Pe. Reginaldo Manzotti fica com a TV Lumen, da PUC-PR

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Reginaldo Manzotti: padre pop-star investindo em novas mídias

Houve certo alvoroço na praça, especialmente na área de comunicação social, quando começou a ser  comentada, recentemente,  a “inauguração” de uma nova televisão em Curitiba. Seu dono seria a Fundação Evangelizar, cujo comandante e fundador é o padre pop-star Reginaldo Manzotti.

Na verdade, o que está ocorrendo já foi noticiado pela coluna semanas atrás: a PUCPR resolveu arrendar a TV Lúmen, retransmissora do Canal Futura, da Rede Globo, e que dedica cerca de 50% de sua programação diária a programas locais, executados e concebidos localmente, em Curitiba.

DIFICULDADES

Os motivos da locação não são escondidos de ninguém: com dificuldades de operar comercialmente a TV Lúmen, a PUCPR, proprietária da emissora, resolveu cedê-la por tempo determinado à Fundação Evangelizar. A ideia que prevaleceu é que o padre Manzotti “é um bom vendedor” e que “não terá dificuldades de transformar a Lúmen num negócio rentável”, segundo garante uma fonte da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Hoje a pregação diária do padre Manzotti é retransmitida por mil emissoras de rádio do Brasil todo. A Rádio Evangelizar  é  afiliada a Rede Católica de Rádio.

NOVA FASE

O diretor da nova fase da TV  Lúmen  será do comunicador Zé Mello, que tem sólida experiência profissional.

Para lembrar: padre Manzotti montou a sua Rádio Evangelizar a partir da compra que fez de um antigo e inexpressivo prefixo, a ex-Rádio Paraná, que era propriedade da PUCPR.

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO

Tem novo vice-presidente o Conselho Estadual de Educação: por 11 votos a 7 os conselheiros elegeram na segunda, 12, o professor da Universidade Estadual de Londrina Dorival Perez para o cargo.

Ele é também advogado e um dos únicos operadores do Direito com especialização em Direito  da Educação, no Paraná. Houve bate chapa com o conselheiro Mário Pederneiras, de oposição política ao governador Beto Richa.

O Conselho Estadual de Educação é presidido por Oscar Alves, habilidoso articulador político,  a quem o Governo entregou a missão de conduzir a reforma da legislação sobre o CEE. Oscar também cuida da elaboração do novo regimento do colegiado.

10% DO PT VÃO A FRUET

Gustavo Fruet: apoio de Assis Couto e grupo

Gustavo Fruet diz à coluna que tem trabalhado intensamente, “como sempre”.

Ontem, por exemplo, às 10h30 min, quando saia de entrevista numa rádio, já tratava da agenda que, meia horas depois, desenvolveria com um grupo de petistas ligados ao deputado federal Assis Couto (PT do Sudoeste do Estado).

O grupo foi ao escritório político do pré-candidato do PDT para hipotecar-lhe apoio.
Esse grupo, segundo Gustavo, deve dignificar 10% dos petistas do Paraná.

NADA DECIDIDO

Ao contrário do que se dizia na rádio corredor, a redação e oficina gráfica da Gazeta do Povo não tem data, ainda, para mudar-se para o prédio que o jornal O Estado do Paraná ocupou por muitos anos. Por ora, de certo, apenas, é que a Tribuna do Paraná fica por lá.

DANTE EM ROMA

Dante Mendonça: aquarelas, agora em Roma

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Como fizeram ano passado em Paris, o escritor e artista plástico Dante Mendonça e Maí passarão 30 diasem Roma.

Viagem marcada para o dia 30.

O casal alugou um apartamento, nas proximidades do Vaticano, em  edifício histórico, como quase todos os imóveis da área.

Dante promete intensa dedicação às aquarelas que irá produzir nas férias romanas.

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HOMONÍMIAS AO CUBO

Em Curitiba muita gente confunde a pintora, escritora e psicanalista Gleuza Salomon com a artista plástica já falecida Cleuza Salomão, homenageada pelo MON, em 2009, com exposição póstuma e retrospectiva.

ESTÃO NO DICIONÁRIO

Ambas constituem verbetes do Dicionário de Artes Plásticas do Paraná, obra monumental da professora Adalice Araújo, recentemente comentada nesta coluna. A diferença é que Cleuza, letra “C”, consta do primeiro volume, já publicado. Gleuza, letra “G”, está aguardando a vez de ser publicado o seu verbete, pois restam ainda três volumes para vir a lume.

MAIS CONFUSÕES

Roberto Requião: também em homônimo

Gleuza foi casada com o também psicólogo Wallace de Mello e Silva, que tem nada menos de três homônimos, o Coronel W.M.S, o médico W.M.S e o engenheiro W.M.S.

Com nomes idênticos, só se distinguem pelas profissões, o que é insuficiente para evitar frequentes confusões quanto a saber de quem realmente se trata. E quase homônimo, ainda, é o falecido ex-prefeito de Curitiba Wallace Tadeu de Mello e Silva, pai do ex-governador Roberto Requião de Mello e Silva.

Aliás, há outro Roberto Requião (sem o Mello e Silva), filho de Ivo Requião, trompetista e técnico gráfico aposentado. Por aí se vê que homônimos não são apenas os João da Silva.

DESTINO DA CASA MANN DEPENDE DE INVESTIDOR

Depende agora de gestões em marcha na Alemanha o destino, no Brasil, da casa ameaçada de demolição, onde viveu a mãe brasileira dos escritores Thomas e Heinrich Mann, em Parati, RJ. Frederico Fullgraf, representante da revista “Mare” no Brasil, informa que o editor da publicação, na Alemanha, aproveitou a realização da Feira do Livro de Leipzig, para manter contato com Dieter Strauss, ex-diretor do Instituto Goethe de S. Paulo e editor do livro “Julia Mann entre duas culturas”.

“BRAIN STORM”

Casa Mann, em paisagem paradisíaca

Segundo Frederico, “estão fazendo um “brain storm” sobre como arregimentar um núcleo de VIPs com efeito multiplicador”. Ou seja: mobilizar recursos financeiros para comprar a casa.

Enquanto isso, está cada vez mais próxima a demolição da casa, pois a empresa “Arbeit” e o empresário Oscar Muller levam avante os planos para a construção de uma super-marina, empreendimento muito lucrativo. Incrível como até agora o IPHAN não tenha se posicionado. Descrentes numa intervenção do órgão, os que querem preservar a casa de Júlia Mann, para transformá-la em pousada exclusiva para escritores-bolsistas, buscam fazer um lance irrecusável para comprar o imóvel. Nikolaus Gelpke, o dono da “Mare”, de Hamburgo, está em contato com um grande investidor alemão e pode surpreender com uma boa notícia.

CARTAS


ASSEPSIA APENAS COMEÇOU

João Cláudio Derosso: queda livre

Do leitor Fábiano Cesar M.Leite, de Curitiba:

“Sr. Aroldo, pelo menos 3 boas notícias consegui ouvir e ler nesta semana: a queda do onipotente Ricardo Teixeira, da Presidência “vitalícia” da CBF; as indicações de que a nova diretoria da Sociedade Evangélica Beneficente (SEB) está fazendo mesmo uma assepsia geral na direção da entidade  acusada de malversar dinheiro público, e a definição (deposição) da situação de João Cláudio Derosso, outro “donatário” de organismo  público, no caso, a  Câmara de Curitiba.Mas há muito mais a fazer ainda para que minha fé nos homens públicos seja restaurada”.
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“A BOLHA ESTOUROU”

De Porto Alegre, Irene Zen Gomes da Silva escreve:

“Tenho familiares morandoem Curitiba. Elessempre me disseram que havia muita coisa de estranha na Sociedade Evangélica Beneficente: enquanto senhorinhas faziam chás e desfiles de modas para arrecadar fundos para o Hospital Evangélico, alguns dos dirigentes da Sociedade exibiam inquestionáveis sinais de riqueza incompatíveis com seus ganhos. Agora a bolha estourou…”

 EMPREGUISMO E ALTOS SALÁRIOS

De Curitiba. J.D.Neto, estudante de Direito, escreve:

“Quero acreditar que o reinado do deputado Zacharow terminou. Até nada tenho de pessoal contra ele. Acredito mesmo que, mal o bem, ele carreou apoios para o Hospital Evangélico. O que é preciso é avaliar a que custos esses benefícios chegaram. Os R$ 35 e 40 mil mensais de salários, pagos a superintendentes da SEB, apenas mostram a ponta do iceberg que é o grande mal da instituição: trata-se de um cabide de empregos, premiando pastores e lideranças evangélicas que vinham garantindo a permanência no poder do mesmo grupo que comandou a SEB até agora”.

“ESTOU PAGANDO PARA VER”

Da leitora que pede para ser identificada apenas pelas iniciais ANMG, de Curitiba:

“Não quero acreditar, mas estou pagando para ver: dizem que os chamados pastores dissidentes, das Igrejas Presbiteriana Independente e Congregacional, já acertaram com o novo presidente da Sociedade Evangélica Beneficente (SEB), João Jaime Ferreira,  e  que serão “compensados” com polpudos cargos na instituição. Não acredito. Mas quero estar vivo para ver o andar da carruagem.”

LETÍCIA PARA O MUNDO

Da artista plástica Bia Wouk, de Madrid, onde residem ela e o marido, o cônsul João Almino: “aroldo querido, acabo de ler a simpática matéria (mais uma!) que você fez sobre a letícia. Já repassei para ela e para vários amigos também. Mais uma arquiteta de Curitiba para o mundo, não? um beijo da bia”.

DIÁLOGO COM MUÇULMANOS

“Prezado Aroldo, Uma correção, o evento cristão-muçulmano em Foz do Iguaçu será semana que vem, dia 24 de março. Atenciosamente, Maristela Beal” Divisão de Relações Públicas – Itaipu Binacional

O DIREITO DOS JUIZES

Lívia Haygert Pithan

Existem limites para o exercício da função jurisdicional de interpretar as leis para aplicá-las ao caso concreto? Até que ponto um juiz pode construir novos conceitos jurídicos – tal como o de paternidade – sem que estes realmente reflitam os valores atuais compartilhados pela comunidade? Quais valores devem inspirar a criação de regras que preencham de significado o princípio constitucional da dignidade humana? Estas são questões permanentemente debatidas pelo meio acadêmico jurídico.

Porém, há casos concretos relacionados a estas questões que extrapolam o meio acadêmico e que devem ser discutidos por toda a sociedade. Um caso desse tipo foi noticiado por Zero Hora no dia 4 de março.

Trata-se de uma decisão judicial inédita, recentemente ocorrida na cidade de Recife, na qual o juiz autorizou o registro de uma criança como filha de dois pais. A criança, que foi gerada por fertilização in vitro, juridicamente não tem mãe, mesmo que ela tenha sido concebida em um ventre de uma mulher identificada, mulher esta distinta daquela que doou anonimamente o óvulo para a fertilização feita com sêmen de um dos homens membro de um casal homossexual.

Casos como este geram uma enorme confusão ética, religiosa e legal com a qual o Poder Judiciário se confronta e deve, necessariamente, intervir quando acionado – mesmo diante das incertezas decorrentes da inexistência de leis que proporcionem uma idealizada “segurança jurídica” de outrora.

Sem dúvida, os juízes possuem a difícil tarefa de descobrir um “mínimo ético comum” em suas decisões, em um mundo democrático no qual devem conviver harmonicamente pessoas com diferentes visões do que seja eticamente correto e incorreto.

Porém, parece-me que diante das incertezas com as quais depara o Poder Judiciário em casos similares ao citado, não deve preponderar o excesso de convicção de juízes que buscam “revolucionar” e “modernizar” o Direito com base em valores pessoais. Deste modo, devemos louvar a prudência dos juízes que buscam fundamentar suas decisões em valores compartilhados pela sociedade.

Mas resta uma questão: será que a sociedade brasileira compartilha a ideia de que uma criança tenha dois pais, ao invés de um pai e uma mãe? Não tenho resposta, mas apenas uma suspeita de que a natureza e a tradição ainda preponderam em detrimento de uma inovação apressada.

Lívia Haygert Pithan – Professora da Faculdade de Direito e pesquisadora do Instituto de Bioética da PUCRS. Artigo publicado in Zero Hora, Porto Alegre, 12-3-12

ACADEMIA DO GUATUPÊ

A Polícia Militar do Estado do Paraná quer que a Academia Militar do Guatupê passe a fazer parte, oficialmente, do sistema estadual de ensino superior. E com issso passe a ter direito a fornecer titulações de Pós Graduação – Mestrado e Doutorado.