Perdeu a graça

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Preocupante para os da trupe do presidente Jair Bolsonaro. O talk show do capitão perdeu a graça e a credibilidade. Para irritação da caterva palaciana, a maior parte dos brasileiros afirma desconfiar das declarações do presidente Jair Bolsonaro, segundo o Datafolha.

Apenas 19% dos entrevistados declararam confiar sempre no presidente, enquanto 80% desconfiam e 43% nunca confiam nas falas de Bolsonaro. Na mesma pesquisa foi avaliada a opinião do público sobre o comportamento de Bolsonaro. Para 28% das pessoas, ele não se comporta como um presidente deveria. E outros 28% disseram que ele se comporta de acordo com seu cargo na maioria das vezes. As atitudes do presidente são sempre adequadas para apenas 14% dos entrevistados.

A verdade é que a paciência da maioria está se esgotando.  Não é fácil viver num país em que há 12,4 milhões de desempregados, a economia estagnada, beirando a recessão, a violência crescente, a miséria abundante, a saúde e educação em frangalhos. Mas nem esse quadro desesperador afasta o presidente Jair Bolsonaro de privilegiar uma agenda acessória, limitada aos seus fiéis. Antes de tudo, Bolsonaro administra em causa própria e da prole.

PSB em todas

Os deputados Romanelli, Luciano Ducci e Tiago Amaral, os três do PSB, conversaram nesta segunda-feira, 9, sobre a importância do partido ter candidato a prefeito na maioria das cidades do Paraná, principalmente nos grandes colégios eleitorais do estado. Ducci é pré-candidato a prefeito em Curitiba e Tiago Amaral, em Londrina.

Laranjas

A Polícia Federal abriu 221 inquéritos neste ano para investigar candidaturas laranjas nas eleições de 2018. número representa 12,5% do total de investigações sobre caixa 2 na eleição. “Há a preocupação de que a prática se repita na eleição municipal do ano que vem, quando os partidos devem ter acesso a R$ 3,8 bilhões de fundo eleitoral, mais que o dobro do destinado na campanha passada.”

Metido

Paulo Guedes anda furioso com Onyx Lorenzoni. É que o ministro da Casa Civil tenta se meter na economia o tempo todo, aconselhando mal Bolsonaro, diz ele.

Em risco

Famílias que viviam em áreas evacuadas devido ao risco de ruptura de quatro barragens da Vale ainda não têm prazo para retornarem a suas casas. Em alguns casos, pode levar anos. Segundo informou a mineradora, a reocupação de algumas regiões só deverá ocorrer após as estruturas, que se encontram no nível de alerta 3, forem rebaixadas para nível de alerta 1. Isso pode ocorrer durante a descaracterização da barragem, processo que levará entre três e cinco anos, dependendo de cada caso.

Cristão novo

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf (codinome kibe), não só vem ajudando a viabilizar a criação do Aliança pelo Brasil, como também deve se filiar ao novo partido que Bolsonaro tenta registrar. Skaf vem se aproximando do Chefe do Governo, desde a viagem à Ásia e Oriente. Na viagem de volta, quando não havia poltrona que se transformasse em leito para o presidente, ele prontamente ofereceu a sua. Skaf quer o apoio de Bolsonaro para sua campanha ao governo de São Paulo em 2022.

 

Controlado

Jair Bolsonaro vai gastar R$ 300 milhões em propaganda. Devem ser contratadas oito agências para atender toda a Esplanada e a Presidência que, com isso, quer ter maior controle sobre o conteúdo publicitário divulgado. Será um trabalho da Secom.

 

Cordão magnético

O general Maynard Santa Rosa, que se afastou por iniciativa própria da Secretaria de Assuntos Estratégicos, acha que ficou difícil falar com o presidente: “Ele se cercou” de um grupo de garotos que têm entre 25 e 32 anos que fazem uma espécie de cartão magnético em torno do e filtram o assunto. Quem controla essa turminha é Filipe Martins.

 

Mudanças

Uma série de mudanças estão projetadas para o Porto de Santos. O ministro Tarcísio Freitas quer mexer no perfil do porto para exportar suas atividades graneleiras. Acham que aumentará a população ambiental e sindicados, vereadores e outras entidades querem ser ouvidos. Se não, ameaçam parar todas as atividades.

 

Puxando o tapete

Começam a circular novamente boatos de que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, será substituído no início do ano que vem. Nomes já foram sugeridos para o presidente Jair Bolsonaro.  E  para surpresa de todos, um dos que mais incentiva esta mudança é o ministro da Secretaria do Governo, general Luiz Eduardo Ramos.

 

Janja 2022

O ex-presidente Lula já está fazendo planos para o futuro político do PT. Já deixou bem claro que quer que Fernando Haddad sai para a prefeitura de São Paulo, e com Marta Suplicy na vice. Ambos já estão praticamente convencidos da ideia e ainda acreditam na vitória. Só para amigos mais próximos, Lula tem confessado que os planos para Haddad são outros. Ele quer que o ex-prefeito em 2022 concorra ao governo paulista. E já tem outro nome para concorrer a presidência. Dizem que Lula sonha em ver a namorada concorrendo ao Planalto.

 

Proteção de dados

A União estima arrecadar cerca de RS 20 bilhões em multas nos primeiros 12 meses da Lei Geral de Proteção de Dados, sancionada em 2018 e que entra em vigor no ano que vem. A equipe cuida da área não tem orçamento e tampouco dinheiro para pagar as contas. Grandes empresas e bancos deverão ser os primeiros a serem atingidos. Qualquer vazamento representará multa correspondente. A Previdência terá de se adaptar: seu banco de dados é um dos mais cobiçados do país.

 

Em silêncio

Aos 72 anos, a Monja Coen, uma das principais referências nacionais do budismo, lança seu novo livro O que aprendi com o silêncio, às 19 horas, no próximo dia 18, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. nele, revela detalhes de sua conversão ao zen-budismo, de sua trajetória monástica e todas as mudanças que viveu.

 

Fora da agenda

Jair Bolsonaro chamou Rodrigo Maia, fora da agenda, para conversa, na semana passada, no Alvorada. Queria conversar sobre a revolta dos parlamentares com o atraso no pagamento de emendas. O secretário do Governo, Luiz Eduardo Ramos, havia prometido para até o começo da semana passada o pagamento dos R$ 2 bilhões ainda pendentes – e até agora nada. Esta semana, promete obstruir a pauta.

 

Não irá governar

Nos últimos dias  o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo tem feito duras críticas aos países sul-americanos e aos seus governos. Em de seus últimos discursos atacou Nicolás Maduro. “Olhem para o Maduro, que continua no poder hoje. Ele lidera a Venezuela, mas nunca mais vai governá-la”. E completou: “Nossa política para a Venezuela está misturada com comedimento. Vemos gente pedindo por mudança de regime por meios violentos, e dizemos desde janeiro que todas as opções estão sobre a mesa e isso certamente ainda é verdade. Mas aprendemos com a história que o risco de usar força militar é significativo”.

 

Favorita

A deputada federal Joice Hasselmann, (PSL-SP) é o nome favorito para assumir a liderança do PSL na Câmara, depois da suspensão de Eduardo Bolsonaro, que será destituído do cargo. Nos círculos políticos, a atitude já é vista como um possível novo embate entre o governo federal e seu antigo partido.

 

Pré-campanha

O apresentador Luciano Huck cumpre, com certa discrição, uma pré-campanha eleitoral à medida em que seus seguidores querem vê-lo candidato à Presidência da República. Na semana passada, esteve em Brasília, na festa de inauguração do Instituto General Villas Boas, que sofre de esclerose amiotrófica. Levou um vídeo que emocionou os presentes e depois brincou com o próprio general dizendo que ele era chamado por alguns amigos de “general filhas boas”.

Aliança evangélica

Em busca do apoio para viabilizar o partido Aliança pelo Brasil, que está sendo criado pela família Bolsonaro, poderá ganhar, no curto prazo, 15 milhões de filiados evangélicos. É o que prometem os líderes de diversas igrejas evangélicas caso a bancada consiga um “protagonismo maior” no governo. Ou seja: ministérios. Mais: o apoio para o partido poderá ser de 500 mil eleitores de nove estados. Detalhe: na mira dos evangélicos a Casa Civil e a Secretaria do Governo.

Maior

Ainda o novo partido de Bolsonaro: só com as 15 milhões de filiações evangélicas, o aliança nasceria com maioria do país, ou seja, dez vezes maior que o PT, que soma 1,5 milhão.

Pesquisas

Todos os resultados das pesquisas de Veja, desta semana são favoráveis a Sérgio Moro nas diversas simulações. Só uma desperta dúvida: Bolsonaro e Moro, candidatos ao Planalto, empatariam com 36%.

Frases

 “A articulação política do governo no Congresso Nacional é um Titanic sem tripulação.”

José Nelto, líder do Podemos na Câmara.