O Paraná registrou um crescimento do emprego no ramo de serviços de Tecnologia da Informação (TI) oito vezes maior que o do total da economia, nos últimos doze meses. Entre maio de 2018 e abril de 2019, essa alta foi de 9,3%, enquanto que no total da economia do Estado o percentual de criação de vagas de trabalho manteve-se em 1,2%, de acordo com os indicadores do boletim de Evolução Mensal do Emprego em Tecnologia da Informação.

Já os indicadores do boletim Insights Report: Panorama do Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação de Junho de 2019 revelaram que, no período 2007-2018, o emprego no ramo de serviços de TI no Paraná cresceu a um ritmo quase duas vezes maior (150%) do que a média nacional (80%). Em 2007 havia cerca de 10 mil vagas de trabalho, atingindo em 2018, 25 mil.

Ambas os análises foram produzidas pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro-PR), em parceria com o Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e tiveram como base o RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) do Ministério da Economia.

TIPO DE QUALIFICAÇÃO

Um dos responsáveis pelo Insights Report,  Victor Pelaez, doutor em Ciências Econômicas e professor do Departamento de Economia da UFPR,  acredita que a menor remuneração no Paraná pode ter a ver com tipo de formação dos profissionais.

“O Paraná é o 2° estado que mais forma pessoal de TI depois de São Paulo. Porém, 70% dos concluintes possuem o grau de Tecnólogo, acima da média nacional que é de em torno de 40%. Isto poderia explicar, em parte, o salário mais reduzido em relação ao pessoal com grau de bacharelado”, enfatiza.

O professor também ressalta os dados divulgados no último Insight em relação à quantidade de empregados nas empresas de TI: 80% delas, tanto no Brasil quanto no Paraná, se caracterizam por ter zero empregado, ou seja, o perfil desse profissional é de um autônomo, terceirizado. Para Pelaez, o pessoal que se forma nessa área também deveria se qualificar na perspectiva de alguém que vai gerir o seu próprio negócio.

Ainda segundo Pelaez, apesar da queda no emprego, entre 2015 a 2017, tanto em âmbito estadual quanto nacional, a recuperação verificada em 2018 indica uma rápida superação da crise econômica do período, para este ramo de atividade.  “Apesar de instabilidade, que afetou toda a economia nacional, e de disparidade nos salários, a área de TI continua sendo uma área de fronteira do conhecimento, que é extremamente importante e estratégica”, conclui Victor Pelaez.

Startup paranaense bem cotada

Segundo pesquisa realizada pela Endevor em 2017, Curitiba, é considerada a 4º melhor cidade do Brasil para empreender. Assim,  de olho nesse cenário, O empresário norte-americano, Chase Dixon Olson,  decidiu em outubro de 2018, escolher a cidade paranaense como sede para sua startup, a Smart Sky Consulting. Com o lema, “Reality Capture for Digital Transformation”, em tradução literal, algo como “Captura de realidade para transformação digital”, a empresa oferece consultoria de pesquisa operacional e implantação de tecnologias e soluções, sendo seu carro chefe um modelo de negócio no que tange a utilização de Drones segmentado para as áreas de Engenharia, Construção & Mineração. Com um valutation estimado em mais de 8 milhões de reais, cálculo realizado em março deste ano, e com clientes como HM Engenharia de Campinas, BILD Desenvolvimento Imobiliário de Ribeirão Preto e o Grupo Pacaembu de São Paulo, para 2019, a startup tem como objetivo crescer ainda mais e está planejando um roadshow para captação de investimentos no final do primeiro semestre de 2019.

Atualmente, nesse nicho de mercado, uma das grandes dúvidas é terceirizar ou implantar internamente esse serviço. Segundo um estudo com médias e grandes empresas norte-americanas, produzido pela Skyward, empresa de software especializada em gestão, descobriu-se que 88% dessas empresas vêem o ROI (Retorno Sobre Investimento) de drones em um ano ou menos, eles também descobriram que apenas 20% das empresas estão terceirizando esses serviços. Seguindo essa tendência mundial, a consultoria da startup se baseia na ideia de que cada vez mais as empresas começam a se afastar de provedores terceirizados, por isso as ensina como trabalhar e implantar a nova tecnologia.

Porto Itapoá com plataforma de compartilhamento

Comemorando oito anos de operação, o Porto Itapoá lançou uma nova plataforma de compartilhamento de informações dos seus projetos socioambientais. Disponível em www.portoitapoa.com/socioambiental esta é mais uma ação desenvolvida sob a ótica da inovação e transformação social, conceitos cada vez mais evidentes no relacionamento da empresa com seus stakeholders. A plataforma permite uma navegação profunda por quatro programas desenvolvidos pelo empreendimento. Outras atividades socioambientais encontram-se em desenvolvimento e logo também estarão disponíveis para consulta e acompanhamento.

Antes mesmo do início das, a preocupação com o meio ambiente e compromisso com as pessoas nortearam as ações do Terminal. A partir de 2013, com o projeto de ampliação, expandiu também a estrutura do planejamento estratégico da empresa visando, além da geração de valor econômico, a geração de valor ambiental e social como resultado corporativo.

Sul é destaque no comércio eletrônico

De cada R$ 100 movimentados no comércio eletrônico da Região Sul em 2018, R$ 1,69 foram alvo de tentativa de fraude. É o menor índice entre as cinco regiões do Brasil – no país, a média é de R$ 3,53 a cada R$ 100 em compras. O Rio Grande do Sul é o estado mais seguro para realizar compras online, com uma taxa de tentativa de fraude de 1,33%, seguido por Santa Catarina, com 1,78%. No Paraná, o índice é de 2,02%. Os dados foram apurados pela ClearSale, empresa de soluções antifraude.

As causas do bom desempenho da região não são claras, segundo especialistas em comércio eletrônico. “A região Sul possui pólos de tecnologia importantes. É possível que, por isso, a população esteja mais acostumada a realizar compras pela internet e a proteger seus dados”, diz André Olivato, analista de suporte avançado da HostGator, provedora mundial de hospedagem de sites e outros serviços para presença online.

No Brasil, houve um aumento de cerca de 9% nas tentativas de fraude entre 2017 e 2018. O uso de redes sociais é uma das situações que aumenta a exposição dos internautas às ações maliciosas. “As redes sociais são um do principais veículos de divulgação de produtos e serviços. Criminosos aproveitam essa popularidade para fazer propaganda de sites falsos com ofertas tentadoras, levando os usuários a cair em golpes”, explica Olivato.

Criptomoedas como opção de investimento

Embora tenham surgido há pouco tempo, as moedas digitais se consolidam a cada dia por combinarem alta rentabilidade e segurança. E, embora algumas pessoas pensem que esses ativos se resumem ao Bitcoin, hoje já existe uma variedade enorme como a Ethereum, a Cardano e a Litecoin.

Depois de um período de grande alta e, em seguida, de queda do Bitcoin, passou-se a questionar a viabilidade de se apostar nas criptomoedas, o que, segundo o CEO da BlueBenx, Roberto Cardassi, empresa especializada em alavancar esse tipo de investimentos, não faz sentido. “A desconfiança é até positiva, porque retira do mercado as pessoas que passaram a investir no Bitcoin somente porque ele estava em alta. Por outro lado, os melhores investidores, que são aqueles que atuam com cautela e aguardam os períodos de consistência, se mantém”.

Roberto Cardassi explica o negócio da BlueBenx, que possui uma plataforma com algoritmos próprios para ajudar seus clientes na alavancagem de seus rendimentos em 15 opções de criptomoedas. “Atuamos como uma bolsa de valores, mas, não investimos em ações, apenas em moedas digitais”. “Nós estudamos, monitoramos e investimos nas criptomoedas há algum tempo, além de possuir um algoritmo próprio de trade”, completa Cardassi explicando que é o algoritmo que escolhe o melhor momento de compra e venda das moedas. De acordo com ele, a empresa que está sediada em São Paulo, possui também contas em importantes bancos e mercados do exterior.

Fóco da Huawei no 5G

Se em uma ponta, investir mais de US$ 15 bilhões por ano em pesquisa e desenvolvimento, debater inovações com analistas de mercado durante o Huawei Analylst Summit (HAS) e incentivar a capacitação de mão de obra especializada – como nos programas Seeds of the Future e ICT Competition – são apenas algumas das iniciativas da Huawei para fomentar o desenvolvimento de tecnologias, na outra, debater com a sociedade as melhores práticas para o desenvolvimento da indústria de telecomunicações tem sido ingredientes-chave para que a Huawei seja líder mundial em equipamentos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

Ryan Ding, diretor executivo da Huawei e CEO da área de Carrier (Operadoras), fez uma palestra com o título “Pavimente o caminho para 5G”. Ding compartilhou que, ao passar de 4G para 5G, as operadoras terão diferentes focos de negócios em cada uma das quatro fases: planejamento, implantação, operações e otimização. A Huawei fornecerá soluções 5G de ponta a ponta para atender aos requisitos de negócios das operadoras com o objetivo de trazer o melhor 5G para a realidade.

 

 

 

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