brasileiro. Na divulgação do ato, a Presidência da República assinalou que a “negociação de acordos de livre comércio” é “parte indissociável da sua política de abertura e competitividade e vertente prioritária da agenda do Mercosul”.

ACORDO COM (II)

A importância do ajuste alcançado com o bloco europeu foi ressaltada pelo presidente Bolsonaro, ao desembarcar de retorno: “Missão cumprida”. Outros titulares completaram tratar-se “de linha de ação que complementa e reforça as reformas internas levadas adiante pelo atual governo, com o objetivo de fazer o Brasil retomar o caminho do crescimento dinâmico e sustentado”. Os passos seguintes são a revisão jurídica das peças para assinatura formal pelos dirigentes de ambos os blocos, depois apresentação aos respectivos Parlamentos e definição do cronograma de implantação progressiva (são itens complexos que operam como um “acordo quadro” de âmbito econômico e político).

ANÁLISE

De fato, o governo Bolsonaro acelerou as negociações para o acordo, que haviam sido retomadas na gestão anterior do presidente Temer após paralisação no período Lula-Dilma. A dimensão econômica do ajuste é impressionante: trata-se da maior aliança bilateral de comércio do mundo, representando 25% das transações globais quando concluído nos próximos dez anos. Seu simbolismo é ainda maior: repõe o Mercosul no caminho da modernidade e, para o Brasil, significa nossa reinserção nas cadeias globais  da economia, forçando a elevação da competitividade e ampliando a geração de renda e empregos, sob um enfoque sustentável.

ANÁLISE (II)

Sob o ângulo europeu, o acordo – destravado após se arrastar por 20 anos, desde 1999 – é um gesto defensivo ante as tensões do clima internacional, como reconheceu a comissária européia de comércio, Cecilia Malmstrom. É que a disputa entre Estados Unidos e China trouxe para o cenário uma vertente geopolítica: com a Russia se alinhando com os chineses em um crescente processo de integração, a Europa precisa reforçar alianças com outras partes do mundo.

ANÁLISE (III)

Essa dinâmica tenderá a levar à ampliação do acordo ora anunciado – reconhece o próprio governo brasileiro – envolvendo além dos membros do Mercosul (a vertente atlântica da América do Sul), também os países da Aliança do Pacífico. É que Chile, Peru e Colombia, entre outros, já praticam um forte modelo de livre comércio e são candidatos naturais a esse bloco sul-americano ampliado, agora em marcha para a modernidade com o arranjo em curso junto aos europeus unidos.

 

PASSA TUDO

A reforma previdenciária deve ser aprovada pela Câmara antes do recesso deste mês, na avaliação do deputado federal Reinhold Stephanes, da bancada paranaense. E pode abranger também o regime funcional de estados e municípios – acrescenta. Nesse sentido ele espera engajamento de governadores e prefeitos, bem como conscientização de que a mudança é fundamental.

Análise

A manifestação do deputado Stephanes importa, por contrastar com as últimas notícias da área: certa negaça dos interessados na área subnacional, pressão de corporações por vantagens e resistências de natureza política de parte de bancadas partidárias.

 

BALANÇO POSITIVO

Ao receber homenagem dos empresários da Cidade Industrial de Curitiba, na semana, o governador Ratinho Jr fez um balanço de seu primeiro semestre de gestão.  Informou estar planejando o Paraná para figurar como estado “hub” dentro do eixo formado pela área meridional do continente, agora vitalizado pelo acordo Mercosul-União Europeia. Em termos imediatos, anunciou investimentos de R$ 12 bilhões; em infraestrutura, um programa de integração regional via rodovias e aeroportos e, na segurança, redução de ocorrências graves (homicídios, latrocínios, etc).

BALANÇO (II)

Para a Região Metropolitana de Curitiba, Ratinho informou ação junto à concessionária da BR-116 para a construção do Contorno Norte; na área da Cidade Industrial, além da modernização do atual traçado do Contorno Sul que corta a área, a implantação de um contorno mais distanciado, via extensão da PR-323 para ligar a BR-277 (sentido Ponta Grossa), passando pela BR-476 (junto a Araucária) até se unir com o Contorno Leste (BR-101).

Rafael de Lala e Vagner de Lara, jornalistas;

David Ehrlich – Graduado: Comunicação Social – Jornalismo pela UFPR